Salmo 117 (118) Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos!
2ª Leitura: Cl 3,1-4
Evangelho: Jo 20,1-9
Jesus Ressuscitou!
Alegremo-nos, aleluia! Celebramos hoje, em comunhão com as comunidades cristãs
do mundo inteiro a glorificação do Filho de Deus, razão de nossa fé, nossa
esperança, nosso caminhar. Sem a Ressurreição de Jesus, não teríamos fundamento
para crer nem esperar pela eternidade. A vida, em Cristo, não fica submissa à
morte. Não há, portanto, para nós que cremos, motivo para tristeza ou
lamentação, mas sim de ânimo e força. Tudo foi renovado em Cristo.
O discurso de Pedro, na primeira leitura, centrado sobre
a morte e ressurreição de Cristo afirma o Senhorio de Deus diante de todos os
povos e de Jesus, seu Filho, juiz dos vivos e dos mortos, salvação dos que nele
crêem. A atividade pública de Jesus, desde o batismo por João até a
crucificação e ressurreição, se resume em fazer o bem e curar a todos. Pedro
faz uma retrospectiva sobre as etapas precedentes da vida de Jesus para
enfatizar a dinâmica que levou a essa conclusão.
Jesus foi morto, pregado numa cruz, mas Deus o
ressuscitou. A última palavra é do Pai, não dos chefes que o condenaram. Deus,
em sua sabedoria, constituiu o Ressuscitado juiz e salvador daquela humanidade
que o tinha condenado e crucificado. Os Apóstolos, agora, são as testemunhas da
ressurreição, pois, nas muitas aparições pós-pascais comeram e beberam com o
ressuscitado.
Somos convidados, agora, a “aspirar às coisas do alto”,
como nos exorta o apóstolo Paulo na segunda leitura, em sua carta aos
Colossenses. Não que devamos fugir do mundo, mas direcionar nossas ações no
mesmo conforme o pensamento de Cristo, nosso Salvador, ou seja, pensar segundo
Deus e não segundo os homens, pois “a figura deste mundo é passageira” (1Cor
7,31). Nossa vida espiritual deve estar alicerçada em Jesus e a experiência de
nossa união com ele mediada por aquilo que fazemos e que conseguimos produzir.
O ponto crucial do Santo Evangelho deste domingo de
Páscoa se situa no versículo oitavo “viu e acreditou”, ou seja, consiste na fé
pascal. O discípulo predileto é aquele que vê o túmulo vazio e acredita na
ressurreição. O discípulo que chega primeiro ao túmulo demonstra que ama Jesus,
pois crê antes de compreender as escrituras (v.9) e antes das aparições do
Ressuscitado. Portanto, cheios de fé pascal, a exemplo do discípulo amado,
ancoremo-nos em Jesus para que sejamos também instrumentos de vida nova. Cristo
Ressuscitado nos encoraja e anima nossas comunidades para o seguimento.
Sejamos, pois, unidos pela profissão da mesma fé, mensageiros da graça
superabundante de Deus.
Seminarista Weverson Almeida Santos
2º Ano de Teologia
