1ª
Leitura: Êx 20,1-17 ou 1-3.7-8.12-17
Salmo
18 (19): Senhor, tens palavras de vida eterna
2ª
Leitura: 1 Cor 1,22-25
Evangelho:
Jo 2,13-25
Quaresma é tempo de progresso no
conhecimento de Jesus Cristo, Filho de Deus feito homem, nosso Senhor e
Redentor. Por Ele e nele se concretizam o Reino de Deus entre nós. No Evangelho
do terceiro domingo do tempo quaresmal, ao expulsar os vendilhões do templo,
Jesus expõe seu desejo de iniciar a nova aliança de Deus com a humanidade.
Aliança esta que não depende de um determinado espaço físico (templo), mas que
acontece em espírito e verdade. Ele se torna o novo templo espiritual no qual
celebramos nosso culto, purificando nosso modo de cultuar a Deus. Só Ele pôde
realizar o sacrifício que ofereceu a Deus. Nós celebrarmos então sua memória,
professamos nossa fé nele e esperamos, assim, a vida eterna.
O
culto judaico se baseava em sacrifícios de animais, dízimos e taxas a pagar no
templo de Jerusalém. Isto era causa de exclusão para os pobres que não tinham,
neste caso, condições para arcar com as despesas da religião. O costume do
sacrifício veio de práticas rituais primitivas da história humana, ganhando
espaço no culto judaico. O culto de sangue é, portanto, pagão em suas origens.
No decálogo que lemos na primeira leitura não aparece nenhum mandamento que
ordene o sacrifício.
Jesus
quis, então, romper com aquele culto de sangue oferecendo-se a si mesmo a Deus
como vítima, tirando a obrigação do sacrifício da vida a Deus, como se fazia
aos deuses pagãos, cuja ira se aplacava com sangue. Ao afirmar: “Destruí este
Templo, e em três dias eu o levantarei”, Jesus, anunciando sua ressurreição,
estabelece uma nova relação cultual com Deus.
Com
a renovação do Templo, renova-se também a lei, pilar da fé judaica. Acima da
lei dada por Moisés está a lei do amor que reintegra as pessoas, que inclui,
que reconcilia, que valoriza a dignidade humana. Jesus revela a face próxima,
amorosa, amiga de Deus que não deseja a perdição de seus filhos, mas sua volta
e salvação. Assim, nossa liturgia está totalmente centrada na pessoa de Jesus
Cristo, “escândalo para os judeus e insensatez para os pagãos” (2ª leitura).
Acheguemo-nos a Ele e encontremos nele o motivo de nossa alegria e a certeza do
amor do Pai por cada um de nós.
Seminarista Weverson Almeida dos Santos
2º ano de Teologia
