VII Domingo do Tempo Comum

LEITURAS:
1 Sam 26, 2.7-9.12-13.22-23
Sl 102(103)
1 Cor 15, 45-49
Lc 6, 27-38
“Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso” (Lc 6, 36). Caros irmãos e irmãs, o tema da misericórdia brilha com luz própria na liturgia deste VII Domingo Comum, o versículo com o qual iniciamos esta reflexão funciona como chave e ao mesmo tempo porta de entrada para as demais ações que Jesus menciona no evangelho. Sermos misericordiosos, como nosso Pai do céu é misericordioso, implica em nos desprendermos de nós mesmos e irmos ao encontro do outro, acolhendo e convivendo, partilhando as alegrias e dificuldades, os dons e os limites que temos.          Este ir ao encontro é uma ação de todo dia, pois, todos os dias temos a oportunidade de conviver com tantas pessoas, algumas já muito conhecidas, outras nem tanto, algumas que gostamos muito, outras com as quais já tivemos atritos, mas que nem por isso deixam de fazer parte de nossa vida e contribuir com nosso crescimento, tudo é graça!
         Jesus, o rosto da misericórdia do Pai, aquele que nos mostrou com sua vida que Deus, o Pai, é amor misericordioso, nos convida a irmos além, a avançarmos para águas mais profundas na pratica do amor, a fazermos o bem não somente àqueles que nos fazem o bem, a dar sem esperar receber, a vivermos na dinâmica de pessoas livres de coração, que não se aprisionam em relações cheias de interesses, trocas e retribuições. 
         Jesus nos convida a amar até os inimigos e indica o caminho a ser feito:  retribuir o mal com o bem, a maldição com a benção, as calunias com a oração, todas estás são maneiras de amar os inimigos. Sem nos esquecermos da regra de ouro, fazer ao próximo aquilo que desejamos que façam também a nós e não fazermos ao outro o que não queremos para nós! A escolha de tomarmos uma boa medida, uma medida generosa, trasbordante para com o outro é toda nossa! Assim, estaremos reproduzindo em nós, não somente as feições do homem terreno, mas, do homem celestial, como nos recorda São Paulo na Carta aos Coríntios.
         Que Maria, Mãe do divino amor, rogue por nós, pelo nosso país, pelo momento que enfrentamos, tão necessitado de autenticas testemunhas da misericórdia do Pai! Que Assim seja, Amém!
Sem. Max Sabrino