3º DOMINGO DA PÁSCOA – ANO A

LEITURAS:
At 2,14.22-33
Sl 15
1Pd 1,17-21
Lc 24,13-35

“Fica conosco, pois é tarde e a noite vem chegando!”

            Feliz Páscoa para nós, caríssimos irmãos e irmãs! É hora de traduzirmos em gestos quotidianos a nossa fé no Cristo Ressuscitado; É hora de vivermos proficuamente a Páscoa de Nosso Senhor e nossa! Para isso, reanimemo-nos pela sua Palavra e seu Pão, nos quais tomamos parte na Celebração Eucarística! É Ele mesmo que se dá a nós, seus discípulos e discípulas, na longa caminhada da vida e se faz nosso companheiro inseparável na luta diária pelo triunfo do amor que ele revelou em sua própria carne ao fazer-se um de nós e morrer por nossa salvação. Por isso peçamos com toda confiança: “Fica conosco, Senhor!”.
Neste 3º Domingo do Tempo Santo da Ressurreição a liturgia nos brinda com o belíssimo relato dos discípulos de Emaús. Dois discípulos de Jesus estão a dirigir-se para Emaús. Pelo caminho, conversam sobre tudo o que acontecera ao Nazareno em sua paixão. Uma conversa de desesperança, desânimo, decepção: “Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram”. (v. 21). Jesus se põe a conversar com eles e lhes mostra o sentido da cruz redentora: “Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar em sua glória?” (v.26) e lhes explicava as escrituras que diziam sobre ele começando por Moisés e passando pelos profetas (v.27): Ora, Ele é o cumprimento da lei (Moisés) e das profecias (Elias). Ardia-lhes o coração... E eis que à mesa, abençoando e distribuindo o pão, os discípulos o reconhecem, ao se lhes abrirem os olhos, até então “vendados”.
Irmãos e irmãs, o relato dos discípulos de Emaús é uma catequese para nós indicando-nos o método de um verdadeira experiência com Jesus Ressuscitado: a escuta das Sagradas Escrituras e o partir do pão. Não é exatamente o que fazemos todas as vezes que participamos da Santa Missa? Depois dela nossos olhos se abrem para reconhecer Cristo nos irmãos? Ao sairmos da Igreja, arde-nos no coração o impulso de viver o amor que Jesus fez e ensinou? O caminho do discípulo é a cruz de cada dia. Deus não mostra sua salvação pela glória, ao modelo de Davi, mas no Messias humilhado, seu descendente. (1ª leitura)
            A segunda leitura (1ª carta de Pedro) nos convoca para a responsabilidade inerente à fé que abraçamos: “vivei respeitando a Deus durante o tempo de vossa migração neste mundo” (v.17); a fugirmos da superficialidade estéril: “sabeis que fostes resgatados da vida fútil herdada de vossos pais, não por meio de coisas perecíveis, como a prata e o ouro, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha nem defeito” (v.19) e exortando-nos a pôr nossa inteira esperança em Deus que ressuscitará os mortos e os julgará: “Deus o ressuscitou dos mortos e lhe deu a glória, e assim, a vossa fé e esperança estão em Deus” (v.21). O caminho da vida verdadeira nos é ensinado por Deus que nos criou, salvou e acompanha. Junto a Ele felicidade sem limites (Salmo Responsorial).
            Vivamos em Cristo! Permaneçamos nele e Ele permanecerá em nós! Sua cruz é certeza de nossa ressurreição. Ele não nos engana, como a tantos poderes do mundo à nossa volta! Como a ilusão da riqueza e do prestígio! Somos frágeis e a noite nos chega desapercebidamente, entorpecendo nossos sentidos e velando-nos as vistas à Verdade. Peçamos que nos abra os olhos para enxergá-lo em tantas realidades atuais que necessitam do nosso empenho cristão e nossa doação aprendida de nosso Mestre e Senhor!
           
           Sem. Weverson  Almeida Santos
                                                                                                             4° ano de teologia