sábado, 18 de outubro de 2014

MENSAGEM DE PAPA FRANCISCO PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES 2014

Queridos irmãos e irmãs! Ainda hoje há tanta gente que não conhece Jesus Cristo. Por isso, continua a revestir-se de grande urgência a missão ad gentes, na qual são chamados a participar todos os membros da Igreja, pois esta é, por sua natureza, missionária: a Igreja nasceu ‘em saída’. O Dia Mundial das Missões é um momento privilegiado para os fiéis dos vários Continentes se empenharem, com a oração e gestos concretos de solidariedade, no apoio às Igrejas jovens dos territórios de missão. Trata-se de uma ocorrência permeada de graça e alegria: de graça, porque o Espírito Santo, enviado pelo Pai, dá sabedoria e fortaleza a quantos são dóceis à sua ação; de alegria, porque Jesus Cristo, Filho do Pai, enviado a evangelizar o mundo, sustenta e acompanha a nossa obra missionária. E, justamente sobre a alegria de Jesus e dos discípulos missionários, quero propor um ícone bíblico que encontramos no Evangelho de Lucas (cf. 10, 21-23).
1. Narra o evangelista que o Senhor enviou, dois a dois, os setenta e dois discípulos a anunciar, nas cidades e aldeias, que o Reino de Deus estava próximo, preparando assim as pessoas para o encontro com Jesus. Cumprida esta missão de anúncio, os discípulos regressaram cheios de alegria: a alegria é um traço dominante desta primeira e inesquecível experiência missionária. O Mestre divino disse-lhes: “Não vos alegreis, porque os espíritos vos obedecem; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos no Céu. Nesse mesmo instante, Jesus estremeceu de alegria sob a ação do Espírito Santo e disse: Bendigo-te, ó Pai (…). Voltando-se, depois, para os discípulos, disse-lhes em particular: Felizes os olhos que vêem o que estais a ver’” (Lc 10, 20-21.23).
As cenas apresentadas por Lucas são três: primeiro, Jesus falou aos discípulos, depois dirigiu-se ao Pai, para voltar de novo a falar com eles. Jesus quer tornar os discípulos participantes da sua alegria, que era diferente e superior àquela que tinham acabado de experimentar.
2. Os discípulos estavam cheios de alegria, entusiasmados com o poder de libertar as pessoas dos demônios. Jesus, porém, recomendou-lhes que não se alegrassem tanto pelo poder recebido, como, sobretudo pelo amor alcançado, ou seja, por estarem os vossos nomes escritos no Céu’ (Lc 10, 20). Com efeito, fora-lhes concedida a experiência do amor de Deus e também a possibilidade de o partilhar. E esta experiência dos discípulos é motivo de jubilosa gratidão para o coração de Jesus. Lucas viu este júbilo numa perspectiva de comunhão trinitária: ‘Jesus estremeceu de alegria sob a ação do Espírito Santo’, dirigindo-se ao Pai e bendizendo-O. Este momento de íntimo júbilo brota do amor profundo que Jesus sente como Filho por seu Pai, Senhor do Céu e da Terra, que escondeu estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelou aos pequeninos (cf. Lc 10, 21). Deus escondeu e revelou, mas, nesta oração de louvor, é sobretudo a revelação que se põe em realce. Que foi que Deus revelou e escondeu? Os mistérios do seu Reino, a consolidação da soberania divina de Jesus e a vitória sobre satanás.
Deus escondeu tudo isto àqueles que se sentem demasiado cheios de si e pretendem saber já tudo. De certo modo, estão cegos pela própria presunção e não deixam espaço a Deus. Pode-se facilmente pensar em alguns contemporâneos de Jesus que Ele várias vezes advertiu, mas trata-se de um perigo que perdura sempre e tem a ver conosco também. Ao passo que os pequeninos são os humildes, os simples, os pobres, os marginalizados, os que não têm voz, os cansados e oprimidos, que Jesus declarou felizes.  Pode-se facilmente pensar em Maria, em José, nos pescadores da Galileia e nos discípulos chamados ao longo da estrada durante a sua pregação.
3. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado (Lc 10, 21). Esta frase de Jesus deve ser entendida como referida à sua exultação interior, querendo ‘o teu agrado’ significar o plano salvífico e benevolente do Pai para com os homens. No contexto desta bondade divina, Jesus exultou, porque o Pai decidiu amar os homens com o mesmo amor que tem pelo Filho. Além disso, Lucas faz-nos pensar numa exultação idêntica: a de Maria. A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador (Lc 1, 46-47). Estamos perante a boa Notícia que conduz à salvação. Levando no seu ventre Jesus, o Evangelizador por excelência, Maria encontrou Isabel e exultou de alegria no Espírito Santo, cantando o Magnificat. Jesus, ao ver o bom êxito da missão dos seus discípulos e, consequentemente, a sua alegria, exultou no Espírito Santo e dirigiu-Se a seu Pai em oração. Em ambos os casos, trata-se de uma alegria pela salvação em ato, porque o amor com que o Pai ama o Filho chega até nós e, por obra do Espírito Santo, envolve-nos e faz-nos entrar na vida trinitária.
O Pai é a fonte da alegria. O Filho é a sua manifestação, e o Espírito Santo o animador. Imediatamente depois de ter louvado o Pai – como diz o evangelista Mateus – Jesus convida-nos: Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve’(Mt 11, 28-30). “A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria” (Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, (EG) 1).
De tal encontro com Jesus, a Virgem Maria teve uma experiência totalmente singular e tornou-se causa da nossa alegria. Os discípulos, por sua vez, receberam a chamada para estar com Jesus e ser enviados por Ele a evangelizar (cf. Mc 3, 14), e, feito isso, sentem-se repletos de alegria. Porque não entramos também nós nesta torrente de alegria?
4. “O grande risco do mundo atual, com a sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada” (EG, 2). Por isso, a humanidade tem grande necessidade de dessedentar-se na salvação trazida por Cristo. Os discípulos são aqueles que se deixam conquistar mais e mais pelo amor de Jesus e marcar pelo fogo da paixão pelo Reino de Deus, para serem portadores da alegria do Evangelho. Todos os discípulos do Senhor são chamados a alimentar a alegria da evangelização. Os bispos, como primeiros responsáveis do anúncio, têm o dever de incentivar a unidade da Igreja local à volta do compromisso missionário, tendo em conta que a alegria de comunicar Jesus Cristo se exprime tanto na preocupação de O anunciar nos lugares mais remotos como na saída constante para as periferias de seu próprio território, onde há mais gente pobre à espera.
Em muitas regiões, escasseiam as vocações ao sacerdócio e à vida consagrada. Com frequência, isso se fica a dever à falta de um fervor apostólico contagioso nas comunidades, o que faz com as mesmas sejam pobres de entusiasmo e não suscitem fascínio. A alegria do Evangelho brota do encontro com Cristo e da partilha com os pobres. Por isso, encorajo as comunidades paroquiais, as associações e os grupos a viverem uma intensa vida fraterna, fundada no amor a Jesus e atenta às necessidades dos mais carecidos. Onde há alegria, fervor, ânsia de levar Cristo aos outros, surgem vocações genuínas, nomeadamente as vocações laicais à missão. Na realidade,  aumentou a consciência da identidade e missão dos fiéis leigos na Igreja, bem como a noção de que eles são chamados a assumir um papel cada vez mais relevante na difusão do Evangelho. Por isso, é importante uma adequada formação deles, tendo em vista uma ação apostólica eficaz.
5. Deus ama quem dá com alegria (2 Cor 9, 7). O Dia Mundial das Missões é também um momento propício para reavivar o desejo e o dever moral de participar jubilosamente na missão ad gentes. A contribuição monetária pessoal é sinal de uma oblação de si mesmo, primeiramente ao Senhor e depois aos irmãos, para que a própria oferta material se torne instrumento de evangelização de uma humanidade edificada no amor.
Queridos irmãos e irmãs, neste Dia Mundial das Missões, dirijo o meu pensamento a todas as Igrejas locais: Não nos deixemos roubar a alegria da evangelização! Convido-vos a mergulhar na alegria do Evangelho e a alimentar um amor capaz de iluminar a vossa vocação e missão. Exorto-vos a recordar, numa espécie de peregrinação interior, aquele ‘primeiro amor’ com que o Senhor Jesus Cristo incendiou o coração de cada um; recordá-lo, não por um sentimento de nostalgia, mas para perseverar na alegria. O discípulo do Senhor persevera na alegria, quando está com Ele, quando faz a sua vontade, quando partilha a fé, a esperança e a caridade evangélica.
A Maria, modelo de uma evangelização humilde e jubilosa, elevemos a nossa oração, para que a Igreja se torne uma casa para muitos, uma mãe para todos os povos e possibilite o nascimento de um mundo novo.
Vaticano, 8 de Junho – Solenidade de Pentecostes – de 2014.

FRANCISCO

FONTE: w2.vatican.va 

29º DOMINGO DO TEMPO COMUM

LEITURAS: 
Isaías 45,1-6;
Salmo 95: Ó família das nações, daí ao Senhor poder e glória
Filipenses 4,6-9;
Mateus 22,15-21: “Daí pois a César o que é de César...”.
Hoje a Palavra de Deus nos apresenta (I leitura) um rei pagão, Ciro, que se torna instrumento de Deus para libertar seu povo oprimido. Deus, constantemente, pede a todos para defender a pessoa humana das armadilhas da vida e de toda forma de opressão e exploração. Age corretamente diante de Deus, quem defende e protege o irmão, não importa a religião nem outra pertença.
Assim, eis que estamos preparados para compreendermos a atitude de Jesus no Evangelho deste domingo. Fariseus e os do partido de Herodes tramaram uma armadilha para “apanhar Jesus em alguma palavra”, perguntando-lhe, depois de tê-lo ‘incensado’ com palavras mentirosas: “É lícito ou não pagar imposto a César”? Já di por si a questão dos impostos é polêmica. Aqui, ainda mais. Qualquer resposta de Jesus – eles imaginavam – teria dado motivo para condená-lo. Jesus “percebeu a maldade” e os chama de “hipócritas, e responde com palavras, tantas vezes mal interpretadas: “Dais, pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. O que quer dizer mesmo?
Antes de tudo, deveríamos entender melhor a palavra dar. Melhor seria traduzir com devolver, restituir. A moeda do imposto leva a imagem de César, o imperador que dominava e explorava a Palestina e que, com suas tropas, mantinha o povo submisso, tirando-lhe liberdade e dignidade. Ainda pior pelo fato que o povo de Deus vivia submisso a um povo pagão. Portanto, a moeda devia ser ‘devolvida’ a César e o fato que eles – fariseus e partidários de Herodes – usassem essa moeda, já significava que aceitavam sua dominação. Ele, Jesus, nem sabia (ou fazia de conta de nem saber) de quem fosse ‘a figura e a inscrição’ na moeda. E questiona: o que é preciso devolver a Deus? Tudo o que lhe pertence; sobretudo, o ser humano criado à ‘Sua imagem e semelhança’ (Gênesis 1,27; 5,1-3).
Então, somos chamados a devolver a Deus nós mesmos, amando-O com todo o coração e com todas as forças (cf. Mt 22,37). A figura de Deus está marcada em nós. Por isso, temos um chamado a viver: ser cidadãos responsáveis, atentos, praticando a justiça e a caridade, construindo a paz, assumindo o nosso papel social com consciência e competência. Isso, ao mesmo tempo, visa construir a Cidade humana como Deus quer e nisso consiste, também, o verdadeiro devolver a Deus o que lhe pertence: a dignidade plena de cada um(a) de seus filhos e filhas. O compromisso pela construção de um País mais justo, onde cada pessoa possa viver com dignidade, a luta contra a miséria e a fome, o respeito pela natureza, a defesa da liberdade, também religiosa, o empenho pela paz mundial contra toda forma de racismo, exclusão e marginalização... Isso tudo faz parte do ser seguidores de Jesus e não tira nada ao ‘César’ que comanda a Cidade terrena e não fere a dimensão ‘laica’ do Estado da qual muitos reclamam.
Hoje, a Igreja celebra o Dia mundial das Missões e o Dia da Infância Missionária (ver, em seguida, a Mensagem de Papa Francisco). “Os missionários – disse o papa no dia 12 de outubro – são aqueles que, dóceis ao Espírito Santo, têm a coragem de viver o Evangelho... Eles olharam para Cristo crucificado, acolheram sua graça e não a seguraram para si mesmos. Como o apóstolo Paulo, eles fizeram-se tudo a todos, souberam viver na pobreza e na abundância, na saciedade e na fome, cientes que tudo podiam n’Aquele que dava a eles força (cf. Fil 4,12-13). Com esta força, encontraram a coragem de ‘sair’ pelas estradas do mundo com a confiança no Senhor que chama... A missão evangelizadora da Igreja é essencialmente anúncio do amor, da misericórdia e do perdão de Deus, revelados aos humanos mediante a vida, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo”.
Meu desejo é tomemos consciência de nossa vocação missionária, testemunhando na vida do dia-a-dia um grande amor a Jesus, o homem novo que nos dá a possibilidade de viver na mais profunda e autêntica novidade do amor para com todos, da solidariedade e da justiça plena e verdadeira, que vem do Alto.
O apóstolo Paulo, escreve aos de Tessalônica (II leitura) palavras muito bonitas: “Damos graças a Deus por todos vós... recomendamos sem cessar a atuação da vossa fé, o esforço de vossa caridade e a firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo”. Uno-me a Paulo nesse bonito agradecimento.

Dom Armando

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

ENCONTROS E CELEBRAÇÕES PELA DIOCESE

FESTA DA PADROEIRA
Após animadíssima novena, na qual se refletiu sobre a Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, a comunidade de Lençóis - Paróquia de Dom Basílio, celebrou a sua padroeira e padroeira do Brasil,
Nossa Senhora Aparecida. No sábado, vigília da festa, o nosso Bispo Dom Armando presidiu a celebração do Batismo de 17 crianças e, no Domingo, a Missa da festa. Uma multidão de devotos participou da celebração, cantando e louvando a Deus pelas inúmeras graças recebidas através da intercessão de Nossa Senhora! Veja mais fotos!
CELEBRAÇÕES DA CRISMA
Veja, também, fotos das celebrações da crisma nas comunidades de Salitre - Paróquia de Bom Jesus de Piatã, nas comunidades de Rio Preto e Sincorá da Serra - Paróquia de Barra da Estiva. VEJA MAIS FOTOS!















ENCONTROS:
COM SECRETÁRIOS PAROQUIAIS

Nos dias 14 e 15 de outubro, no Centro Diocesano, aconteceu o II encontro de secretários paroquiais do ano de 2014. Neste segundo encontro, deu-se uma ênfase maior na questão contábil. Sob a assessoria de Adielson Alves Souza, contador diocesano, os secretários puderam conhecer um pouco mais sobre legislação e esclarecer dúvidas concernentes a um dos trabalhos realizados na secretaria paroquial: a elaboração do boletim mensal de caixa paroquial. Dom Armando iniciou os trabalhos às 09.30h, com um momento de oração e uma reflexão a respeito do serviço exercido pelo secretário paroquial, tomando as palavras do Papa Francisco, que nos convida a sermos igreja de “portas abertas”, acolhedora. Assim, a secretaria paroquial deve ser a “porta aberta” e aqueles que prestam um serviço nela, mais do que um profissional da área, necessitam de uma espiritualidade, de um carisma capaz de acolher a todos com atenção, respeito e amor. No dia 14, os padres também participaram com os secretários. Para o horário da noite foi dedicado um tempo de espiritualidade, conduzido pelo Padre Gilberto. O encontro foi bastante proveitoso, além de ter sido uma oportunidade de maior aproximação entre aqueles que exercem um mesmo trabalho em nossa Igreja local. Os trabalhos foram concluídos ao meio dia do dia 15. MAIS FOTOS!
                                                                             COM PAIS E PADRINHOS DOS CRISMANDOS
Ontem (16), o nosso bispo Dom Armando assessorou, mais um encontro, com os pais, padrinhos e crismandos da Paróquia de Nossa Senhora do Livramento, comunidades de Santa Terezinha e Catedral. Utilizando-se de mensagens e vídeos, ele ajudou a todos a refletirem sobre a importância dos Sacramentos da Igreja; exortou para uma maior participação na vida da Igreja, a um maior compromisso e testemunho cristãos no mundo. Ele dizia que os sacramentos não são vacinas e nem atos mágicos, mas sinais da Graça de Deus que nos acompanha e nos dá força na caminhada de seguimento de Jesus Cristo. Assim, ao jovem que pede o sacramento da crisma, exige-se Fé e compromisso cristão! Veja mais fotos!



AGENDA DO BISPO





Mês de OUTUBRO de 2014 - II
Dia
Horas
Onde
Atividade
16
Manha
Em casa e na Cúria
Atendimento
19.30
Centro diocesano
Encontro pais e padrinhos dos Crismandos
17
Manhã
Em casa e na Cúria
Atendimento
16.00
Comum. Bernardo (Tanhaçu)
S. Missa com Crisma
19.30
Comum. Riacho Dantas (Tanhaçu)
S. Missa com Crisma
18
Manha
Em casa
Atendimento
17.30
Comunidade  Lagoa do Daniel
S. Missa (7º dia de falecimento)
19.30
Catedral
S. Missa
21.00
Celebração de Casamento
19
Manhã
Par. Nsa. Sra. do Bom Sucesso - Ibitiara
S. Missa no encerramento missão paroquial
16.00
Comunidade Inúbia (Piatã)
S. Missa com entrega ministério a MESCEs
19.30
Paróquia Senhor Bom Jesus – Piatã
S. Missa com Crisma
20
Manhã
Em casa e na Cúria
Atendimento
Tarde
(até sexta) em Brasília - CNBB
Conselho Permanente e CONSEP
25
08.00
Paróquia N. Sra. da Saúde - Jussiape
Encontro com o Cons. Pastoral Paroquial
19.30
Comunidade de Caraíbas - Paramirim
S. Missa (trigésimo de falecimento)
26
Manha
Centro diocesano
Retiro Crismandos da Catedral
19.30
Comum. estocada (Catedral)
S. Missa
27
Manhã
Em casa
Atendimento
18.00
Casa do Bispo
Encontro Crismandos
28
Manhã
Em casa e na Cúria
Atendimento
19.00
Comunidade Passagem (Dom Basílio)
S. Missa na festa do Padroeiro
29
16.00
Centro diocesano
Encontro Catequizandos
18.00
Comum. Canabrava (Catedral)
]Encontro Crismandos e Confissões
19.30
S. Missa com Crisma
30
Manhã
Em casa e na Cúria
Atendimento
19.30
Comum. Várzea de Canabravinha (Paramirim)
S. Missa com Crisma
31
19.30
Comum. Grama (Paramirim)
S. Missa com Crisma

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

GRAÇA E ARTE DE PRESIDIR - III

3.    A arte da presidência litúrgica: sugestões práticas
Presidir é uma arte. E toda arte se aprende aos poucos. Também a do ministério da Presidência. As dificuldades apare­cem quando se passa à aplicação con­creta dos grandes princí­pios. Para isso, pede-se humildade, esforço, aprendi­zagem. Concretamente, talvez seja mais fácil detectar defeitos que apontar modelos celebrativos!
A arte de presidir comporta não só habilidade técnica! Pede competência teológica e consciência do valor salvífico daquilo que se celebra; conhecimento das re­gras da linguagem simbólica e capacidade para usar as modalidades expressivas da comunicação! Um critério importante nos é dado, ainda, pela Exortação SaCa 40: “A simplicidade dos gestos e a sobriedade dos sinais, situados na ordem e nos momentos previstos, comunicam e cativam mais do que o artificialismo de adições inoportunas”[1].
O grande teólogo Romano Guardini falava da necessidade de colher o sentido mais belo e profundo da liturgia como arte e como jogo, quando, em sua obra O Espírito da liturgia (1919), escrevia: “Brincar diante de Deus, não criar, mas ser uma obra de arte, tal é a essência mais íntima da liturgia. Daí a sublime mistura de seriedade profunda e de divina alegria que nela se vê. O cuidado meticuloso com que ela determina em mil prescrições ou detalhes das palavras, movimentos, vestes, cores e gestos, não pode ser compreendido senão por quem leva a sério a Arte e o Brinquedo”.  O papa Bento XVI, que de Guardini foi discípulo, destaca a “necessidade de superar toda e qualquer separação entre a arte da celebração e a participação plena, ativa e frutuosa de todos os fiéis”. E conclui : “O primeiro modo de favorecer a participação do povo de Deus no rito sagrado é a condigna celebração do mesmo; a arte da celebração é a melhor condição para a participação ativa” (SaCa 38),.
Para isso, a pessoa deve ter capacidades quase inatas: por ex., para pro­clamar um texto, exige-se comportamento e gestos espontâneos e sóbrios, voz flexível e cativante, o olhar expressivo, capacidade – intuição - de adaptar à realidade de cada Assembleia orante, gosto pelo belo, senso do ritmo e da música etc. Todas qualidades que devem ser ali­mentadas à luz da fé para que se tornem instrumentos de comunicação da Palavra e expressões do divino que age em nós. Tornam-se significativas, mais uma vez, as palavras de papa Bento XVI: “A verdadeira beleza é o amor de Deus que nos foi definitivamente revelado no mistério pascal... A beleza da liturgia pertence a este mistério... A beleza não é um fator decorativo da ação litúrgica, mas seu elemento constitutivo, enquanto atributo do próprio Deus e de sua revelação” (SaCa 35).
Como e onde aprender? Aprende-se fazendo! Grande mestra é a Comunidade em que vivemos. Existe uma reciprocidade educativa entre a Comunidade celebrante e o seu Presidente. Este deve colocar sua pessoa toda ao serviço do anúncio e da celebração. Para isso, deve compreender o sentido e o valor dos gestos, o uso da palavra e do silêncio, dos símbolos e da coordenação, tudo feito com simplicidade e espontaneidade. Pede-se autentici­dade em cada ação, isto é, algo que vem de dentro, das convicções mais profundas da própria humanidade e da fé. Cada gesto deve estar em sintonia com o papel presidencial: o tom da voz, nem frio nem sentimental; a postura com dignidade, mas não hierática; o gesto simples, mas não banal; o olhar atento, mas não controlador. E assim em diante. Esses e mais cuidados para criar um clima de oração, participação e fé.
Dom Armando



[1] Continua: “A atenção e a obediência à estrutura própria do rito, ao mesmo tempo em que exprimem a consciência do caráter de dom da Eucaristia, manifestam a vontade que o ministro tem de acolher, com dócil gratidão, esse dom inefável”.