Amados irmãos e
irmãs alegremo-nos por celebrar a solenidade de Nossa querida e excelsa mãe
nossa Senhora da Conceição Aparecida. Também bendizemos o Deus da vida pela
graça de celebrarmos a abertura do ano da fé. Nela os católicos brasileiros
encontram ânimo para continuarem trabalhando por um Brasil mais humano e
fraterno; um Brasil que aprendendo dela a graça da corajosa intercessão roga
constantemente ao Filho Jesus para que não deixe a festa da vida acabar. Celebrar esta bonita devoção é
recordar a presença amorosa e constante de um Deus-Conosco. É reafirmar a fé na
força da união, da partilha e do amor. É buscar, apesar da fragilidade humana
realizar a vontade do Senhor, aprendendo da Virgem Santíssima aquele doce
ensinamento: “Fazei o que ele vos disser”. Rezando, proclamando e celebrando a
Sagrada Escritura que nos são propostas nesta liturgia, recordamos o papel da
rainha Ester, que se reveste com suas vestes reais e se coloca diante do rei
suplicando: “concede-me a vida, eis o meu pedido e a vida do meu povo, eis o
meu desejo”; no santo evangelho Maria revestida pela graça do alto, vestida de
sol e coroada de doze estrelas se coloca diante de seu Filho pedindo para que
Ele não deixe os seus irmãos perderem o sentido da vida, o motivo para
celebrar: “eles não tem mais vinho”. A excelsa Rainha dos céus e da Terra é a
humilde serva do Senhor que intercede pelos filhos e filhas sofredores,
desamparados, marginalizados e esquecidos; é a mãe que pede por aqueles que se
jogaram ou foram jogados nas festas da morte como a corrupção, a prostituição,
as drogas, a violência, o relativismo e individualismo. Na segunda leitura
ensina-nos São João que a Igreja que somos deve ser uma Igreja que se deixa
revestir pela graça de Deus e ser conduzida pelo amor da Trindade de ternura no
mundo; uma Igreja que se torna um sinal não só no céu, mas do céu. Que exerce a
missão de conduzir as pessoas até Deus, de levar as pessoas a nascerem em Deus. A experimentar este
novo nascimento por meio da celebração e vivência os sacramentos experimentando
o vinho novo que só Jesus pode dar. A figura da Virgem Senhora Aparecida
é para nós um grande sinal do céu, da presença de Deus, é o hino de esperança
de que o mal não dominará sobre nós. Ela é nossa intercessora junto ao Filho.
Ela é a doce presença na vida da Igreja, aquela mesma presença “que na vida
pública de Jesus, a sua mãe manifesta-se claramente logo no início, quando nas
bodas de Caná da Galiléia, movida de misericórdia, conseguiu com sua
intercessão que Jesus, o Messias, desse início aos seus sinais” (LG). Com a Igreja cantemos louvores a
Maria: “Nela nos destes as primícias da Igreja, esposa de Cristo, sem ruga e
sem mancha, resplandecente de beleza. Puríssima, na verdade, deveria ser a
Virgem que nos daria o Salvador, o Cordeiro sem mancha, que tira os nossos
pecados. Escolhida entre todas as mulheres, modelo de santidade e advogada
nossa” (do prefácio).
Pe.
Gonçalo Aranha dos Santos