O BANQUETE DO REINO
- Is 25, 6-10a
- Sl 22
- Sl 22
- Fl 4, 12-14, 19-20
- Mt 22, 1-14
- Mt 22, 1-14
Neste domingo a liturgia, através da rica PALAVRA DE DEUS,
nos fala do Reino como um banquete. Esse banquete é preparado nada menos que
pelo próprio Deus. É a festa do mundo novo que nos espera.
Na primeira leitura de hoje, extraída do livro do profeta
Isaías, o profeta fala de tempos messiânicos. Os tempos messiânicos são anunciados
dentro de uma vida marcada por sofrimentos e tribulações. Via de regra todos
nós temos a tendência de nos desanimar e deprimir diante dos grandes
sofrimentos. Nesses momentos não nos pode faltar a esperança que nos move e nos
orienta para frente, para tempos melhores. Desanimar não pode ser nunca a saída
diante das tribulações. A vitória pertence sempre àqueles que nunca param de
lutar. No texto, Deus é quem oferece um banquete da vitória. Será ele quem dará
ricas iguarias. Além disso o inimigo maior será eliminado para sempre: a morte.
Contra ela nossas forças são impotentes, porém Deus é maior e mais forte que a
morte para derrotá-la. Dará para seus filhos a vida plena, dará a salvação.
Este é o Deus que se rebaixa e vem ao nosso encontro para cuidar de nós. Esta
é, na Palavra de Deus, a nossa fé e nossa esperança, é aquilo que desejamos e
acreditamos.
Na mesma direção, com o intuito de nos animar e nos
fortalecer, São Paulo também, participando da experiência da luta na vida, nos
testemunha que aprendeu o segredo de viver em qualquer situação, tanto na
abundância, quanto na carência. São Paulo experimenta a providência de Deus em
todas as situações que ele viveu. É tão forte essa experiência de fé com Deus
que ele afirma de maneira contundente: “Tudo posso naquele que me fortalece (Fl
4, 13)”. São Paulo sente que não há barreiras que ele não consiga transpor com
a força de Deus que lhe acompanha. É assim que nós também sentimos e falamos
nas diversas circunstâncias da vida, sobretudo, nas nossas dificuldades?
No Evangelho, seguindo a mesma lógica do profeta Isaías,
Jesus também fala do Reino dos céus como a um banquete. Vale a pena salientar,
ou tomarmos consciência de que o Reino de Deus nos é apresentado como uma
festa. Penso que esta é uma imagem que deveria ser mantida no nosso imaginário
e na nossa esperança, a de um céu visto como uma realidade de alegria e de
festa mesmo. Onde Deus está presente, onde os irmãos e amigos estão presentes,
não deve prevalecer sentimentos de quietude ou tristeza, mas de movimento, de
saciedade, fartura, danças, júbilo e alegria.
Na parábola de hoje Jesus conta que os convidados são todos.
Ho versículo 10 há uma coisa que nos chama à atenção: “Então os empregados
saíram e reuniram todos os que encontraram, maus e bons”. E a sala da festa
ficou cheia de convidados.” Seguramente que na História da Salvação, o convite
para o Reino de Deus é feito de forma universal, sem distinção. Todos são
convidados sem discriminação. Entretanto, ao participar dessa festa todos deveriam
vestir a causa do Reino. Aquele que não trajar as vestes do Reino (amor,
justiça, paz, fraternidade, perdão, etc.) será lançado fora da festa.
É verdade que, a partir da própria parábola, muitos poderão
recusar o convite e não entrar na festa do Reino de Deus alegando tantas
coisas, tantas desculpas. Será sempre uma pena e um grande prejuízo para quem
não entrar na lógica do amor. Todos os que entrarem ficarão também sentidos de
ver os que ficarem de fora. Onde o amor reina, reina a vida e a alegria e, aí
acontecerá o Reino de Deus. Muitos (todos) são chamados, mas nem todos (poucos
são escolhidos) compreenderão e/ou aceitarão o convite do AMOR.
Neste mês missionário, rezemos por todos os cristãos, para
que, sensibilizados pela força do Espírito, abracemos a proposta de Cristo de
levar o seu Evangelho aos confins da Terra. No desejo do Papa Francisco,
sejamos uma Igreja em saída, uma Igreja em estado permanente de missão. Mãe
Aparecida, na alegria da sua presença já em 300 anos que conosco faz a história
do nosso Brasil, interceda por todos os brasileiros e nos cubra com o teu manto
de graças e amor.
Pe. Nicivaldo de Oliveira Evangelista
(Pároco da paróquia N. S. do Bom Sucesso –
Ibitiara)
