Queridos
irmãos e irmãs neste domingo o Senhor é convidado por um fariseu a estar em
casa deste, mas uma pecadora o acolhe, na casa de seu coração, de sua vida.
O
Fariseu cumpre uma lei, e por meio desta norma acolhe Aquele que é visto como
profeta, porque, de acordo com as aparências, com “a normalidade da hipocrisia
humana” as pessoas boas, as que são de Deus, somente elas, devem ser acolhidas
e prestigiadas em nossos lares. Jesus que vê além das aparências ultrapassa a
lei da normalidade e do comidíssimo, por isso é capaz de dar a pecadora pública
um amor verdadeiro que ultrapassa o corpo, que sair da ordem física e toca o
coração.
Na
oração coleta, que proferimos depois do hino do glória, pedimos a Deus para ser
“favorável ao nosso apelo e, como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos
sempre o socorro da vossa graça”, que nos anima a acolher esta palavra que
salva e liberta. Somos convidados a contemplar o nosso coração e a nos entregar
confiantes a misericórdia do Pai que nos perdoa, nos salva e nos devolve a
dignidade, tantas vezes perdia pelo pecado da exploração e exclusão. Esta
acolhida do perdão do Pai, por meio de seu amado Filho nos conduz a entoarmos
de todo o coração um hino de gratidão a benevolência do Senhor: “Feliz o homem
que foi perdoado e cuja falta já foi encoberta. Feliz o homem a quem o Senhor
não olha mais como sendo culpado e em cuja alma não há falsidade!”.
Por
meio desta ação de perdoar, o Senhor Jesus Cristo nos convidada a caminharmos
na fé que nos salva, que nos conduz ao verdadeiro amor e a termos os mesmos
sentimos de muito amor uns com os outros, como o Pai que muito nos perdoa tem
para com cada um de nós, seus filhos, sua Igreja.
Com
o lavar os pés do Senhor com as lágrimas a pecadora perdoada na imensidão do
amor, nos leva a contemplar a paixão e morte de Nosso Mestre e Senhor. Pois,
foi por meio da entrega do Filho que o Pai derramou em nós toda a sua vida.
Celebrando
este mistério somos levados a testemunhar no mundo este evangelho que restaura
nossas vidas tantas vezes fragilizadas pela marca do pecado. Tendo uns com os
outros a mesma ação de ternura e carinho que da Trindade recebemos em toda
celebração, Ele que sempre amou os seres humanos e sempre os assistis no
caminho da vida.
Pe.
Gonçalo Aranha dos Santos
Christus, nihil plus