Salmo 17, 2-3a.3bc-4.47.51ab;
II leitura: 1Tessalonicenses 1,5c-10;
Evangelho: Mateus 22,34-40.
O
que é o essencial na vida cristã? Jesus responde: ‘Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, e de
todo o teu conhecimento! Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é
semelhante a esse: ‘amarás o teu próximo como a ti mesmo’. Dá para entender
que seguir a Jesus e fazer a vontade de Deus não é complicado. O amor basta!
Logo,
porém, aparece a questão: como amar? Em que consiste mesmo o amor? Olhando
Jesus e como Ele amou, é-nos dada a resposta. Não basta um superficial sentimento
ou uma rápida e passageira emoção. Amar a
Deus comporta, antes de tudo, colocar Deus acima de tudo, acima do dinheiro
e dos interesses materiais, acima dos afetos e dos prazeres; e colocar Ele,
como nascente e razão da vida, procurando, com sinceridade e sem mais ou menos,
conformar as relações humanas a partir desse amor infinito, que abraça a todos,
é misericordioso, não faz discriminação, sabe perdoar, é justo e solidário.
A
resposta de Jesus é dada a um fariseu que aparece na cena depois que outros
(sacerdotes saduceus e anciãos) tinham falido na busca de encontrar algo para
acusar Jesus. E o Senhor aproveita até das armadilhas para ensinar e explicar
como devemos viver o relacionamento com Deus e com o próximo.
No que se refere ao próximo e como amá-lo, a
resposta de Jesus é simples, imediata: como
a ti mesmo! O critério está em nós. Como nos amamos? Poderíamos acrescentar:
sabemos nos amar? Porque quem não ama a si mesmo, perde o critério também de
como amar aos irmãos. Em outra importante passagem, o evangelista apresenta aquela
que chamamos de regra de ouro: tudo
quanto desejais que os outros vos façam, fazei-o, vós também a eles (Mt
7,12). Nada difícil de entender. Mais exigente é ‘por em prática’!
A
esse respeito, um hebreu já tinha orientações precisas. Todas e sempre atuais,
para cristãos e não. Um ensaio é-nos dado pela I leitura. Resumindo, podemos
dizer que o amor ao próximo é muito concreto: acolha o outro como ‘carne de tua
carne’, sinta a sua dor como tua, saiba partilhar, trata-o com justiça,
respeito e carinho. E quem não conhece tudo isso? Jesus concluiria, ainda hoje:
Vá e faça isso. Sem complicar a vida
com sofisticados raciocínios que afastam da verdade, e do verdadeiro amor.
Quem
invoca o Senhor como minha rocha, minha
força, meu refúgio e Salvador (Salmo)
deve alimentar essa confiança em Deus e transferi-la nas relações com os irmãos.
Então, à escola de Jesus e Sua Palavra, vamos aprendendo como viver os três
amores.
São
Paulo escreve, com sinceridade, aos cristãos da jovem Comunidade de Tessalônica:
Sabeis de que maneira procedemos entre
vós, para o vosso bem. O apóstolo continua elogiando essa Comunidade porque
está vivendo a Palavra com alegria, tornando-se modelo para as demais Comunidades.
De
coração sincero, pedimos ao Senhor que “aumente em nós a fé, a esperança e a
caridade” e que nos dê “amar o que Ele ordenou para conseguirmos o que prometeu”
(Oração do dia).
Dom Armando
