segunda-feira, 28 de julho de 2014

A náusea e a guerra no existencialismo de Sartre

Para tecermos uma relação entre a náusea, a guerra e o existencialismo em Sartre, podemos começar analisando seu caráter existencialista. O objetivo desse existencialismo é pôr o homem em domínio de si mesmo, do que ele é, atribuindo-lhe a total responsabilidade de sua existência. O homem é responsável por si, visto que sua existência precede a essência, ele constitui o seu ser no mundo, ou seja, ele se torna aquilo que deseja ser, não está preso a uma ordem que o determina, ao contrário possuindo liberdade, e tal liberdade é condição fundamental para que sua existência preceda sua essência, pois sendo livre o homem não é como os outros seres que tem uma predeterminação.
Sendo livre o homem também é responsável por seus atos, e esta responsabilidade causa a angústia, que é gerada ao perceber que não se escolhe apenas ser o que deseja ser, más também que é responsável por todos que o rodeiam, visto que suas escolhas influenciam o outro.  Quando se chega a esta profunda consciência de sua existência, desta presença que se é para o mundo e para o outro, o ser humana não pode ver-se livre dela, pois não pode fugir de forma alguma de sua existencial, então, encontra-se ai o estado da náusea, que para muitos é expressa na própria obra “A náusea” por esse desejo de fugir da existência, da melancolia.
Sabendo que Sartre viveu nos período da Primeira e Segunda Guerra Mundial e que no período entre uma guerra e outra se afirma e desenvolve de forma especial o existencialismo, podemos encontrar neste contexto a intrínseca relação entre esses temas, pois é durante a guerra que a população europeia conscientiza-se de sua situação, ao mesmo tempo em que a população experimenta a perda da liberdade pelos regimes, percebe também as consequências da liberdade humanas provocadas pela guerra, pois o próprio Sartre afirma que a humanidade nunca foi tão livre como neste período. O mundo encontra-se em crise, e recebe a filosofia da existência como princípio, dando-se conta de tal existência, da qual não se pode sair acha-se ai a náusea, que na própria obra de Sartre A Náusea o personagem principal do livro vivencia contestando sobre a existência e sua falta de sentido, desprovida de essência, ou seja, ele vê a existência como gratuita e ilógica.

Max Sabrino

                                                                                                                         2º Filosofia 

Entrega do Ministério da Sagrada Comunhão Eucarística na Paróquia de Santa Luzia de Ibipitanga



Nesse domingo, dia 27, o nosso Bispo Dom Armando Bucciol esteve presenta na Paróquia de Santa Luzia, em Ibipitanga, e presidiu a Eucarística, durante a qual,  entregou o ministério da Sagrada Comunhão Eucarística a um grupo de irmãos e irmãs.  Numa celebração muito animada e com a participação de grande número de fiéis, esses homens e mulheres foram acolhidos para servir as Comunidades, ajudando nas celebrações e levando a comunhão aos doentes e idosos que não podem participar na Igreja. Concelebrou com o Bispo, o Padre Jucimar Pereira Lima, pároco da Paróquia. 
Parabenizamos os ministros de Ibipitanga e pedimos a Deus, uma benção especial, para todos os  leigos e leigas que evangelizam em nossa diocese, colocando os seus dons à serviço do Reino, nas diversas pastorais e movimentos! Veja mais fotos!




domingo, 27 de julho de 2014

CELEBRAÇÃO EM COMEMORAÇÃO AOS 15 DO NÚCLEO ESCOLAR SÃO CRISTOVÃO


Neste ano de 2014, o Núcleo Educacional “São Cristóvão”, situado na comunidade de Barra do Bernardo, área rural do município de Dom Basílio, completa 15 anos de fundação. Para comemorar a data, no dia 25 de julho, houve visita de Dom Armando e outras autoridades ao colégio, constando de palestra proferida pelo senhor Bispo, celebração da Santa Missa e confraternização entre funcionários da escola, membros da várias comunidades rurais que formam a população escolar e autoridades presentes, entre elas o Sr. João Dias Pereira, prefeito de Dom Basílio, com todo o secretariado municipal.Veja mais fotos!




sábado, 26 de julho de 2014

17º Domingo Comum – Ano A

LEITURAS
1Rs 3,5.7-12;
Salmo 118 (119)
Rm 8,28-30
Mt 13,44-52
       A liturgia deste domingo nos convida a refletir sobre as prioridades e valores que fundamentam a nossa vida. A primeira leitura nos apresenta Salomão, rei de Israel, um competente político, grande construtor, mas sobretudo,  um homem sábio, que, diante de Deus, fala com humildade, não se deixa seduzir e nem alienar por valores efêmeros. Salomão foi até o Santuário de Gabaon para oferecer um sacrifício. Durante a noite, o Senhor lhe apareceu em sonhos e o convidou a pedir-lhe o que quisesse, e isto lhe seria concedido. Salomão não pediu nada para si: nem riqueza, nem a saúde, nem vitória contra os inimigos (v.11).A sua preocupação era: “Dá, pois, ao teu servo um coração compreensivo, capaz de governar o teu povo e de discernir entre o bem e o mal” (v.9). Sua oração agradou a Deus, por isso, lhe foi concedido: “um coração sábio e inteligente, como nunca houve outro igual antes de ti nem haverá depois de ti” (v.12). A escolha feita por Salomão prepara a mensagem que encontraremos no Evangelho de hoje. Jesus recomenda aos seus seguidores que façam do Reino de Deus a sua prioridade fundamental. Todos os outros valores e interesses devem passar para segundo plano.
      A segunda leitura convida-nos a seguir o caminho e a proposta de Jesus. Esse é o valor mais alto, que deve sobrepor-se a todos os outros valores e propostas. As primeiras palavras dessa leitura são extremamente confortadoras. Revelam-nos que tudo o que acontece, mesmo os desastres, as guerras, as calamidades naturais, até os pecados, nada foge do plano de Deus. Nada existe que possa apanhar o Senhor de surpresa.
       Com as parábolas do Evangelho de hoje, conclui-se o capítulo 13, que começamos a ler há dois domingos. Quem descobriu um Tesouro ou identificou uma Pérola de grande valor, não pode ficar indeciso, parado, pois, o  tempo é precioso, e a oportunidade favorável pode lhe escapar definitivamente. Quem tem certeza de ter descoberto algum objeto muito precioso, está disposto a qualquer sacrifício para adquiri-lo.

Através das parábolas Jesus nos ensina que, quem descobriu o Reino de Deus, encontrou um tesouro; Que deve haver urgência na tomada de determinadas decisões, pois, há oportunidades que são únicas na vida e não podem ser desperdiçadas. A escolha do Reino de Deus não pode ser delongada. Quando Deus chama é preciso responder imediatamente. Por fim,  o terceiro ensinamento é a alegria. Com certeza não encontramos ninguém que tenha descoberto um tesouro e ande por aí de cara amarrada. Há muita gente que ouviu falar do Evangelho, mas nunca o considerou como um tesouro a ser comprado a qualquer custo, não se deu conta do seu valor, por isso continua triste.
      O Papa Francisco na exortação Evangelii Gaudium nos diz que, “o grande risco do mundo atual, com sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada. Quando a vida interior se fecha nos próprios interesses, deixa de haver espaço para os outros, já não entram os pobres, já não se ouve a voz de Deus, já não se goza da doce alegria do seu amor, nem fervilha o entusiasmo de fazer o bem. (..)”. Por isso, ele convida todos os cristãos, em qualquer lugar e situação que se encontre, “a renovar o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de O procurar dia a dia sem cessar. Não há motivo para alguém poder pensar que este convite não lhe diz respeito, já que «da alegria trazida pelo Senhor ninguém é excluído»
      Assim, podemos dizer que a descoberta do Reino de Deus, o encontro com Jesus, sobretudo, através dos sacramentos, da Palavra e dos irmãos  muda a vida da pessoa. Sua “alegria” é inequívoca, pois encontrou o essencial da vida, o melhor de Jesus, o valor que pode dar sentido a própria existência. Se como cristãos não descobrimos o projeto de Jesus, seremos tristes, amargos e na Igreja não haverá alegria!

PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO

COMIPA DA CATEDRAL REALIZA MAIS UMA MISSÃO


Os missionários da Catedral realizaram mais um trabalho missionário. Desta vez, foi a comunidade do Tingui que teve todas as suas residências visitadas pelos missionários, que, além da benção, partilharam a Palavra de Deus e também as suas experiências de fé. Cada comunidade visitada, de certa forma, recebe uma “injeção de ânimo” na sua caminhada como igreja e, ao mesmo tempo, partilha também suas experiências de dificuldades e alegrias. Algo sempre louvável é também a partilha nas refeições, que sempre é feita num clima de muita descontração, solidariedade e amor. VEJA MAIS FOTOS!


DIZIMO: EXPRESSÃO DE FÉ SOLIDARIEDADE.

Vivenciando o mês dedicado ao dízimo, entre outras atividades, houve na Paróquia de Nossa Senhora do Livramento, sob o comando do Pe. Samuel, uma reunião com lideranças da Pastoral do dízimo, com o objetivo de aprimorar o andamento desta mesma pastoral tanto na sede quanto nas comunidades. Durante o encontro, muitos pontos foram tratados, e de modo especial, aquilo que se refere às propostas diocesanas. Segundo o Pe. Ademário, que também participou do encontro, o dízimo da Catedral mantém uma estabilidade, mas deveria ser ainda melhor. Ele agradece todos que ajudam nessa pastoral e afirma que uma das maiores dificuldades é justamente encontrar novas pessoas que queiram ajudar nesta missão. Destacou também que a maneira de administrar as atividades econômicas de uma paróquia é fundamental para que os fiéis vejam transparência e honestidade não só com o dizimo, mas com todas as entradas. VEJA MAIS FOTOS!

sexta-feira, 25 de julho de 2014

CELEBRAÇÕES E ENCONTROS PELA DIOCESE















A Paróquia de Santa Luzia de Ibipitanga recebeu a visita do nosso bispo Dom Armando Bucciol, que veio celebrar a Eucaristia com a comunidade e abençoar o local onde está sendo construído o “Centro Pastoral Padre Giuseppe Menon”. O Nome do Centro é uma homenagem prestada pela comunidade paroquial ao querido Padre José, que, há menos de um ano, retornou para Deus, e que muito fez pela Paróquia, tanto na formação espiritual e na organização do povo, como nas construções _ inclusive da igreja matriz. Só resta dizer: Obrigada Padre Zé! Veja mais fotos!

No dia último dia 15, às 19:30h, Dom Armando assessorou mais um encontro para os pais dos catequizandos da Catedral, o segundo deste ano. Na oportunidade, ele falou sobre o tema da sua última carta pastoral: “Eucaristia, fonte da vida da Igreja”, e chamou a atenção de todos sobre a importância da Eucaristia em nossa vida cristã, não apenas como um preceito que devemos cumprir, mas como alimento que nos fortalece em nossa caminhada de vida, ensinando-nos a agradecer, acolher, perdoar, escutar, partilhar e amar. Veja mais fotos!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

ABERTURA DO JUBILEU DA DIOCESE

      Em 2014, a diocese de Livramento de Nossa Senhora completou 47 anos da sua fundação. De fato, foi criada em 27 de Fevereiro de 1967, pela Bula Qui divina liberalidade, do papa Paulo VI e no dia 23 de Julho do mesmo ano, chegou à Diocese o seu primeiro bispo, Dom Hélio Paschoal.
      Para marcar estas datas, na noite do dia 23 de Julho p. p., na Igreja Catedral foi celebrada solenemente a Eucaristia, presidida pelo bispo diocesano D. Armando Bucciol e com a participação de quase todos os Padres da diocese e bom número de fiéis.
      Durante o dia, a Coordenação pastoral diocesana, antes e os Padres todos, em seguida, definiram alguns objetivos para a celebração do Jubileu em 2017.
      O objetivo geral proposto é: “Deus Pai, e Filho, e Espírito Santo: numa e para uma Igreja que a) ESCUTA o PAI que fala ao seu povo; b) AGRADECE e LOUVA ao SENHOR JESUS pelo seu amor, c) TESTEMUNHA a CARIDADE, na força do Santo ESPÍRITO”.
      Em continuidade com o projeto sobre Iniciação Cristã, que está nos acompanhando ao longo desses últimos cinco anos, o bispo vai escrever algumas cartas pastorais a fim de proporcionar ideias e reflexões bíblico-teológicas que serão retomadas e aprofundadas, sobretudo, nas celebrações de Novenas e outros encontros das Comunidades. Também, romarias, encontros de pastorais e movimentos, simpósios de estudo, eventos culturais e de conhecimento da Palavra, vão marcar os anos que virão. Existe, ainda, a proposta de ‘recuperar’ a história eclesial desses anos de caminhada da diocese e dos anteriores, para que o povo conheça melhor as suas ‘raízes’ cristãs e as novas gerações não percam o elo com o passado.
      Pedimos ao divino Espírito que nos ilumine e a todos os cristãos católicos para orarem pelo objetivo proposto: crescer na compreensão e no testemunho da fé. Veja mais fotos!

LITURGIA DAS HORAS - V

Depois de ter visto o sentido da oração da Liturgia das Horas e as partes principais - Laudes e Vésperas - vamos examinar as outras partes que a compõem.
a) Antes de tudo, lembramos do Ofício das Leituras. A Instrução Geral (n. 55) diz: “quer apresentar ao Povo de Deus, mui especialmente aos que de modo peculiar estão consagrados ao Senhor, meditação mais substanciosa da Sagrada Es­critura e as melhores páginas de autores espirituais”. A Liturgia das Horas é oração que educa, também, para que encontremos palavras certas que expressem a nossa oração. Continua a Instrução Geral (n. 56): “A oração deve acompanhar a leitura da Sagrada Escritura, para que se estabeleça o diálogo entre Deus e o ser humano, pois ‘a Ele falamos quando oramos, a Ele escutamos quando lemos os oráculos divinos’ (Santo Ambrósio)”.
De fato, esse momento é muito importante para quem quer rezar. Lendo a Pala­vra, eu sou convidado a torná-la oração em meu coração e na minha vida. Essa es­cuta orante da Palavra de Deus, esse deixar-se compenetrar pela Palavra é chamado, pela Tradição da Igreja, sobretudo pelos monges, de lectio divina (leitura orante). É algo que pertence à Igreja toda; é condição indispensável para que a Palavra de Deus frutifique em nós.
Os últimos documentos dos papas (Bento XVI e Francisco) e, também, dos Bispos, insistem para que os cristãos usem a Palavra de Deus e a tornem oração. Essa parte da Liturgia das Horas é uma oportunidade preciosa para ensinar a orar com a Palavra. 
b) Outro momento dessa Liturgia é a chamada de Hora médiaCompreende a Oração das Nove horas (Terça), das Doze (Sexta) e das Quinze horas (Nona). Essas orações, distribuídas ao longo do dia, provêm da Tradição, assim como lembra Instrução Geral. Ao n. 74 se escreve: “Seguindo antiquíssima Tradição, os cristãos costumavam, por devoção pessoal, orar em diversos momentos do dia e no meio do trabalho, imitando a Igreja Apostólica. No decurso dos tempos, essa Tradição, de diversas maneiras, foi sendo dotada de celebrações litúrgicas”. Essas horas (n. 75) “se relacionavam com acontecimentos da paixão do Senhor e da pregação inicial do Evangelho”.
Jesus recomendava que ‘devemos orar sem cessar’. Eis que, a Comunidade cristão, desde o início, assumiu com rigor e fidelidade o convite do Senhor e organizou a sua oração ‘oficial’ propondo esses momentos orantes, para que o tempo todo seja santificado pela oração em união ao mesmo Senhor.
c) Enfim, temos as Completas: “são a última oração do dia, e se rezam antes do des­canso noturno” (ib. 84; cf. Sacrosanctum Concilium 84). Os salmos dessa oração são escolhidos para que “movem à confiança no Senhor” (ib. 88).
Assim, o tempo todo, sobretudo quando as dificuldades podem aumentar e o cansaço tomar conta de nós, a Igreja convida seus filhos e filhas a se colocarem em diálogo orante e confiante com o seu Senhor.
Desejo que os cristãos todos compreendam sempre mais o sentido dessa oração litúrgica e eclesial, para valorizá-la e usá-la, em sua oração pessoal e nos encontros das Comunidades.

Dom Armando