Na IGMR, n. 298, pede-se que o altar,
normalmente seja fixo, isto é, ‘unido ao pavimento e não possa ser removido’.
De fato, o altar é símbolo de Cristo
rocha viva (1Cor10,4) e pedra angular sobre o qual se constrói a
Igreja (cf. Sl 118/117,22 e 1Pd 2,4.7; Ef 2,20). A pedra recorda ainda aquela
rocha da qual Moisés fez jorrar água (cf. Ex. 17, 5-6), rocha que os Padres da
Igreja veem como a presença de Cristo.
Esse simbolismo é afirmado pelas
orações do Ritual de Dedicação das
igrejas. Uma oração reza: “Santifique o Senhor com o seu poder este altar, que
mediante o nosso ministério é ungido como crisma; seja sinal visível do
mistério de Cristo, que se ofereceu ao Pai pela vida do mundo” (Rito da dedicação, n. 49). Na celebração
da dedicação, o altar é ungido, aspergido, incensado e vestido com toalhas.
Repetem-se os gestos simbólicos do batismo. “Manifesta-se, desse modo, a
dignidade do altar, ponto de convergência, o centro das ações litúrgica. Por
isso, em sinal de reverência, os presbíteros e os diáconos beijam o altar no
início e no fim de cada celebração” (Guia
litúrgico pastoral, p. 105).
A reforma litúrgica que seguiu ao
Concílio Vaticano II, traduzindo em prática o documento Sacrosanctum Concilium
(n. 41), pede que tenha nas igrejas “um só altar que, na assembleia dos fiéis,
signifique um só Cristo e uma só Eucaristia da Igreja” (IGMR, 303).
Outras orientações,
bem concretas e significativas, encontram-se na Instrução Geral do Missal Romano.
Afirma-se (n. 304): “Em reverência para com a celebração do memorial do Senhor
e o banquete em que se comungam o seu Corpo e Sangue, ponha-se sobre o altar
onde se celebra ao menos uma toalha de cor branca, que combine, por seu
formato, tamanho e decoração, com a forma do mesmo altar” e, (n. 305): “Na
ornamentação do altar observe-se moderação... A ornamentação com flores seja
sempre moderada e, ao invés de se dispor o ornamento sobre o altar, de
preferência seja colocado junto a ele”. Observa-se (n. 306) que “sobre a mesa
do altar podem ser colocadas somente aquelas coisas que se requerem para a
celebração da Missa”; e que se disponham, “de modo discreto os aparelhos que
possam ajudar a amplificar a voz do sacerdote”; “Os castiçais... sejam
colocados, como parecer melhor, sobre o altar ou junto dele” (n. 307). Enfim,
“haja também sobre o altar ou perto dele uma cruz com a imagem do Cristo
crucificado que seja bem visível para o povo reunido. Convém que essa cruz, que
serve para recordar aos fiéis a paixão salutar do Senhor, permaneça junto ao
altar também fora das celebrações litúrgicas” (n. 308).
No Guia
litúrgico pastoral, da CNBB, se lê: “Quando houver necessidade, o altar
pode situar-se em nível superior ao da assembleia, porém que o excesso de
degraus não crie uma barreira ou a sensação de palco. Cuide-se que esteja
próximo do povo, de forma que permita boa visibilidade e facilite o diálogo de
quem preside com a Assembleia” (...). “Na tradição cristã, o altar nunca foi
muito grande nem muito alto. A altura ideal varia de 90 cm. a 1 m. O importante
é que possa ser circundado por todos” (p. 106).
Dom Armando