sábado, 19 de abril de 2014

PÁSCOA DO SENHOR

Leituras:
At 10,34a.37-43
Salmo 117
Colossenses 3,1-4
João 20,1-9

A história da fé em Jesus começou naquela manhã de um ‘primeiro dia da semana’. Algumas mulheres foram fazer os ‘deveres fúnebres’ que, por causa da chegada da solenidade da Páscoa, não tinham conseguido cumprir. Mas, algo imprevisto – e imprevisível – estava acontecendo. Encontram o sepulcro vazio!  Perplexas e amedrontadas vão avisar os amigos de Jesus, os líderes do grupo. Estes correm para ver o que aconteceu. Quando entra “o outro discípulo”, com olhar transparente, “ele viu, e acreditou”. De fato, quem olhar para esses fatos de modo ambíguo, desconfiado, suspeitoso... nunca conseguirá compreender. Logo a noticia se difunde em todo canto. Até então “não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos”.
Jesus de Nazaré, o Crucificado, venceu a morte; e com ela tudo o que impede a vida. Com sua vitória está definitivamente vencido o mal e o pecado em todas as suas expressões. Deus, o criador da vida, agora fez vencer a vida: “o rei da vida, cativo, é morto, mas reina vivo”; Deus, o autor da vida, é também o vencedor da morte. A voz da verdade, um dia, vence. (Sequência).
“Vós o matastes, mas Deus o ressuscitou”, denúncia o apóstolo Pedro. A ressurreição é a resposta de Deus à ação criminosa dos humanos. Não adianta calar os mensageiros da verdade e da justiça divinas; o dia vai chegar em que tudo o que foi abafado, vai aparecer. Essa certeza acompanha os sonhos e as ações dos que creem e entregaram suas vidas à causa de Jesus e de sua mensagem de alegria. Escreve o papa Francisco; “A alegria do Evangelho, enche o coração e a vida daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus, renasce sem cessar a alegria” (Exortação Apostólica A alegria do Evangelho, 1). As Igrejas hoje celebram esta certeza de vida em plenitude que elas guardam, como preciosa herança. A mensagem que anunciam é de esperança, de vida e de amor.
Então, ‘não procuremos entre os mortos, quem está vivo’! Meu irmão – minha irmã, aceite que Ele entre em sua vida, como amigo, como luz e força de novidade. Não importa o teu passado nem os teus erros e pecados. Jesus já sofreu tanto, já mostrou as dimensões de seu amor; Ele venceu já tudo que se opõe à vida e ao amor. Agora, a ‘ordem dada aos seus primeiros companheiros é de “pregar ao povo e testemunhar que Deus o constituiu Juiz dos vivos e dos mortos” (I leitura). Pedro e os demais colegas assumiram a missão que Ele lhes entregou. Por isso, com firmeza diz: “Nós somos testemunhas de tudo o que Jesus fez na terra dos judeus e em Jerusalém… Deus o ressuscitou no terceiro dia”.
Agora, o que devemos fazer? Responde-nos o apóstolo Paulo (II leitura): “Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às terrestres”. Trata-se não de fugir da vida do dia-a-dia, procurando refúgio em ‘paraísos artificiais e sentimentais, mas, ao contrário, mergulhar na luz da Páscoa, isto é do amor de Jesus, vivendo com alegria e fidelidade tudo o que pertence à nossa condição humana e às nossas obrigações, plantando sementes de paz e de amor, de justiça e solidariedade; “viver pensando nos que sofrem, fazer-se próximos dos mais desvalidos, estender uma mão aos indefesos”  (J. A. Pagola).
Com este novo estilo de vida, desejo a todos uma Páscoa verdadeira, repleta da luz do Ressuscitado.
                                                                                                                                                                                                               Dom Armando

quinta-feira, 17 de abril de 2014

PAIXÃO DO SENHOR

LEITURAS:
1ª  - Is 52,13 - 53,12
Salmo - Sl 30,2.6.12-13.15-16.17.25 (R. Lc 23,46)
2ª  - Hb 4,14-16; 5,7-9
Jo 18,1-19,42

            O dia de hoje é, certamente, muito tocante para nós cristãos. É envolvente, propenso à reflexão, à interioridade, a oração. A igreja nos indica muito convenientemente o jejum e abstinência e muitas pessoas piedosas guardam antigos costumes para expressarem respeito pela morte do Senhor. Participamos de “Vias-sacras”, subidas ao cruzeiro, procissões do Senhor morto, encenações da Paixão. Tudo isso como demonstração de que estamos celebrando o centro de nossa fé: o Mistério da Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.
            Às quinze horas toma lugar em nossas comunidades a Ação Litúrgica na qual nos é proclamada ou proclamamos a extensa narrativa da Paixão do Senhor. Contemplamos Jesus sofredor, obediente ao Pai, a nos dar o máximo exemplo de fidelidade. Chega a sua Hora, Hora de sua glorificação, na qual também o Pai é glorificado por meio dele e nos é entregue o Espírito. Por isso cantamos com São Paulo: “Cristo por nós se fez obediente até a morte e morte de cruz. Por isso Deus o exaltou e lhe deu um nome superior a todo nome” (Fl 2,8).  Jesus é o Cordeiro manso levado ao matadouro, oferenda perfeita de expiação pelos nossos pecados por seu sangue na cruz derramado, ápice de uma vida de inteira oblação.
            Na primeira leitura Ele é identificado como o servo sofredor cantado pelo profeta Isaías. O servo é uma luz que aponta o caminho a ser seguido. Ele não busca convencer outrem por palavras: “não abriu a boca” (Is 53,7). Ele suporta seus pecados, dando-lhe exemplo: “A verdade é que ele tomava sobre si nossas
enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores”. (Is 53, 4). A humilhação do servo não é derrota ou fracasso, é glória e força diante de Deus. Seu sofrimento é o motivo de sua exaltação, por ter sabido doar-se incondicionalmente.
            Essa verdade a respeito de Cristo, servo sofredor em sua Paixão é, de maneira bela e sucinta descrita no trecho da carta aos Hebreus (2ª leitura), como que a encorajar os que foram sepultados com Cristo no Batismo. Ora, ser cristão comporta sofrimentos, dores, constante entrega. Somos chamados a assumir os outros. Isso é redenção! Quem nos mostrou foi o Filho de Deus, nosso Sumo sacerdote. E nos mostrou não falando das alturas, mas do meio de nós, em nossa carne mortal. “Aproximemo-nos, então, com toda a confiança, do trono da graça”, imitando Cristo em nossa vida, carregando a cruz obedientemente, pois Ele, “na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem”.
            Neste dia tão comovente e digno de respeito, rezemos, como Igreja particular de Livramento de Nossa Senhora:
Ó Cristo, associai-nos à vossa paixão!
Ó Cristo, dai-nos vosso perdão e vossa graça com largueza!
Ó Cristo, ensina-nos a morrer!
Faz-nos experimentar a morte na qual fomos inculcados e a vida nova que dela brota!
Faz-nos servos sofredores!
Faz-nos cumprir a exigente tarefa de ontem: lavar os pés...
“Eu me entrego, Senhor, em tuas mãos e espero pela tua salvação”. Amém.

Sem. Weverson  Almeida Santos
                                                                                                             4° ano de teologia 

O ANO LITÚRGICO IV

      Estou apresentando o Ano Litúrgico, isto é, refletindo a respeito de como nós cristãos da Igreja católica celebramos o Mistério de Cristo, sua presença em nossa história, no decorrer do tempo.
      Desde o início de sua caminhada, a Igreja celebra a memória viva do sacrifício do Senhor, de modo especial com a celebração da divina Eucaristia e a oração que, seguindo o costume hebraico, visa santificar o tempo; oração que chamamos de liturgia das horas.
      O Ano litúrgico é celebrado com diferentes ritmos: o ritmo diário: Cada dia é santificado pelas celebra­ções litúrgicas do povo de Deus, principalmente pelo Sacrifício eucarístico e pelo Ofí­cio divino. O dia litúrgico começa à meia-noite e se estende até à meia noite seguinte. Mas a celebração do domingo já começa na tarde do dia anterior: assim se lê nas Normas Universais sobre Ano Litúrgico e o Calendário (NUALC 3: 1969).
      Tem o ritmo semanal: No primeiro dia de cada semana, chamado Dia do Senhor ou Do­mingo, a Igreja, segundo uma tradição apostólica que tem suas origens no próprio dia da ressurreição de Cristo, celebra o Mistério pascal (NUALC 3).
      A semana já é conhecida no mundo bíblico (vejam o relato da criação) e se afirma com a instituição do sabat ou dia de descanso absoluto (cf. Ex 20,10s), mas é conhecida também no mundo greco-romano, relacionada com os sete astros conhecidos até o III séc. a. C.: Saturno, Sol, Lua, Marte, Mercúrio, Júpiter e Vênus. No cristianismo acontece uma combinação das duas maneiras de viver a semana: a planetária e a judaica, começando a semana com o do­mingo, “festa primordial”, primeiro dia da semana (cf. At 20,7-12), dies dominica (cf. Ap 1,10), denominando os outros dias como os judeus: segundo dia, terceiro dia
      A semana cristã sempre foi construída em torno do domingo; aos poucos re­ceberam relevo especial as férias IV e VI que se tornarão dias litúrgicos - com a celebração da euca­ristia - a partir do V séc. No VI século a eucaristia é celebrada a todo dia durante a Quaresma; somente a partir da Idade Média a Eucaristia é celebrada diariamente o ano todo.
      Temos, enfim o ritmo anual. Os dois pólos ao redor dos quais se forma o Ano Litúrgico são a Páscoa e o Natal. Estes, com o Tempo Comum ou durante o ano, formam o Próprio do Tempo. Acrescenta-se o Santoral, isto é, as memórias e festas de Maria, Mãe do Senhor e dos Santos, em dias fixos.
      Na história destaque especial teve a celebração das Quatro Têmpo­ras ou dias de penitência prescritos para o começo das quatro estações do ano, provavel­mente relacionadas com as festas rituais pagãs da ceifa, da vindima e da semeadura.
     Com estas anotações gerais agora podemos compreender e viver melhor o Domingo e o Ano Litúrgico em geral e ver como torná-lo mais eficaz na vida pastoral.
Dom Armando


quarta-feira, 16 de abril de 2014

PARABÉNS DOM ARMANDO, PELOS 10 ANOS DE PRESENÇA E PASTOREIO EM NOSSA DIOCESE!

      Hoje, dia 17 de abril, comemoramos os 10 anos de ordenação episcopal do nosso bispo Dom Armando Bucciol. Dom Armando Nasceu em Villanova de Motta de Livenza (Província de Treviso – Itália), aos 03 de julho de 1946, filho de Antônio Bucciol e de Antônia Rosolen. Seu Bispo era Dom Albino Luciani, o futuro Papa João Paulo I. Foi ordenado sacerdote aos 12 de setembro de 1971, na Diocese de Vittorio Véneto. Doutorou-se em Sagrada Liturgia, com especialização em Liturgia Pastoral (dissertação: Liturgia e Caridade em Antônio Rosmini). Participou do curso de preparação para missionários CUM em Verona (Itália) e de inculturação no CENFI, em Brasília. No dia 21 de janeiro de 2004 foi eleito Bispo da Diocese de Livramento de Nossa Senhora pelo Papa João Paulo II. Em 17 de abril de 2004, na cidade de Guanambi BA, foi ordenado pelo então Arcebispo de Mariana – MG, Dom Luciano Mendes de Almeida, SJ e tendo por consagrantes o então Arcebispo de Vitória da Conquista, Dom Geraldo Lírio Rocha e o Bispo de Concordia – Pordenone – Itália – Dom Ovídio Poletto. Tomou posse como 2º Bispo da Diocese de Livramento de Nossa Senhora no dia 18 de abril de 2004. Seu lema no episcopado é: Charitas Christi Urget nos = “O amor de Cristo nos impulsiona” (2Cor 5,14).  VEJA MAIS FOTOS!
      Desde quando chegou à Diocese, Dom Armando procurou estruturar o seu projeto pastoral sob o tripé: Organização – Formação - Evangelização. Nesse sentido trabalhou, incansavelmente, mobilizando padres, leigos, religiosos e todo o povo de Deus a esse fim. Em nome de todos os diocesanos, queremos agradecer a Dom Armando pela maneira acolhedora, dedicada e zelosa com que tem conduzido a Diocese ao longo desses 10 anos, e desejar que ele continue caminhando conosco, animando-nos com sua força e coragem de pastor. Para fazermos memória, apresentamos o vídeo feito por ocasião da celebração dos 40 anos da Diocese, comemorados na última Assembleia Diocesana. O vídeo apresenta apenas alguns acontecimentos e ações realizados até o ano de 2011. Posteriormente, faremos um vídeo mais atualizado, relembrando a caminhada. Veja o VIDEO! Curta! Compartilhe!

CELEBRAÇÃO DA CEIA DO SENHOR

LEITURAS:
Ex 12, 1-8.11-14
Salmo 115 (116B)
1Cor 11, 23-26
Jo 13, 1-15
      Iniciando as celebrações do tríduo pascal, fazemos memória da última ceia do Senhor quando Ele institui a Eucaristia e deixa-nos o sublime exemplo do “lava-pés”. A Liturgia da Palavra, de um modo geral, traz ou menciona o cenário da ceia. Fazer refeição na Bíblia é algo muito significativo: expressa comunhão, amizade, acolhida. Mas os textos dessa celebração nos remetem a um sentido mais profundo.
      Na primeira leitura, do livro do Êxodo, a refeição anunciada além símbolo da união de Deus para com seu povo, se tornará memorial da aliança de salvação, da passagem da casa da escravidão para a casa da liberdade. A ceia pascal se tornará memória desse momento crucial na fé do povo de Israel.
      O evangelista João também narra uma ceia. Jesus faz refeição com os discípulos. Como na primeira leitura, essa ceia antecede a entrega de Cristo na cruz, a páscoa da nova aliança instaurada pelo Seu sangue. Porém, São João nos apresenta um elemento novo: Jesus lava os pés dos discípulos após a ceia.
      Temos aí um gesto sublime e de grande significado. No Antigo Testamento, lavar os pés é sinal de acolhida, de hospitalidade (Cf. Gn 18, 3-4) e era, costumeiramente, atividade dos servos, dos empregados. Sabendo os desígnios do Pai e desejando ser fiel até o fim, Jesus assume livremente a condição de servo que, como lemos em Isaías, é aquele que carrega as dores e sofrimentos mas permanece fiel e confiante na salvação que vem de Deus.
      Assim compreendemos a vida e a missão de Jesus. Sendo Deus, ele se faz servo fiel e obediente, mesmo quando a sua fidelidade implica o sofrimento e a morte. Ele realiza o desígnio de Deus, mostrando à humanidade que é preciso viver a fidelidade ao caminho da vida, rompendo com as estruturas de morte. A vida verdadeira – a vida nova – se constrói quando somos capazes de nos abrir a um caminho de fé e de liberdade que a Palavra de Deus nos proporciona, mesmo quando o mundo ao nosso redor nos empurra a outros caminhos ou busca roubar nosso ânimo, tirar nossa vida.
      Jesus é, portanto, aquele que assume o serviço e acolhe com amor. Porém, mais do que um gesto, Jesus deixa um exemplo e uma missão para os discípulos e para a Igreja. Nós devemos agir como ele agiu. É nossa missão buscar sermos servos atentos e fieis à Palavra de Deus e saber aproximar-nos dos que nos cercam acolhendo com amor e nos disponibilizando ao serviço. Por isso nossa comunidade, olhando para esse gesto de Cristo, precisa reconhecer a necessidade de se fazer servidora ouvindo o seu Senhor e realizando o serviço do amor e da acolhida.
      A Eucaristia nos orienta nesse sentido. Ela é instituída num cenário de amor e serviço e é expressão desse mesmo amor-doação. O pão e o vinho partilhados na ceia eucarística são memorial vivo e verdadeiro dessa presença de Cristo na nossa comunidade. Presença que nos enriquece e que nos convoca a ser no mundo servos fieis e comprometidos. “Todas as vezes que comemos desse pão e bebemos desse cálice proclamamos a morte do Senhor”, lembramos de sua entrega, de sua fidelidade e de seu inclinar-se a nós para que Nele tenhamos a vida.
      Que a celebração do lava-pés nos faça reconhecer em Cristo aquele que serve e que ama. Aquele que, sabendo que a verdadeira vida encontra-se nas trilhas do serviço e da caridade, convida sua Igreja – cada um de nós! – a adentrar nesse itinerário. Que a Eucaristia que celebramos nos faça reviver esse mistério, a fim de que todas as vezes que a celebrarmos, comungando do Corpo e do Sangue de Cristo, nos recordemos do seu ato redentor e busquemos força para sermos, como Ele, em tudo fieis a Deus.

Jandir Silva
2° ano de teologia

terça-feira, 15 de abril de 2014

II ETAPA DA ESCOLA DE TEOLOGIA PARA LEIGOS E DEPOIMENTO DE UM ALUNO DA ESCOLA


VEJA MAIS FOTOS!


 No último final de semana, (11 a 13), aconteceu a II etapa da Escola de Teologia para Leigos da nossa Diocese. A quantidade de novos alunos superou as expectativas da coordenação da Escola. A turma do I ano, praticamente dobrou em número de pessoas. Na sexta-feira, dia 11, às 20:30h, no auditório do Centro Diocesano, foi feita a abertura das comemorações dos 10 anos de episcopado e posse de Dom Armando em nossa Diocese, com a celebração da Santa Missa. A coordenação, professores e os alunos homenagearam e agradeceram a Dom Armando pelo seu incentivo, dedicação e carinho dispensados à ETEL, desde que a mesma foi criada, em 2005. No domingo, foi celebrada, com grande participação, e num bonito clima orante, a Missa do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, presidida por Dom Armando. O entusiasmo dos leigos e leigas das diversas comunidades de nossa Diocese, a colaboração e zelo dos professores e o empenho da equipe de secretaria, marcaram, mais uma vez, esta etapa que, numa avaliação geral, foi bastante intensa e muito proveitosa.
      Veja, a seguir, o texto que o jovem Josemar Pereira, aluno do 1º ano, escreveu, expressando, mais que sua opinião, o seu sentimento e o seu olhar em relação à ETEL. A Josemar, os nossos mais sinceros agradecimentos pela bonita e significativa contribuição. VEJA MAIS FOTOS


ETEL, MUITO MAIS QUE UMA ESCOLA
      
      Há pouco mais de 60 dias, iniciei mais uma caminhada de fé: a Escola de Teologia para Leigos (ETeL). Mais que uma experiência, a escola tem proporcionado um maior amadurecimento da minha espiritualidade, quando, por meio de professores capacitados e colegas que são como pilares de sustentação, buscamos juntos maior formação e intimidade com Deus.
      Não foi diferente o ocorrido neste último final de semana (11, 12 e 13 de abril). A intensidade de informações novas que chegam até nós, o acolhimento da casa, a dedicação dos professores e os laços fraternos com os “novos irmãos em Cristo” deixam em cada um dos alunos da escola a sensação de dever cumprido e o gostinho de “quero mais”.
      A ETeL, Com o propósito de ORGANIZAR, FORMAR e EVANGELIZAR, desde o seu início em 2005, depois da chegada de Dom Armando à nossa Diocese, capacita pessoas para que possam transmitir com maior veracidade os fatos em diferentes situações: seja como catequista, líderes de pastorais e movimentos, ministros da sagrada eucaristia, pois: “Como bons administradores da multiforme graça de Deus, cada um coloque à disposição dos outros o dom que recebeu.” (1 Pedro 4, 10)
      Enfim, a ETeL faz do leigo uma pessoa capaz de desenvolver sua função em sua comunidade de origem, repassando saberes e valores que tem a nossa Santa Igreja, animando-nos a pôr em prática a palavra sagrada: “ E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.”( Marcos 16:15)

Josemar Pereira, 1º ano
Paróquia de São João Batista de Dom Basílio

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Brasil Hoje. Aristóteles. Política?

Em 2014, o Brasil, este nosso país de formação tão diversificada e de acentuadas diferenças culturais, econômicas, sociais (...), vive um ano agitado. E não é somente pelo campeonato internacional de futebol que sediaremos, mas, pela iminência das eleições majoritárias que marcam a escolha dos representantes dos altos escalões do Executivo e do Legislativo.
O(s) protesto(s) do ano passado, “#vemprarua”, tentativa, talvez até mesmo inconsistente a muitos, do exercício de uma democracia direta, onde se ouviu que “o povo quer decidir o futuro do país” porque “os partidos não nos representam”, fizeram com que essas eleições não significassem somente mais uma caminhada até a urna, a sétima depois da redemocratização que completa 50 anos, mas algo diferente.
Oxalá fosse um acordar do nosso povo que compreendeu a Política não simples e mediocremente como um acontecimento bienal, mas, como já ensinava na Era Clássica da Filosofia o grande Aristóteles: “Política: modo de organização social para a felicidade”.
Para Aristóteles, o Homem é um animal político que se realiza na vivência da comunidade. Deste modo, a Política se constrói no ideal de “nós”, e não na perspectiva individual. Assim, o Estado, a instituição autárquica, seria a comunidade perfeita, onde a vida aconteceria naturalmente, portanto, com justiça social.
O Pensador grego, que se dedica a escrita da Obra desta temática já na maturidade de sua vida (335-332 a.C.), concebe algumas formas “puras” de governar o Estado, são elas a Monarquia, a Aristocracia e a Democracia, como governo de um só, de alguns e de todos, respectivamente.
Considerando, já naquela época, a corruptibilidade dos homens, ele alerta para que a Monarquia não se torne Tirania; a Aristocracia não ceda a Oligarquia e, finalmente, que a Democracia não se esvazie em Demagogia. Pois, todas essas formas são a perversão da pureza original do modo de governo do Estado. Portanto, mudança da gestão que visa o “nós” em governança para fins privados.
Posto este colóquio histórico: teria o povo brasileiro o desejo de “perturbar” a “Democracia” vigente, na esperança de uma purificação? Estarão os Estudantes de hoje realmente preocupados com os rumos do País? Se, de fato, não nos representam os partidos políticos, quem são estes “revoltosos” que bradam serem os representantes do “Gigante”, antes adormecido?
São essas e muitas questões que devem despertar a consciência, política, de cada cidadão brasileiro. É fato que a voz do “eleitor” não deve ser “escutada” somente na urna, mas que o povo, hoje tão melhor provido de meios, busque exercer seu papel democrático. Papel este, de buscar a Felicidade, que neste país depende da purificação da Rês-pública.

Kleber Chaves
1º ano Filosofia

MISSA DOS SANTOS ÓLEOS E DA UNIDADE NA PARÓQUIA DE RIO DE CONTAS

Foi celebrada na última quinta-feira, 10 de abril de 2014, a  Missa da Unidade; grande momento de comunhão, fé e oração. A celebração aconteceu no Ginásio de Esportes de Rio de Contas, ocasião em que todo o clero renovou seus  compromissos sacerdotais e se reuniu para concelebrar, com o Bispo, Dom Armando Bucciol, a Unidade do Povo de Deus em torno do Sacramento da Eucaristia, instituído por Jesus, na Última Ceia. Na celebração, houve a bênção dos Santos Óleos, utilizados pela Igreja para a celebração dos sacramentos do Batismo, da Crisma e da Unção dos Enfermos. Como acontece todos os anos, as paróquias e comunidades de fé da Diocese de Livramento de Nossa Senhora se reuniram em caravanas e participaram com centenas de fiéis. 
                                                                                                                                     Giovaldo Dias