Leituras:
Is 62,1-5;
Sl 95 (96);
1Cor 12,4-11;
Jo 2,1-11
Queridos irmãos e irmãs
com a festa do Batismo do Senhor concluímos o tempo litúrgico do Natal. Na
segunda-feira, iniciamos o Tempo Comum. Neste tempo somos convidados a celebrar
e testemunhar os mistérios da vida de Cristo. Iniciando este tempo somos também
convocados a retomar a estrada de nossas vidas e caminharmos com Jesus. E neste
caminho Ele nos revela as escrituras e parte o Pão para nós, nos animando e nos
alimentando. Neste segundo domingo, iniciando a caminhada, o evangelista João
nos apresenta “o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia
e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele”. Nas estradas do
mundo, os discípulos de Jesus, devem testemunhar a Boa Nova do Reino de Deus,
que é capaz de dar sentido e alegrar a vida de cada pessoa. O ministério
público de Jesus é iniciado numa festa de casamento, para nos recordar que ser
Igreja de nosso Senhor é ser sinal de vida; é se colocar na promoção e
realização da felicidade de cada pessoa, é anunciar ao mundo que não vivemos de
meras tradições humanas, mas somos preenchidos pelo Espírito Santo para dar
sabor a tudo quanto realizarmos, para que isso seja possível é preciso ouvir
atentamente a mãe de Jesus e nossa: “Fazei o que ele vos disser”. A presença de
Maria é uma presença amiga, que intercedendo por nós – “eles não tem mais
vinho”, não cessa de pedir por cada filho e filha ao seu primogênito. Celebrar
o domingo das bodas de Caná é recordar que assim é a Igreja, na presença de
Jesus, dos discípulos e da mãe de Jesus, vivemos uma grande festa, mas nem
sempre conseguimos permanecer em comunhão, e quando quebramos esta comunhão,
perdemos o motivo para celebrar, ficamos sem vinho, por isso todos os dias
devemos nos colocar a caminho, alegres à casa do Pai, para que o ‘pote’ que é
nossa vida seja diariamente preenchido pela graça do Espírito Santo. Cheios da
força do alto teremos condições de nos lançar no mundo, sendo missionários e
missionárias de Cristo, testemunhando uma comunidade que nasce constantemente
da fé em Jesus. Uma Igreja preenchida do Cristo será no mundo sinal da justiça
e da glória de Deus; “será uma comunidade que receberá um nome novo, que a boca
do Senhor há de designar. E serás uma coroa de glória na mão do Senhor, um
diadema real nas mãos de teu Deus”. A fé no Cristo Jesus produz estes sinais em
cada pessoa. E por meio desses sinais, convidados a participar do banquete
nupcial do Cordeiro, bebendo o vinho melhor, cada batizado se colocará a
serviço um dos outros, usando os dons que o Espírito lhe deu para criar união,
pois “há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito”.
Pe. Gonçalo
Aranha dos Santos.
