sábado, 25 de outubro de 2014

30º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

LEITURAS:
Ex 22, 20-26
Salmo: Sl 17 (18)
1Ts 1,5c-10
Mt 22,34-40

A liturgia deste domingo traz um tema que é fundamental para a vivência da fé Cristã: o compromisso de viver o amor. Na primeira leitura do livro do Êxodo, ouvimos Deus recomendando seu povo a agir com misericórdia. Foi assim que Deus agiu com o povo de Israel (Cf. Ex 2, 23-24). Ele ouviu o clamor do povo oprimido e o libertou da escravidão. Agora, libertado, o povo é convidado a assumir esse caminho de vida, agindo com misericórdia para com os pobres e marginalizados, rejeitando toda exclusão. Nessa leitura, duas vezes Deus fala de si como aquele que ouve o clamor dos necessitados e faz justiça. Assim é nosso Deus. Ele é um Deus de misericórdia que volta o olhar ao pobre e excluído. Nós, seu povo, precisamos nos configurar a esse amor de Deus e buscar ser sinal dele diante de tantas pessoas necessitadas presentes no mundo.
Assim podemos compreender o que ouvimos no Evangelho. O fariseu pergunta a Jesus qual é o maior mandamento da Lei. Com sabedoria, Jesus ensina que o mais importante é AMAR: amar a Deus e amar ao próximo. Esse é o maior mandamento. Toda lei e os profetas só encontram seu verdadeiro sentido no coração daquele que ama o Senhor e age com misericórdia para com o irmão.
Jesus inaugura, assim, uma nova compreensão. A nossa prática de fé deve ser expressão de um desejo sincero de viver esse encontro com Deus. Os fariseus, no evangelho de Mateus, tinham a fama de serem pessoas religiosas. No entanto, não eram capazes de uma relação sincera com Deus, pois viviam aprisionados a regras e tradições rigorosas e severas com as quais oprimiam o povo. Assim pode acontecer conosco. Podemos nos fechar em leis, regras, metas, compromissos a ser cumpridos e esquecer daquilo que é mais essencial que é o amor.
O amor deve ser atitude fundamental que motiva o cristão a viver e dar testemunho de sua fé. Com ele tudo ganha um novo sentido: não vou à Igreja somente porque é um compromisso, vou porque amo a Deus e quero encontrar-me com Ele; não irei rezar somente porque é uma obrigação, faço porque amo o Senhor e quero estar em diálogo com ele. Quando descobrimos a beleza do amor, a fé ganha uma dimensão de autenticidade, de liberdade e de gratuidade que nos faz experimentar verdadeiramente Deus.
Porém, Jesus deixa claro que o amor a Deus deve ser expressão do amor aos irmãos. Assim o mandamento do amor a Deus está vinculado ao amor ao irmão. Com a mesma gratuidade com que vivo a minha relação com Deus, devo viver minha relação com os irmãos. Deus é aquele que está ao lado dos pobres e ouve seu clamor. Nós, seu povo, devemos também buscar estar ao lado dessas pessoas vivendo a caridade. É compromisso nosso viver uma verdadeira acolhida, um verdadeiro respeito, uma verdadeira concórdia, uma verdadeira comunhão com todos os nossos irmãos. O nosso amor a Deus e nossa reverência a seus ensinamentos se expressam quando o colocamos em prática a fim de gerar vida para todos.
O povo cristão de Tessalônica descobriu essa dinâmica. Por isso, a comunidade é elogiada por São Paulo, na segunda leitura. A vida ética da comunidade foi expressão do seu amor ao Senhor. Amor tão profundo que Paulo afirma que eles foram “imitadores do Senhor”. Ser imitadores do Senhor é ser propagadores do amor e da misericórdia sobretudo aos mais necessitados. Com isso, eles conseguiram divulgar a fé por várias outras comunidades. Este é o maior testemunho de fé que podemos dar: quando nosso amor a Deus se torna amor aos irmãos, transmitimos o próprio Cristo aos demais.
Desse modo, a verdadeira fé está fundamentada no amor a Deus e o testemunho verdadeiro dessa fé é a vivência do amor aos irmãos. Nossa relação com Deus deve ser fundamentada no amor que nos impulsiona a estar do seu lado. Nossa relação com nossos irmãos deve ser pautada na caridade e na misericórdia, espelhando-nos no próprio Cristo que por onde passou, passou fazendo o bem. Celebrando o mistério pascal de Cristo, sua maior entrega motivada pelo amor ao Pai e a nós, seu povo, busquemos ser fortalecidos na missão de viver cada vez mais cumprindo o mandamento maior, o mandamento do amor.

Jandir Silva
2° ano teologia


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Missão no Vicariato Nossa Senhora dos Remédios



É missão de todos... Uma Igreja em Saída.
Com sentimento de alegria que brota da missão, o Vicariato Nossa Senhora dos Remédios realizou a experiência missionária nos dias 16 a 19 de outubro, na Paróquia de Nossa Senhora do Bom Sucesso de Ibitiara. Vindos das 6 paróquias que compõem o vicariato, e também de outras paróquias, os missionários se espalharam pelas comunidades, sendo que um grande número ficou na cidade de Ibitiara. No domingo (19), uma Caminhada da Juventude e a celebração Eucarística marcaram o encerramento da missão, lembrando o DNJ e a Campanha Missionária, cujo tema esse Ano foi: Missão para Libertar. O nosso Bispo, Dom Armando, presidiu a celebração Eucarística, que foi concelebrada por todos os padres do Vicariato. Na oportunidade, ele comunicou a todos que o Pe. Nicivaldo Evangelista, (que retornou de Roma, onde passou um período estudando), ficará alguns meses na Paróquia de Nossa Senhora do Bom Sucesso ajudando o Pe. Aldo Coppola nos trabalhos da Paróquia. Todos ficaram contentes com a notícia. Na celebração, Dom Armando também agradeceu ao Pe. Aldo pelos 40 anos de doação e serviço generoso ao povo de Deus. 
No último domingo (19) aconteceu na Paróquia do Senhor Bom Jesus de Piatã, a Investidura de novos MESCEs (Ministros extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística) na Comunidade de Inúbia e na Sede, onde houve também a Crisma de vários jovens e adultos das Comunidades de Bom Sucesso, Vereda Velha, Santa Bárbara, Riachinho e Piauí. As celebrações foram presididas pelo nosso Bispo Dom Armando. Padre Samuel concelebrou com o bispo, e grande número de fiéis participou das celebrações com entusiasmo e alegria. 











No último final de semana (17 a 19), no Centro Diocesano, aconteceu a 4ª etapa dos Encontros Vocacionais, com o tema: Vocação à Vida Religiosa. Como sempre, participaram muitos jovens das várias paróquias da Diocese. 



quinta-feira, 23 de outubro de 2014

GRAÇA E ARTE DE PRESIDIR - IV


O sacerdote – Presidente, com seu estilo, será exemplo e se tornará formador dos outros ‘atores’ da celebração e da Assembleia toda. São Paulo exorta: Quem preside o faça com diligência (Rm 12,8), isto é, com senso de responsabilidade, ciente da delicadeza e importância de seu papel. Quem preside está sendo constante­mente ‘filmado’ nos diferentes detalhes de seu comportamento. A Igreja recomenda presidir com dignidade e humildade (Instrução Geral do Missal Romano: IGMR 93). A digni­dade está no fato de que quem preside o faz in persona Christi. Sendo a ação eclesial mais importante e mais alta (SC 10), a liturgia exige uma atitude serena (não austera e fria), gestos e vestes adequados etc. Também a respeito das vestes se poderia discutir, por exemplo, no uso das cores com seu simbolismo próprio[1].
Nas celebrações litúrgicas – como em outras circunstâncias da vida – o que faz a diferença são as nuances. Não é necessário ser ‘de­talhista’, mas é preciso caprichar para que a celebração aconteça da forma mais viva, e em sintonia com a Igreja da qual quem está ‘à frente’ é servidores, e instrumento nas mãos do Senhor: Ele só deve aparecer! Portanto, não condiz com a liturgia o ‘estilo show’ que chama demais a atenção sobre a pessoa (ator!) e deixa espaço li­mitado a Jesus e ao Espírito. A humildade no presidir é fruto da convicção de quem se reconhece irmão entre irmãos, discípulo da Palavra, que também escuta e procura partilhar, com [G1] gratidão, o que de graça recebeu.
Destacamos a atitude de quem exerce o ministério da presidência: ser instrumento e não protagonista (= ‘primeiro ator’). Por isso, ele deve esqui­var-se de chamar a atenção sobre si, para não se tornar empecilho ao encontro com o Senhor. As pessoas que prestam serviço na celebração são chama­das de ministros, isto é, servidores do Senhor e da Assembleia. Então, em seus gestos e palavras deve transparecer a presença do Ressuscitado.
Presidir com dignidade e humildade comporta, também, celebrar com calma (sem pressa), com serenidade (sem nervosismo) e com alegria, porque o serviço litúrgico é um dom divino pelo qual de­vemos sinceramente agradecer: Te agradecemos porque nos tornaste dig­nos de estar aqui na tua presença (Prece Eucarística II). Cientes que na liturgia temos nas mãos “aquele imenso tesouro de alegria e de beleza que é a Igreja” (Paul Claudel) e somos chamados a irradiar a alegria de anunciar a morte de Jesus e celebrar sua ressurreição, até que Ele venha.
3.      Quando exercer o ministério da presidência
O sacerdote preside, antes de tudo, na vida da Comunidade e no empenho pastoral. A presidência se exercita de maneira mais explícita, na preparação da celebração. A IGMR, 111 diz: “A prepara­ção prática de cada celebração litúrgica, com espírito dócil e diligente, de acordo com o Missal e outros livros litúrgicos, seja feita de comum acordo por todos aqueles a quem diz respeito, seja quanto aos ritos, seja quanto ao aspecto pastoral e musical, sob direção do reitor da igreja e ouvidos tam­bém os fiéis naquilo que diretamente lhes concerne. ‘Contudo, ao sacer­dote que preside a celebração fica sempre o direito de dispor sobre aqueles elementos que lhe competem’ (SC 22) ”.
Uma celebração nunca pode ser improvisada! Exige-se sempre preparação, definição de papeis, respeito do ritmo celebrativo, com momentos fortes e pausas, canto e silêncio, animação festiva e tempos contemplativos. Tudo para viver o encontro com o Ressuscitado. Uma palavra em destaque nesse exercício da presidência: tudo seja autên­tico!
Por isso, é preciso predispor: o ambiente, que seja limpo e acolhedor, simples, mas bem ordenado, e fale por si; as pessoas, cada uma com papel definido e lugar onde ficar; os objetos a serem usados, definindo onde devem ser colocados; os textos bíblicos, os livros na página certa, e assim por diante.
A avaliação da celebração, feita com humildade e sinceridade, permite corrigir erros e melhorar. Trata-se não de ‘eficientismo’ litúrgico ou religioso, mas da glória de Deus e da santificação dos humanos (cf. SC 7).
Dom Armando


[1] No respeito pelos gostos e sentido semântico de cada cultura, perguntemo-nos: pode cada qual agir segundo seu gosto? Será que estamos respeitando as pessoas? Qual o sentido das vestes usadas para presidir uma celebração?



 [G1]Creio que não cabe essa palavra 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A didática no ensino da filosofia

Como sabemos e aprendemos, a filosofia é uma atividade teorética, ou seja, trabalha a partir do teórico, é uma atividade intelectual, e por sua vez pedagógica e literária, não se restringindo, porém, a estas duas últimas caraterísticas. A Filosofia assume o dever de educar, os filósofos da antiguidade eram os educadores, ela instiga também à escrita e ao raciocínio.
            Busca-se “ensinar”, ou fazer, uma filosofia que diz respeito à vida, pois sendo teorética a filosofia não é irreal, mas ao contrário reflete o que é tocante à realidade do ser humano. Então no sentido pedagógico podemos nos questionar com a afirmação de Kant que diz que não se ensina filosofia, mas se ensina a filosofar. Esta afirmação torna-se cada vez mais clara a ponto que vamos adentrando no verdadeiro sentido da filosofia na educação, pois a pensamento filosófico não permite aceitar apenas o aparente das coisas, aquilo que nos é apresentado, mas faz ir além, pois o dado condicionado é muito superficial, e não necessariamente condiz com a verdadeira realidade, sem contar que a filosofia é o ponto crítico de todas as afirmações, o seu objetivo não está nas respostas, más nas interrogações.
            Compreendendo a íntima ligação da filosofia com a educação, entendemos que é necessária a aplicação da didática no ensino básico da filosofia, e por que não ousarmos dizer também que o raciocínio logico filosófico é necessário na construção de uma didática? Dentre as várias tendências pedagógicas aplicáveis no meio escolar, vale ser destacar aqui a liberal renovada progressistas, conhecida também como liberal pragmática, pois esta prepara o aluno para assumir o seu papel na sociedade, levando-o a imitar a vida, depois, defende-se ai a teoria do “aprender fazendo”, ou seja, o aluno torna-se o ser pensante, e não apenas recebe o conhecimento do educador, e concluindo o aprender nesta visão é uma atividade de descoberta, pratica-se uma autoaprendizagem. Conclui-se assim que este ideal não foge a tendência de se ensinar filosofia que é a de ensinar o aluno a pensar, ser crítico e construtor do seu saber. 

Max Sabrino Rodrigues Vieira
2º Filosofia




sábado, 18 de outubro de 2014

MENSAGEM DE PAPA FRANCISCO PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES 2014

Queridos irmãos e irmãs! Ainda hoje há tanta gente que não conhece Jesus Cristo. Por isso, continua a revestir-se de grande urgência a missão ad gentes, na qual são chamados a participar todos os membros da Igreja, pois esta é, por sua natureza, missionária: a Igreja nasceu ‘em saída’. O Dia Mundial das Missões é um momento privilegiado para os fiéis dos vários Continentes se empenharem, com a oração e gestos concretos de solidariedade, no apoio às Igrejas jovens dos territórios de missão. Trata-se de uma ocorrência permeada de graça e alegria: de graça, porque o Espírito Santo, enviado pelo Pai, dá sabedoria e fortaleza a quantos são dóceis à sua ação; de alegria, porque Jesus Cristo, Filho do Pai, enviado a evangelizar o mundo, sustenta e acompanha a nossa obra missionária. E, justamente sobre a alegria de Jesus e dos discípulos missionários, quero propor um ícone bíblico que encontramos no Evangelho de Lucas (cf. 10, 21-23).
1. Narra o evangelista que o Senhor enviou, dois a dois, os setenta e dois discípulos a anunciar, nas cidades e aldeias, que o Reino de Deus estava próximo, preparando assim as pessoas para o encontro com Jesus. Cumprida esta missão de anúncio, os discípulos regressaram cheios de alegria: a alegria é um traço dominante desta primeira e inesquecível experiência missionária. O Mestre divino disse-lhes: “Não vos alegreis, porque os espíritos vos obedecem; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos no Céu. Nesse mesmo instante, Jesus estremeceu de alegria sob a ação do Espírito Santo e disse: Bendigo-te, ó Pai (…). Voltando-se, depois, para os discípulos, disse-lhes em particular: Felizes os olhos que vêem o que estais a ver’” (Lc 10, 20-21.23).
As cenas apresentadas por Lucas são três: primeiro, Jesus falou aos discípulos, depois dirigiu-se ao Pai, para voltar de novo a falar com eles. Jesus quer tornar os discípulos participantes da sua alegria, que era diferente e superior àquela que tinham acabado de experimentar.
2. Os discípulos estavam cheios de alegria, entusiasmados com o poder de libertar as pessoas dos demônios. Jesus, porém, recomendou-lhes que não se alegrassem tanto pelo poder recebido, como, sobretudo pelo amor alcançado, ou seja, por estarem os vossos nomes escritos no Céu’ (Lc 10, 20). Com efeito, fora-lhes concedida a experiência do amor de Deus e também a possibilidade de o partilhar. E esta experiência dos discípulos é motivo de jubilosa gratidão para o coração de Jesus. Lucas viu este júbilo numa perspectiva de comunhão trinitária: ‘Jesus estremeceu de alegria sob a ação do Espírito Santo’, dirigindo-se ao Pai e bendizendo-O. Este momento de íntimo júbilo brota do amor profundo que Jesus sente como Filho por seu Pai, Senhor do Céu e da Terra, que escondeu estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelou aos pequeninos (cf. Lc 10, 21). Deus escondeu e revelou, mas, nesta oração de louvor, é sobretudo a revelação que se põe em realce. Que foi que Deus revelou e escondeu? Os mistérios do seu Reino, a consolidação da soberania divina de Jesus e a vitória sobre satanás.
Deus escondeu tudo isto àqueles que se sentem demasiado cheios de si e pretendem saber já tudo. De certo modo, estão cegos pela própria presunção e não deixam espaço a Deus. Pode-se facilmente pensar em alguns contemporâneos de Jesus que Ele várias vezes advertiu, mas trata-se de um perigo que perdura sempre e tem a ver conosco também. Ao passo que os pequeninos são os humildes, os simples, os pobres, os marginalizados, os que não têm voz, os cansados e oprimidos, que Jesus declarou felizes.  Pode-se facilmente pensar em Maria, em José, nos pescadores da Galileia e nos discípulos chamados ao longo da estrada durante a sua pregação.
3. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado (Lc 10, 21). Esta frase de Jesus deve ser entendida como referida à sua exultação interior, querendo ‘o teu agrado’ significar o plano salvífico e benevolente do Pai para com os homens. No contexto desta bondade divina, Jesus exultou, porque o Pai decidiu amar os homens com o mesmo amor que tem pelo Filho. Além disso, Lucas faz-nos pensar numa exultação idêntica: a de Maria. A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador (Lc 1, 46-47). Estamos perante a boa Notícia que conduz à salvação. Levando no seu ventre Jesus, o Evangelizador por excelência, Maria encontrou Isabel e exultou de alegria no Espírito Santo, cantando o Magnificat. Jesus, ao ver o bom êxito da missão dos seus discípulos e, consequentemente, a sua alegria, exultou no Espírito Santo e dirigiu-Se a seu Pai em oração. Em ambos os casos, trata-se de uma alegria pela salvação em ato, porque o amor com que o Pai ama o Filho chega até nós e, por obra do Espírito Santo, envolve-nos e faz-nos entrar na vida trinitária.
O Pai é a fonte da alegria. O Filho é a sua manifestação, e o Espírito Santo o animador. Imediatamente depois de ter louvado o Pai – como diz o evangelista Mateus – Jesus convida-nos: Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve’(Mt 11, 28-30). “A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria” (Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, (EG) 1).
De tal encontro com Jesus, a Virgem Maria teve uma experiência totalmente singular e tornou-se causa da nossa alegria. Os discípulos, por sua vez, receberam a chamada para estar com Jesus e ser enviados por Ele a evangelizar (cf. Mc 3, 14), e, feito isso, sentem-se repletos de alegria. Porque não entramos também nós nesta torrente de alegria?
4. “O grande risco do mundo atual, com a sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada” (EG, 2). Por isso, a humanidade tem grande necessidade de dessedentar-se na salvação trazida por Cristo. Os discípulos são aqueles que se deixam conquistar mais e mais pelo amor de Jesus e marcar pelo fogo da paixão pelo Reino de Deus, para serem portadores da alegria do Evangelho. Todos os discípulos do Senhor são chamados a alimentar a alegria da evangelização. Os bispos, como primeiros responsáveis do anúncio, têm o dever de incentivar a unidade da Igreja local à volta do compromisso missionário, tendo em conta que a alegria de comunicar Jesus Cristo se exprime tanto na preocupação de O anunciar nos lugares mais remotos como na saída constante para as periferias de seu próprio território, onde há mais gente pobre à espera.
Em muitas regiões, escasseiam as vocações ao sacerdócio e à vida consagrada. Com frequência, isso se fica a dever à falta de um fervor apostólico contagioso nas comunidades, o que faz com as mesmas sejam pobres de entusiasmo e não suscitem fascínio. A alegria do Evangelho brota do encontro com Cristo e da partilha com os pobres. Por isso, encorajo as comunidades paroquiais, as associações e os grupos a viverem uma intensa vida fraterna, fundada no amor a Jesus e atenta às necessidades dos mais carecidos. Onde há alegria, fervor, ânsia de levar Cristo aos outros, surgem vocações genuínas, nomeadamente as vocações laicais à missão. Na realidade,  aumentou a consciência da identidade e missão dos fiéis leigos na Igreja, bem como a noção de que eles são chamados a assumir um papel cada vez mais relevante na difusão do Evangelho. Por isso, é importante uma adequada formação deles, tendo em vista uma ação apostólica eficaz.
5. Deus ama quem dá com alegria (2 Cor 9, 7). O Dia Mundial das Missões é também um momento propício para reavivar o desejo e o dever moral de participar jubilosamente na missão ad gentes. A contribuição monetária pessoal é sinal de uma oblação de si mesmo, primeiramente ao Senhor e depois aos irmãos, para que a própria oferta material se torne instrumento de evangelização de uma humanidade edificada no amor.
Queridos irmãos e irmãs, neste Dia Mundial das Missões, dirijo o meu pensamento a todas as Igrejas locais: Não nos deixemos roubar a alegria da evangelização! Convido-vos a mergulhar na alegria do Evangelho e a alimentar um amor capaz de iluminar a vossa vocação e missão. Exorto-vos a recordar, numa espécie de peregrinação interior, aquele ‘primeiro amor’ com que o Senhor Jesus Cristo incendiou o coração de cada um; recordá-lo, não por um sentimento de nostalgia, mas para perseverar na alegria. O discípulo do Senhor persevera na alegria, quando está com Ele, quando faz a sua vontade, quando partilha a fé, a esperança e a caridade evangélica.
A Maria, modelo de uma evangelização humilde e jubilosa, elevemos a nossa oração, para que a Igreja se torne uma casa para muitos, uma mãe para todos os povos e possibilite o nascimento de um mundo novo.
Vaticano, 8 de Junho – Solenidade de Pentecostes – de 2014.

FRANCISCO

FONTE: w2.vatican.va 

29º DOMINGO DO TEMPO COMUM

LEITURAS: 
Isaías 45,1-6;
Salmo 95: Ó família das nações, daí ao Senhor poder e glória
Filipenses 4,6-9;
Mateus 22,15-21: “Daí pois a César o que é de César...”.
Hoje a Palavra de Deus nos apresenta (I leitura) um rei pagão, Ciro, que se torna instrumento de Deus para libertar seu povo oprimido. Deus, constantemente, pede a todos para defender a pessoa humana das armadilhas da vida e de toda forma de opressão e exploração. Age corretamente diante de Deus, quem defende e protege o irmão, não importa a religião nem outra pertença.
Assim, eis que estamos preparados para compreendermos a atitude de Jesus no Evangelho deste domingo. Fariseus e os do partido de Herodes tramaram uma armadilha para “apanhar Jesus em alguma palavra”, perguntando-lhe, depois de tê-lo ‘incensado’ com palavras mentirosas: “É lícito ou não pagar imposto a César”? Já di por si a questão dos impostos é polêmica. Aqui, ainda mais. Qualquer resposta de Jesus – eles imaginavam – teria dado motivo para condená-lo. Jesus “percebeu a maldade” e os chama de “hipócritas, e responde com palavras, tantas vezes mal interpretadas: “Dais, pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. O que quer dizer mesmo?
Antes de tudo, deveríamos entender melhor a palavra dar. Melhor seria traduzir com devolver, restituir. A moeda do imposto leva a imagem de César, o imperador que dominava e explorava a Palestina e que, com suas tropas, mantinha o povo submisso, tirando-lhe liberdade e dignidade. Ainda pior pelo fato que o povo de Deus vivia submisso a um povo pagão. Portanto, a moeda devia ser ‘devolvida’ a César e o fato que eles – fariseus e partidários de Herodes – usassem essa moeda, já significava que aceitavam sua dominação. Ele, Jesus, nem sabia (ou fazia de conta de nem saber) de quem fosse ‘a figura e a inscrição’ na moeda. E questiona: o que é preciso devolver a Deus? Tudo o que lhe pertence; sobretudo, o ser humano criado à ‘Sua imagem e semelhança’ (Gênesis 1,27; 5,1-3).
Então, somos chamados a devolver a Deus nós mesmos, amando-O com todo o coração e com todas as forças (cf. Mt 22,37). A figura de Deus está marcada em nós. Por isso, temos um chamado a viver: ser cidadãos responsáveis, atentos, praticando a justiça e a caridade, construindo a paz, assumindo o nosso papel social com consciência e competência. Isso, ao mesmo tempo, visa construir a Cidade humana como Deus quer e nisso consiste, também, o verdadeiro devolver a Deus o que lhe pertence: a dignidade plena de cada um(a) de seus filhos e filhas. O compromisso pela construção de um País mais justo, onde cada pessoa possa viver com dignidade, a luta contra a miséria e a fome, o respeito pela natureza, a defesa da liberdade, também religiosa, o empenho pela paz mundial contra toda forma de racismo, exclusão e marginalização... Isso tudo faz parte do ser seguidores de Jesus e não tira nada ao ‘César’ que comanda a Cidade terrena e não fere a dimensão ‘laica’ do Estado da qual muitos reclamam.
Hoje, a Igreja celebra o Dia mundial das Missões e o Dia da Infância Missionária (ver, em seguida, a Mensagem de Papa Francisco). “Os missionários – disse o papa no dia 12 de outubro – são aqueles que, dóceis ao Espírito Santo, têm a coragem de viver o Evangelho... Eles olharam para Cristo crucificado, acolheram sua graça e não a seguraram para si mesmos. Como o apóstolo Paulo, eles fizeram-se tudo a todos, souberam viver na pobreza e na abundância, na saciedade e na fome, cientes que tudo podiam n’Aquele que dava a eles força (cf. Fil 4,12-13). Com esta força, encontraram a coragem de ‘sair’ pelas estradas do mundo com a confiança no Senhor que chama... A missão evangelizadora da Igreja é essencialmente anúncio do amor, da misericórdia e do perdão de Deus, revelados aos humanos mediante a vida, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo”.
Meu desejo é tomemos consciência de nossa vocação missionária, testemunhando na vida do dia-a-dia um grande amor a Jesus, o homem novo que nos dá a possibilidade de viver na mais profunda e autêntica novidade do amor para com todos, da solidariedade e da justiça plena e verdadeira, que vem do Alto.
O apóstolo Paulo, escreve aos de Tessalônica (II leitura) palavras muito bonitas: “Damos graças a Deus por todos vós... recomendamos sem cessar a atuação da vossa fé, o esforço de vossa caridade e a firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo”. Uno-me a Paulo nesse bonito agradecimento.

Dom Armando

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

ENCONTROS E CELEBRAÇÕES PELA DIOCESE

FESTA DA PADROEIRA
Após animadíssima novena, na qual se refletiu sobre a Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, a comunidade de Lençóis - Paróquia de Dom Basílio, celebrou a sua padroeira e padroeira do Brasil,
Nossa Senhora Aparecida. No sábado, vigília da festa, o nosso Bispo Dom Armando presidiu a celebração do Batismo de 17 crianças e, no Domingo, a Missa da festa. Uma multidão de devotos participou da celebração, cantando e louvando a Deus pelas inúmeras graças recebidas através da intercessão de Nossa Senhora! Veja mais fotos!
CELEBRAÇÕES DA CRISMA
Veja, também, fotos das celebrações da crisma nas comunidades de Salitre - Paróquia de Bom Jesus de Piatã, nas comunidades de Rio Preto e Sincorá da Serra - Paróquia de Barra da Estiva. VEJA MAIS FOTOS!















ENCONTROS:
COM SECRETÁRIOS PAROQUIAIS

Nos dias 14 e 15 de outubro, no Centro Diocesano, aconteceu o II encontro de secretários paroquiais do ano de 2014. Neste segundo encontro, deu-se uma ênfase maior na questão contábil. Sob a assessoria de Adielson Alves Souza, contador diocesano, os secretários puderam conhecer um pouco mais sobre legislação e esclarecer dúvidas concernentes a um dos trabalhos realizados na secretaria paroquial: a elaboração do boletim mensal de caixa paroquial. Dom Armando iniciou os trabalhos às 09.30h, com um momento de oração e uma reflexão a respeito do serviço exercido pelo secretário paroquial, tomando as palavras do Papa Francisco, que nos convida a sermos igreja de “portas abertas”, acolhedora. Assim, a secretaria paroquial deve ser a “porta aberta” e aqueles que prestam um serviço nela, mais do que um profissional da área, necessitam de uma espiritualidade, de um carisma capaz de acolher a todos com atenção, respeito e amor. No dia 14, os padres também participaram com os secretários. Para o horário da noite foi dedicado um tempo de espiritualidade, conduzido pelo Padre Gilberto. O encontro foi bastante proveitoso, além de ter sido uma oportunidade de maior aproximação entre aqueles que exercem um mesmo trabalho em nossa Igreja local. Os trabalhos foram concluídos ao meio dia do dia 15. MAIS FOTOS!
                                                                             COM PAIS E PADRINHOS DOS CRISMANDOS
Ontem (16), o nosso bispo Dom Armando assessorou, mais um encontro, com os pais, padrinhos e crismandos da Paróquia de Nossa Senhora do Livramento, comunidades de Santa Terezinha e Catedral. Utilizando-se de mensagens e vídeos, ele ajudou a todos a refletirem sobre a importância dos Sacramentos da Igreja; exortou para uma maior participação na vida da Igreja, a um maior compromisso e testemunho cristãos no mundo. Ele dizia que os sacramentos não são vacinas e nem atos mágicos, mas sinais da Graça de Deus que nos acompanha e nos dá força na caminhada de seguimento de Jesus Cristo. Assim, ao jovem que pede o sacramento da crisma, exige-se Fé e compromisso cristão! Veja mais fotos!



AGENDA DO BISPO





Mês de OUTUBRO de 2014 - II
Dia
Horas
Onde
Atividade
16
Manha
Em casa e na Cúria
Atendimento
19.30
Centro diocesano
Encontro pais e padrinhos dos Crismandos
17
Manhã
Em casa e na Cúria
Atendimento
16.00
Comum. Bernardo (Tanhaçu)
S. Missa com Crisma
19.30
Comum. Riacho Dantas (Tanhaçu)
S. Missa com Crisma
18
Manha
Em casa
Atendimento
17.30
Comunidade  Lagoa do Daniel
S. Missa (7º dia de falecimento)
19.30
Catedral
S. Missa
21.00
Celebração de Casamento
19
Manhã
Par. Nsa. Sra. do Bom Sucesso - Ibitiara
S. Missa no encerramento missão paroquial
16.00
Comunidade Inúbia (Piatã)
S. Missa com entrega ministério a MESCEs
19.30
Paróquia Senhor Bom Jesus – Piatã
S. Missa com Crisma
20
Manhã
Em casa e na Cúria
Atendimento
Tarde
(até sexta) em Brasília - CNBB
Conselho Permanente e CONSEP
25
08.00
Paróquia N. Sra. da Saúde - Jussiape
Encontro com o Cons. Pastoral Paroquial
19.30
Comunidade de Caraíbas - Paramirim
S. Missa (trigésimo de falecimento)
26
Manha
Centro diocesano
Retiro Crismandos da Catedral
19.30
Comum. estocada (Catedral)
S. Missa
27
Manhã
Em casa
Atendimento
18.00
Casa do Bispo
Encontro Crismandos
28
Manhã
Em casa e na Cúria
Atendimento
19.00
Comunidade Passagem (Dom Basílio)
S. Missa na festa do Padroeiro
29
16.00
Centro diocesano
Encontro Catequizandos
18.00
Comum. Canabrava (Catedral)
]Encontro Crismandos e Confissões
19.30
S. Missa com Crisma
30
Manhã
Em casa e na Cúria
Atendimento
19.30
Comum. Várzea de Canabravinha (Paramirim)
S. Missa com Crisma
31
19.30
Comum. Grama (Paramirim)
S. Missa com Crisma