quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O VESTIDO AZUL

Num bairro de uma cidade, morava uma garotinha muito bonita. Ela freqüentava a escola local. Sua mãe não tinha muito cuidado, e a criança quase sempre aparecia na escola com roupa suja. O professor ficou penalizado com a situação da menina: “Como uma garota tão bonita pode vir a escola tão mal-arrumada?” Separou algum dinheiro do seu salário e, embora com dificuldade, resolveu lhe comprar um vestido novo. 
Ela ficou linda no vestido azul. Quando a mãe viu a filha naquele lindo vestido azul, sentiu que era lamentável que sua filha, vestindo aquele traje novo, fosse tão suja para a escola. Por isso, passou a lhe dar banho todos os dias, pentear seus cabelos e cortar suas unhas.
      Quando acabou a semana, o pai falou: “Mulher, você não acha uma vergonha que nossa filha, sendo tão bonita e bem-arrumada, more em um lugar como este, caindo aos pedaços? Que tal ajeitar a casa? Nas horas vagas, vou dar uma pintura nas paredes, consertar a cerca e cultivar um jardim”. Logo a casa começou a se destacar na pequena vila pela beleza das flores que enchiam o jardim e pelo cuidado em todos os detalhes.
      Os vizinhos ficaram envergonhados por morar em barracos feios e
resolveram também arrumar as suas casas, plantar flores, usar pintura e
criatividade. Em pouco tempo, todo o bairro estava transformado.
      Um homem, que acompanhava os esforços e as lutas daquela gente, pensou que eles bem mereciam o auxilio das autoridades. Foi ao prefeito expôs suas idéias e saiu de lá com uma autorização para formar uma comissão a fim de estudar os melhoramentos necessários ao bairro. A rua de barro e lama foi substituída por asfalto e calçadas de pedra. Os esgotos a céu aberto foram canalizados e o bairro ganhou ares de cidadania.
      Tudo começou com um vestido azul Não era intenção daquele professor consertar toda a rua, nem criar um organismo que socorresse o bairro. Ele fez o que podia, deu o primeiro passo. Essa é uma das melhores maneiras de viver e fazer política.

PARA REFLETIR:
1) Como cuidamos de nossa casa, de nossa escola, de nosso município, de nosso país?
2) A melhor forma de fazer política e participar da vida de sua comunidade e sentir-se
responsável por ela. Por quê?



terça-feira, 30 de setembro de 2014

CELEBRAÇÕES PELA DIOCESE














O movimento da Legião de Maria de Marcolino Moura, Paróquia do Santíssimo Sacramento de Rio de Contas, celebrou 50 anos de existência  no último domingo (28). A data foi comemorada com uma linda celebração de Ação de Graças na Praça da Igreja, ás 19:30h. A celebração foi presidida pelo nosso bispo Dom Armando e concelebrada pelo Pároco, Padre Joaquim de Almeida. Estiveram presentes legionários (as) de várias Paróquias da Diocese e grande número de fieis das comunidades vizinhas.
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A Comunidade de Santa Teresinha, da Paróquia de Nossa Senhora do Livramento, realiza o novenário em louvor a sua Padroeira. Ontem (29), na oitava noite, Dom Armando presidiu a Celebração Eucarística na qual um grupo de, aproximadamente, 70 crismandos da Paróquia recebeu a Oração do Creio. A entrega desse símbolo da fé católica é um dos ritos que faz parte da caminhada em preparação para o Sacramento da Crisma. Além dos crismandos e seus familiares, participaram, com grande entusiasmo,  da Celebração Eucarística grande número de devotos de Santa Teresinha.

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O CIRCO E A POLITICA

Numa cidade, foi armado um circo. Tudo estava pronto e a inauguração deveria ser à noite. Sem dúvida, iria ser uma grande festa, mesmo levando em conta que a situação não estava boa, pois uma prolongada seca castigava a região. Muita gente passando fome. Mesmo assim o circo ia bem. O povo esqueceria a tristeza, ao menos por algumas horas. 

      O palhaço vestiu suas roupas coloridas e fora da moda, pintou o rosto, colocou nariz postiço e foi para o palco contar anedotas. Parecia um campeonato de mentiras. O público se divertia. De repente chega alguém e cochicha com o palhaço: “O circo está pegando fogo! Diga para o público que saia depressa”. O palhaço mudou a voz e falou sério: “Vamos saindo depressa porque o circo está em chamas”. O povo ria vendo o palhaço chorar e repetir: “Minha gente, saiam o quanto antes para não morrerem queimados”. De repente as lonas estavam em chamas e começaram a cair sobre a platéia: era um incêndio de verdade. 
      Hoje a cena se repete. O povo não acredita em muitos políticos. Houve palhaçadas demais nos últimos anos. Poucos acreditam que agora estejam falando sério. Por isso as risadas saúdam as solenes promessas. Todos corremos o risco de morrermos queimados!

   O brasileiro tem o direito, diante de tantos escândalos produzidos por alguns políticos, de externar sua desconfiança. Mas não pode, jamais, fugir de sua corresponsabilidade — afinal, não há parlamentar eleito sem voto. A eleição é um julgamento a que os candidatos se submetem e o eleitor é quem decide. Se a escolha for acertada, os dividendos aparecerão. A pena para o voto equivocado são quatro anos de arrependimento. E a ilusão é uma porta aberta para o precipício do erro. A omissão é a pior escolha.
Muitos eleitores demonstram aversão à política e aos políticos. Devem repensar essa posição. Acompanhar com atenção e senso crítico, avaliar e refletir são atitudes fundamentais para escolher os melhores e depois, cobrar dos eleitos o que prometeram.
Política é coisa séria, muito séria, sobretudo para os cristãos. Votar corretamente é tão importante quanto rezar. A oração, sem o cumprimento dos deveres de cidadãos, desagrada a Deus.



Para refletir:
1) “Política é coisa séria, muito séria, sobretudo para os cristãos”. Você concorda com esta afirmação? Sim ou não? Por quê?
2) Você exerce seu dever de cidadão na política ou omite-se? 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

1º Encontro dos Jovens Estudantes da Diocese de Livramento em Vitória da Conquista

A nossa Igreja particular, no ano de abertura do Jubileu de Ouro e dos 10 anos de Pastoreio de Dom Armando, realizou o “1º Encontro de Jovens Estudantes da Diocese de Livramento em Vitória da Conquista”. O intuito era reunir os jovens de nossas cidades que vão para Conquista em busca de formação acadêmica em um mesmo lugar para saber como eles vivem a “fé na experiência do estudo e nas relações interpessoais” neste novo contexto em que se inseriram. O Pe. Gilberto Santa Anjos, formador diocesano, com os seminaristas do período filosófico, organizaram este momento com o apoio de nosso bispo, que, não podendo estar pessoalmente gravou uma vídeo-mensagem em que motiva, anima e incita os jovens a não esquecerem os valores essências da Fé crista. De igual modo marcou presença virtual o Pe. Marcelo Pires, referencial do Setor Juventude. O Encontro foi realizado na Igreja Nossa Senhora das Graças, bairro Recreio, espaço cedido fraternalmente pelo Pe. Gerson Bitencourt, pároco local.



A cobertura completa deste encontro, que é um marco de avanço na caminhada pastoral diocesana, estará disponível em nossa nova página: “JOVENS CONECTADOS”, que será inaugurada em breve.

A CULPA É TUA

      Um provérbio alemão garante: Se alguém te enganar uma vez a culpa é dele; se alguém te enganar duas vezes, a culpa é dele e também tua; se ele te enganar três vezes, a culpa é somente tua.
      Neste provérbio condensa-se a sabedoria do tempo e ele pode ser aplicado em inúmeras e diferentes ocasiões. No entanto, parece-me que sua melhor aplicação está na política. Neste aspecto, faz sentido a afirmação de que cada povo tem o governo que merece. Somos nós, é a maioria quem escolhe o governo. Um mau governo tem muito a ver com a atitude do povo. Ou porque escolhemos mal ou porque nos omitimos depois.
      Todos podem ser enganados uma vez. Não se pode descrer de tudo e de todos, e por isso, de vez em quando nos enganamos. Deve sobrar a lição para a próxima vez. E a Democracia é pródiga em nos dar mais oportunidades. O voto de confiança, dado numa eleição, pode ser retirado se o eleito não foi digno desta confiança. O preço da democracia é a eterna vigilância.
      Recente pesquisa, feita no Nordeste, demonstra que mais de 40% dos
eleitores não lembravam em quem tinham votado. Logicamente, estes eleitores não estavam preocupados com a cobrança.
      O dever dos governantes não é o de agradar. Seu compromisso é com o bem-comum. Muitas vezes, governos bastante populares deixam após si ruínas administrativas. Outros governantes recebem tardiamente a gratidão. O eleitor não pode votar com o coração. O voto é racional. É apostar num determinado projeto político. Por vezes, os remédios amargos trazem saúde. Mas a incompetência também é amarga e inútil.
      Como em muitas outras realidades, a omissão constitui-se em pecado mortal contra a cidadania. Votar em branco, anular o voto, ou deixar de fiscalizar os eleitos, corresponde à atitude de Pilatos, que lavou as mãos. Lavou as mãos, mas elas ficaram, para sempre, sujas do sangue inocente do Filho de Deus. Votar é um dever e um direito. É ato que decorre do grande mandamento do Amor ao Próximo.

PARA REFLETIR:
1. Você já se sentiu enganado por algum político?
2. Por que não se deve votar em branco, anular o voto?


sábado, 27 de setembro de 2014

26º DOMINGO TEMPO COMUM – ANO A

LEITURAS:
Ez 18,25-28
Salmo - Sl 24
Fl 2,1-11
Mt 21,28-32

Irmãos e Irmãs,
A liturgia deste domingo nos provoca a tomar uma postura concreta a respeito do Reino de Deus inaugurado por Cristo que não pode se resumir em palavras ou discursos mas em práticas efetivas de caridade, de misericórdia e amor.
Nesse sentido, a parábola que Jesus nos conta no evangelho é muito interessante. Fala de dois filhos aos quais o pai faz um pedido: um dos filhos diz sim ao pai, mas não age; o outro diz não, contudo realiza o que o pai pediu. A conclusão a que se chega com a história é que dentre os dois, mais correto foi aquele que agiu conforme o pedido do Pai, expressando o sim não com a boca mas com atitudes.
Por isso, Jesus será severo com as lideranças judaicas daquele tempo, dizendo que os cobradores de impostos e as prostitutas – pecadores públicos – precedem a eles no Reino dos Céus. De fato, as lideranças judaicas falavam de Deus, prestavam culto e sacrifícios mas a sua prática estava distante do Senhor, de modo que sequer foram capazes de reconhecer e acolher em Jesus o Messias, o filho de Deus. O oposto acontecia com os pecadores. Esses andavam distante de Deus, mas no encontro com Jesus, sentiam o amor divino, se arrependiam, mudavam de atitude e passavam a segui-lo.
Essa parábola nos faz pensar a nossa postura diante do Reino inaugurado por Cristo. Não basta dizer sim com os lábios. É preciso dizê-lo com a vida nas escolhas e nas atitudes que fazemos no cotidiano. Contudo, precisamos ser honestos e reconhecer nossas incoerências com o Reino. Os líderes judaicos se achavam tão santos que não foram capazes de perceber o quanto estavam distantes de Deus.
Assim, precisamos sempre avaliar nossa caminhada de fé para saber se nossas atitudes são expressões verdadeiras do evangelho ou não. Na primeira leitura, Ezequiel acusava alguns homens que ciosos de sua justiça diziam que “a conduta do Senhor não é correta”. Como eles, nós também corremos o risco nos julgarmos santos e não perceber nossas infidelidades e o quanto estamos distantes dos caminhos do Senhor.
Essa avaliação só é possível se vivermos a humildade. Toda vez que buscamos status, fama, reconhecimento pelas atitudes que fazemos, ficamos cegos, não enxergamos Deus. Deixamos de servi-lo e passamos a servir a nós mesmos. Deixamos de viver o amor a Deus e passamos a amor nosso próprio ego. O bem que fazemos não deve servir para nos exaltar, nos sentirmos melhores ou mais justos que os outros. Por isso São Paulo nos convida a nos espelharmos em Cristo, pois ele sendo justo não se exaltou, não buscou a glória mas foi obediente ao Pai e fez-se irmão dos humildes e pecadores.
Desse modo, procuremos cultivar em nossas comunidades esse verdadeiro seguimento a Jesus Cristo, colocando em prática os valores do evangelho. Porém, sejamos humildes, a fim de que nossas obras expressem um amor verdadeiro a Deus e aos irmãos. Que esta celebração nos revigore nesse propósito!

                                                 Jandir Silva
2° ano de teologia

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

O POLÍTICO E A FORMIGA

 Daniel Connel (1775- 1847) deixou uma legenda de bravura e tenacidade. É conhecido como o Libertador da Irlanda. Usando todos os meios possíveis, lutou pelos direitos dos cidadãos.. Dizia ele: “Nada pode ser politicamente certo se for moralmente injusto”. Perseguido e com poucos recursos, teve de fugir e esconder-se numa floresta. Pensava em abandonar a luta. Mas a atitude de uma formiga o fez mudar de posição. 
      A pequena formiga tentava carregar uma folha dez vezes maior do que ela. Parecia uma loucura. Arrastava a folha, caía, recomeçava. Depois de muito esforço arrastou a folha até a entrada do formigueiro. Ali mais um duro golpe. Depois de tanta luta a folha não passava pela porta de sua casa. Tudo levava a desistir. Porém, ela entrou no formigueiro. Pouco depois saiu, acompanhada de uma dezena de outras formigas. Cortaram a folha em pedaços e a introduziram no formigueiro, sem maior dificuldade. Lá dentro muitas esperavam, tinham necessidade da folha.
      Daniel Connel aprendeu a lição da formiga. Voltou à luta, mudou de método, buscou voluntários e acabou melhorando as condições de vida dos cidadãos de seu país. Tornou-se um dos políticos mais conhecidos da Europa.
      Viver é lutar. A luta supõe sonhos, estratégia e perseverança. Aquele que desanima diante da primeira adversidade não chega a lugar nenhum. Como justificativa lamenta que tudo é difícil para todos. Muitos apostam no comodismo, desistem de lutar e morrem sem conhecer o sabor da vitória.
      Giuseppe Verdi foi aconselhado a desistir da música, mas tornou-se o imortal maestro das óperas italianas. Abraham Lincoln, antes de tornar- se presidente dos Estados Unidos, fracassou dezenas de vezes. Churchill, o grande político inglês, repetiu três vezes o segundo ano primário.
      Todos eles tiveram confiança em suas capacidades. Tinham certeza que a última palavra não havia sido dita e continuaram lutando. E venceram. Demóstenes, depois de uma derrota, lembrava aos cidadãos: “Ainda não empregamos todas as torças”. Foi um vitorioso. Além de todas as motivações humanas, o cristão busca força na fé. São Paulo proclama: “Tudo posso naquele me fortalece” (Fil 4, 13).
PARA REFLETIR:
1 ) Refletindo sobre a história, qual a mensagem que a formiga passa aos políticos? E para nós cidadãos?
2) Você se deixa vencer pelos problemas, ou você luta para superá-los?     



quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Obrigado! Chegamos e vamos mais longe!

Temos a Alegria de Comemorar
100.000 acessos!



Nossa satisfação é ainda maior por, neste período, estarmos em fase de articulação da PASTORAL DA COMUNICAÇÃO – PASCOM.
Partindo do Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil, Documento 99 da CNBB, foco do último encontro do Regional NE3, da PASCOM, a nossa Igreja particular se prepara visando motivar, articular e animar este atividade Pastoral. Em primícias na esfera diocesana, dando suporte ao Blog e mídias nas Redes sociais, adiante com outros passos, que já estamos sonhando, e com o auxílio de nossa Padroeira, a Senhora do Livramento serão dados.

Agradecimento especial a todos os nossos colunistas! Caminhemos!
A Você querido leitor:

CONTINUE NOS ACOMPANHANDO

NOVIDADES ESTÃO POR VIR!