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JORNADA MUNDIAL DOS POBRES


No término do Jubileu extraordinário da Misericórdia, o Papa Francisco escreveu a carta Misericórdia e Misera, duas palavras de Santo Agostinho para descrever o encontro de Jesus (a misericórdia) com a adúltera (misera). Nela, no final, o Papa expõe uma sua intuição: “Como mais um sinal concreto do Ano Santo extraordinário, se deve celebrar em toda a Igreja, na ocorrência do XXXIII Domingo do Tempo Comum, o Dia mundial dos pobres”.
Numa sua carta, do dia 13 de junho, o santo Padre propõe o tema: Não amemos com palavras, mas com obras (1Jo 3,18).
Que rostos têm os pobres? Responde o Papa: “São inúmeros rostos marcados pelo sofrimento, a marginalização, a opressão, a violência, as torturas e a prisão, pela guerra, a privação da liberdade e da dignidade, pela ignorância e o analfabetismo, pela emergência sanitária e a falta de trabalho, pelo tráfico de pessoas e a escravidão, pelo exílio e a miséria, pela migração forçada. A pobreza tem o rosto de mulheres, homens e crianças exploradas para vis interesses, pisados pelas lógicas perversas do poder e do dinheiro”.
Este dia, insiste Francisco, pretende tornar as comunidades cristãs “cada vez mais e melhor sinal concreto da caridade de Cristo pelos últimos e mais empobrecidos”; e “convida a Igreja toda e os homens e mulheres de boa vontade a fixarem o olhar, neste dia, em todos aqueles que estendem as suas mãos invocando ajuda e pedindo a nossa solidariedade”.
As palavras de Papa Francisco, sempre claras e envolventes, insistem na necessidade de “reagir à cultura do descarte e do desperdício, assumindo a cultura do encontro”; pede que se criem “muitos momentos de encontro e amizade, de solidariedade e ajuda recíproca”. Os pobres não devem ser considerados só como os que recebem. Trata-se de realizar a partilha, como estilo de vida, aprendendo todos a viver do essencial e nos abandonar à Providência do Pai. Será, desse modo, uma preciosa oportunidade para “compreender o Evangelho na sua verdade mais profunda”. Neste dia, especial atenção receba a oração. O Pai-nosso “é a oração dos pobres... Exprime e recolhe o grito de quem sofre pela precariedade da existência e a falta do necessário”. O momento mais importante em nossa vida cristã é a Eucaristia. “O Corpo de Cristo, repartido na sagrada liturgia, deixa-se encontrar pela caridade partilhada no rosto e na pessoa dos irmãos e irmãs mais frágeis”.
Concluindo, desejo que, em todas as Paróquias e suas comunidades, este dia receba especial atenção. E partilho as palavras do Papa: “Os pobres não são um problema: são um recurso acessível, uma forma concreta para acolher e viver a essência do Evangelho”.

Dom Armando

Madre Teresa de Calcutá é declarada santa

      “A misericórdia foi para ela o ‘sal’, que dava sabor a todas as suas obras, e a luz que iluminava a escuridão de todos aqueles que nem sequer tinham mais lágrimas para chorar pela sua pobreza e sofrimento”, disse o papa Francisco na missa de canonização de Madre Teresa de Calcutá, neste domingo, 4, na Praça São Pedro, no Vaticano. Participaram da celebração cerca de 120 mil fiéis de diversos lugares do mundo.
     Em sua homilia, Francisco disse que madre Teresa “inclinou-se sobre as pessoas indefesas, deixadas moribundas à beira da estrada, reconhecendo a dignidade que Deus lhes dera; fez ouvir a sua voz aos poderosos da terra, para que reconhecessem sua culpa diante dos crimes e da pobreza criada por eles mesmos”.
Madre Teresa nasceu no dia 26 de agosto de 1910 em Skopje, capital da atual república da Macedônia, em  1979 recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Foi a fundadora das Missionárias da Caridade.
Sua beatificação ocorreu em  2003 depois que o Vaticano reconheceu como milagre a cura de um tumor no abdômen de uma mulher indiana após colocar uma fotografia da religiosa em um relicário.
      A canonização acontece após o reconhecimento, em julho de 2015, pelo Vaticano, de mais um milagre atribuído a ela. No caso, foi constatada a cura imediata de um brasileiro que sofria de grave doença cerebral. 



FONTE: www.cnbb.org.br

SOLENIDADE DE MARIA SANTÍSSIMA MÃE DE DEUS - 01 DE JANEIRO DE 2016

HOMILIA DO PAPA FRANCISCO

Ouvimos as palavras do apóstolo Paulo: «Quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher» (Gl 4, 4).
Que significa Jesus nasceu na «plenitude do tempo»? Se o nosso olhar se fixa no momento histórico, podemos imediatamente ficar decepcionados. Sobre grande parte do mundo conhecido de então, dominava Roma com o seu poderio militar. O imperador Augusto chegara ao poder depois de ter combatido cinco guerras civis. Também Israel fora conquistado pelo Império Romano e o povo eleito estava privado da liberdade. Por conseguinte, aquele não era certamente o tempo melhor para os contemporâneos de Jesus. Portanto, se queremos definir o clímax do tempo, não é para a esfera geopolítica que devemos olhar.
É necessária uma interpretação diferente, que entenda a plenitude a partir de Deus. No momento em que Deus estabelece ter chegado a hora de cumprir a promessa feita, realiza-se então, para a humanidade, a plenitude do tempo. Por isso, não é a história que decide acerca do nascimento de Cristo; mas, ao invés, é a sua vinda ao mundo que permite à história chegar à sua plenitude. É por isso que se começa, do nascimento do Filho de Deus, o cálculo duma nova era, ou seja, a que vê o cumprimento da antiga promessa. Como escreve o autor da Carta aos Hebreus, «muitas vezes e de muitos modos, falou Deus aos nossos pais, nos tempos antigos, por meio dos profetas. Nestes dias, que são os últimos, Deus falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por meio de quem fez o mundo. Este Filho é resplendor da sua glória e imagem fiel da sua substância e tudo sustenta com a sua palavra poderosa» (1, 1-3). Assim, a plenitude do tempo é a presença de Deus em pessoa na nossa história. Agora, podemos ver a sua glória que refulge na pobreza dum estábulo, e ser encorajados e sustentados pelo seu Verbo que Se fez «pequeno» numa criança. Graças a Ele, o nosso tempo pode encontrar a sua plenitude. Também o nosso tempo pessoal encontrará a sua plenitude no encontro com Jesus Cristo, Deus feito homem.
Este mistério, porém, sempre contrasta com a dramática experiência histórica. Cada dia quereríamos ser sustentados pelos sinais da presença de Deus, mas o que constatamos são sinais opostos, negativos, que fazem antes senti-Lo como ausente. A plenitude do tempo parece esboroar-se perante as inúmeras formas de injustiça e violência que ferem diariamente a humanidade. Às vezes perguntamo-nos: Como é possível que perdure a prepotência do homem sobre o homem? Que a arrogância do mais forte continue a humilhar o mais fraco, relegando-o para as margens mais esquálidas do nosso mundo? Até quando a maldade humana semeará na terra violência e ódio, causando vítimas inocentes? Como pode ser o tempo da plenitude este que coloca diante dos nossos olhos multidões de homens, mulheres e crianças que fogem da guerra, da fome, da perseguição, dispostos a arriscar a vida para verem respeitados os seus direitos fundamentais? Um rio de miséria, alimentado pelo pecado, parece contradizer a plenitude do tempo realizada por Cristo. Lembrai-vos, queridos pueri cantores, que esta era precisamente a terceira pergunta que me fizestes ontem? Como se explica? Até as crianças se dão conta disto!
Contudo este rio alagador nada pode contra o oceano de misericórdia que inunda o nosso mundo. Todos nós somos chamados a mergulhar neste oceano, a deixarmo-nos regenerar, para vencer a indiferença que impede a solidariedade e sair da falsa neutralidade que dificulta a partilha. A graça de Cristo, que realiza a expectativa da salvação, impele a tornar-nos seus cooperadores na construção dum mundo mais justo e fraterno, onde cada pessoa e cada criatura possam viver em paz, na harmonia da criação primordial de Deus.
No início dum novo ano, a Igreja faz-nos contemplar, como ícone de paz, a maternidade divina de Maria. A antiga promessa realiza-se na sua pessoa, que acreditou nas palavras do Anjo, concebeu o Filho, tornou-Se Mãe do Senhor. Através d’Ela, por meio do seu «sim», chegou a plenitude do tempo. O Evangelho, que escutamos, diz que a Virgem «conservava todas estas coisas, ponderando-as no seu coração» (Lc 2, 19). Aparece-nos como vaso sempre cheio da memória de Jesus, Sede da Sabedoria, onde recorrer para termos a interpretação coerente do seu ensinamento. Hoje dá-nos a possibilidade de individuar o sentido dos acontecimentos que nos tocam pessoalmente a nós, às nossas famílias, aos nossos países e ao mundo inteiro. Aonde não pode chegar a razão dos filósofos, nem as negociações da política, consegue fazê-lo a força da fé que a graça do Evangelho de Cristo nos traz e que pode abrir sempre novos caminhos à razão e às negociações.
Feliz sois Vós, ó Maria, por terdes dado ao mundo o Filho de Deus; mas mais feliz ainda sois porque acreditastes n’Ele. Cheia de fé, concebestes Jesus, primeiro no coração e depois no seio, para Vos tornardes Mãe de todos os crentes (cf. Santo Agostinho, Sermo 215, 4). Mãe, lançai sobre nós a vossa bênção neste dia que Vos é consagrado; mostrai-nos o rosto do vosso Filho Jesus, que dá ao mundo inteiro misericórdia e paz. Amem.


FONTE: w2.vatican.va

S. NATAL 2015 - MENSAGEM URBI ET ORBI DO PAPA FRANCISCO

Queridos irmãos e irmãs, feliz Natal!

Cristo nasceu para nós, exultemos no dia da nossa salvação!
Abramos os nossos corações para receber a graça deste dia, que é Ele próprio: Jesus é o «dia» luminoso que surgiu no horizonte da humanidade. Dia de misericórdia, em que Deus Pai revelou à humanidade a sua imensa ternura. Dia de luz que dissipa as trevas do medo e da angústia. Dia de paz, em que se torna possível encontrar-se, dialogar, e sobretudo reconciliar-se. Dia de alegria: uma «grande alegria» para os pequenos e os humildes, e para todo o povo (cf. Lc 2, 10).
Neste dia, nasceu da Virgem Maria Jesus, o Salvador. O presépio mostra-nos o «sinal» que Deus nos deu: «um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura» (Lc 2, 12). Como fizeram os pastores de Belém, vamos também nós ver este sinal, este acontecimento que, em cada ano, se renova na Igreja. O Natal é um acontecimento que se renova em cada família, em cada paróquia, em cada comunidade que acolhe o amor de Deus encarnado em Jesus Cristo. Como Maria, a Igreja mostra a todos o «sinal» de Deus: o Menino que Ela trouxe no seu ventre e deu à luz, mas que é Filho do Altíssimo, porque «é obra do Espírito Santo» (Mt 1, 20). Ele é o Salvador, porque é o Cordeiro de Deus que toma sobre Si o pecado do mundo (cf. Jo 1, 29). Juntamente com os pastores, prostremo-nos diante do Cordeiro, adoremos a Bondade de Deus feita carne e deixemos que lágrimas de arrependimento inundem os nossos olhos e lavem o nosso coração. Disto todos temos necessidade.
Ele, só Ele, nos pode salvar. Só a Misericórdia de Deus pode libertar a humanidade de tantas formas de mal – por vezes monstruosas – que o egoísmo gera nela. A graça de Deus pode converter os corações e suscitar vias de saída em situações humanamente irresolúveis.
Onde nasce Deus, nasce a esperança: Ele traz a esperança. Onde nasce Deus, nasce a paz. E, onde nasce a paz, já não há lugar para o ódio e a guerra. E no entanto, precisamente lá onde veio ao mundo o Filho de Deus feito carne, continuam tensões e violências, e a paz continua um dom que deve ser invocado e construído. Oxalá israelitas e palestinenses retomem um diálogo direto e cheguem a um acordo que permita a ambos os povos conviverem em harmonia, superando um conflito que há muito os mantém contrapostos, com graves repercussões na região inteira.
Ao Senhor, pedimos que o entendimento alcançado nas Nações Unidas consiga quanto antes silenciar o fragor das armas na Síria e pôr remédio à gravíssima situação humanitária da população exausta. É igualmente urgente que o acordo sobre a Líbia encontre o apoio de todos, para se superarem as graves divisões e violências que afligem o país. Que a atenção da Comunidade Internacional se concentre unanimemente em fazer cessar as atrocidades que, tanto nos referidos países, como no Iraque, Líbia, Iémen e na África subsaariana, ainda ceifam inúmeras vítimas, causam imensos sofrimentos e não poupam sequer o patrimônio histórico e cultural de povos inteiros. Penso ainda em quantos foram atingidos por hediondos atos terroristas, em particular pelos massacres recentes ocorridos nos céus do Egito, em Beirute, Paris, Bamaco e Túnis.
Aos nossos irmãos, perseguidos em muitas partes do mundo por causa da sua fé, o Menino Jesus dê consolação e força. São os nossos mártires de hoje.
Paz e concórdia, pedimos para as queridas populações da República Democrática do Congo, do Burundi e do Sudão do Sul, a fim de se reforçar, através do diálogo, o compromisso comum em prol da edificação de sociedades civis animadas por sincero espírito de reconciliação e compreensão mútua.
Que o Natal traga verdadeira paz também à Ucrânia, proporcione alívio a quem sofre as consequências do conflito e inspire a vontade de cumprir os acordos assumidos para se restabelecer a concórdia no país inteiro.
Que a alegria deste dia ilumine os esforços do povo colombiano, para que, animado pela esperança, continue empenhado na busca da desejada paz.
Onde nasce Deus, nasce a esperança; e, onde nasce a esperança, as pessoas reencontram a dignidade. E, todavia, ainda hoje há multidões de homens e mulheres que estão privados da sua dignidade humana e, como o Menino Jesus, sofrem o frio, a pobreza e a rejeição dos homens. Chegue hoje a nossa solidariedade aos mais inermes, sobretudo às crianças-soldado, às mulheres que sofrem violência, às vítimas do tráfico de seres humanos e do narcotráfico.
Não falte o nosso conforto às pessoas que fogem da miséria ou da guerra, viajando em condições tantas vezes desumanas e, não raro, arriscando a vida. Sejam recompensados com abundantes bênçãos quantos, indivíduos e Estados, generosamente se esforçam por socorrer e acolher os numerosos migrantes e refugiados, ajudando-os a construir um futuro digno para si e seus entes queridos e a integrar-se nas sociedades que os recebem.
Neste dia de festa, o Senhor dê esperança àqueles que não têm trabalho – e são tantos! – e sustente o compromisso de quantos possuem responsabilidades públicas em campo político e económico a fim de darem o seu melhor na busca do bem comum e na proteção da dignidade de cada vida humana.
Onde nasce Deus, floresce a misericórdia. Esta é o presente mais precioso que Deus nos dá, especialmente neste ano jubilar em que somos chamados a descobrir a ternura que o nosso Pai celeste tem por cada um de nós. O Senhor conceda, particularmente aos encarcerados, experimentar o seu amor misericordioso que cura as feridas e vence o mal.
E assim hoje, juntos, exultemos no dia da nossa salvação. Ao contemplar o presépio, fixemos o olhar nos braços abertos de Jesus, que nos mostram o abraço misericordioso de Deus, enquanto ouvimos as primeiras expressões do Menino que nos sussurra: «Por amor dos meus irmãos e amigos, proclamarei: “A paz esteja contigo”»! (Sal 122/121, 8).

Terminada a Mensagem Urbi et Orbi, o Santo Padre desejou Boas-Festas Natalícias:
A vós, queridos irmãos e irmãs, congregados dos quatro cantos do mundo nesta Praça [de São Pedro] e a quantos estais unidos conosco nos vários países através do rádio, da televisão e doutros meios de comunicação, dirijo os meus votos mais cordiais.

É o Natal do Ano Santo da Misericórdia. Por isso desejo, a todos, que possais acolher na própria vida a misericórdia de Deus, que Jesus Cristo nos deu, para sermos misericordiosos com os nossos irmãos. Assim faremos crescer a paz. Feliz Natal!

FONTE: w2.vatican.va/

FORMAÇÃO MISSIONÁRIA PARA SEMINARISTAS DO NORDESTE.

      Cerca de 60 seminaristas, provindos de Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Bahia e Sergipe se reuniram na Capital Potiguar para uma semana de formação, espiritualidade e troca de experiências missionárias. Dentre as propostas do encontro, esteve a preocupação com o fortalecimento e motivação na criação dos COMISEs (Conselhos Missionários de Seminários). Quatro seminaristas da Bahia, quatro seminaristas e um padre de Sergipe representaram o Regional Nordeste 3. O VII FORMISE-Nordeste (Formação Missionária para Seminaristas do Nordeste) aconteceu
de 30 de junho a 04 de julho. O encontro foi organizado pelos seminaristas do Seminário São Pedro, com o apoio da Arquidiocese de Natal, do COMIRE-NE2 (Conselho Missionário do Regional Nordeste 2) e das POM (Pontifícias Obras Missionárias). Com o tema: “O presbítero missionário para uma Igreja em saída”, e o lema: “ide, sem medo, para servir” (Papa Francisco), o evento esteve em sintonia com os preparativos para a celebração do 2º Congresso Missionário Nacional de Seminaristas, a ser realizado de 9 a 12 de julho de 2015, na PUC Minas – Belo Horizonte (MG).
      O VII FORMISE-NE contou com a assessoria do Pe. Jaime Carlos Patias, IMC e do Pe. André Luiz de Negreiros. Também estiveram presentes: Dom Jaime Vieira Rocha (Arcebispo de Natal-RN), Pe. José Nazareno Vieira da Nóbrega (Reitor do Seminário de São Pedro), Pe. Edivaldo Alexandre de Brito (Coordenador do COMIRE NE2) e Pe. João Batista, PIME (Pirambú-SE). Vivenciamos ricos momentos de formação, reconhecendo que a Igreja é missionária por natureza e seu compromisso evangélico permanece como tarefa indispensável da nossa vida pastoral. Por isso, a animação missionária deve ser incentivada desde os primeiros anos da formação presbiteral. Nesse sentido, três elementos foram indicados como sinais da vocação missionária na vida daqueles que desejam se consagrar ao sacerdócio: 1) “SAIR”: a consciência de que é preciso sair de nós mesmos e do mundinho paroquial; 2) “ENCONTRAR”: atitude concreta de quem se decide ir até os outros – povos e culturas, 3) “DOAR-SE”: apontando para a generosidade e a disponibilidade, características essenciais do missionário. Enfim, o evento foi um momento enriquecedor para nós, seminaristas. Tivemos a oportunidade de alimentar em nossa caminhada a proposta de continuar a missão de Jesus. Ao retornar para nossos seminários e casas de formação, levamos conosco a o desejo de construir uma Igreja decididamente missionária, aberta para ir ao encontro das outras pessoas e comunicar-lhes a Boa Nova de Jesus.

Marcos Bento, 1º Teologia

Mensagem da CNBB sobre a Redução da Maioridade Penal

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL

  P.  Nº: 0326/15

Felizes os que têm fome e sede da justiça, porque serão saciados” (Mt 5,6).
Temos acompanhado, nos últimos dias, os intensos debates sobre a redução da maioridade penal, provocados pela votação desta matéria no Congresso Nacional. Trata-se de um tema de extrema importância porque diz respeito, de um lado, à segurança da população e, de outro, à promoção e defesa dos direitos da criança e do adolescente. É natural que a complexidade do tema deixe dividida a população que aspira por segurança. Afinal, ninguém pode compactuar com a violência, venha de onde vier.
É preciso, no entanto, desfazer alguns equívocos que têm embasado a argumentação dos que defendem a redução da maioridade penal como, por exemplo, a afirmação de que há impunidade quando o adolescente comete um delito e que, com a redução da idade penal, se diminuirá a violência. No Brasil, a responsabilização penal do adolescente começa aos 12 anos. Dados do Mapa da Violência de 2014 mostram que os adolescentes são mais vítimas que responsáveis pela violência que apavora a população. Se há impunidade, a culpa não é da lei, mas dos responsáveis por sua aplicação.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), saudado há 25 anos como uma das melhores leis do mundo em relação à criança e ao adolescente, é exigente com o adolescente em conflito com a lei e não compactua com a impunidade. As medidas socioeducativas nele previstas foram adotadas a partir do princípio de que todo adolescente infrator é recuperável, por mais grave que seja o delito que tenha cometido. Esse princípio está de pleno acordo com a fé cristã, que nos ensina a fazer a diferença entre o pecador e o pecado, amando o primeiro e condenando o segundo.
Se aprovada a redução da maioridade penal, abrem-se as portas para o desrespeito a outros direitos da criança e do adolescente, colocando em xeque a Doutrina da Proteção Integral assegurada pelo ECA. Poderá haver um “efeito dominó” fazendo com que algumas violações aos direitos da criança e do adolescente deixem de ser crimes como a venda de bebida alcoólica, abusos sexuais, dentre outras.
A comoção não é boa conselheira e, nesse caso, pode levar a decisões equivocadas com danos irreparáveis para muitas crianças e adolescentes, incidindo diretamente nas famílias e na sociedade. O caminho para pôr fim à condenável violência praticada por adolescentes passa, antes de tudo, por ações preventivas como educação de qualidade, em tempo integral; combate sistemático ao tráfico de drogas; proteção à família; criação, por parte dos poderes públicos e de nossas comunidades eclesiais, de espaços de convivência, visando a ocupação e a inclusão social de adolescentes e jovens por meio de lazer sadio e atividades educativas; reafirmação de valores como o amor, o perdão, a reconciliação, a responsabilidade e a paz.
Consciente da importância de se dedicar mais tempo à reflexão sobre esse tema, também sob a luz do Evangelho, o Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, reunido em Brasília, nos dias 16 a 18 de junho, em consonância com a 53ª Assembleia Geral da CNBB, dirige esta mensagem a toda a sociedade brasileira, especialmente, às comunidades eclesiais, a fim de exortá-las a fazer uma opção clara em favor da criança e do adolescente. Digamos não à redução da maioridade penal e reivindiquemos das autoridades competentes o cumprimento do que estabelece o ECA para o adolescente em conflito com a lei.
Que Nossa Senhora, a jovem de Nazaré, proteja as crianças e adolescentes do Brasil!

Brasília, 18 de junho de 2015.


Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília-DF
Presidente da CNBB

                 Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia-BA
              Vice-presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília-DF
Secretário Geral da CNBB

NOTA DA CNBB SOBRE A INCLUSÃO DA IDEOLOGIA DE GÊNERO NOS PLANOS DE EDUCAÇÃO

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL
87ª Reunião Ordinária do Conselho Permanente Brasília – 
DF, 16 a 18 de junho de 2015 05
Homem e mulher ele os criou (Gn 1,27)
O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília, dias 16 a 18 de junho, manifesta seu reconhecimento pelo importante trabalho de elaboração dos Planos Estaduais e Municipais de Educação em desenvolvimento em todos os Estados e Municípios brasileiros para o próximo decênio. A proposta de universalização do ensino e o esforço de estabelecer a inclusão social como eixo orientador da educação merecem nosso apoio e consideração ao apontar para a construção de uma sociedade onde todas as pessoas sejam respeitadas.
A tentativa de inclusão da ideologia de gênero nos Planos Estaduais e Municipais de Educação contraria o Plano Nacional de Educação, aprovado no ano passado pelo Congresso Nacional, que rejeitou tal expressão. Pretender que a identidade sexual seja uma construção eminentemente cultural, com a consequente escolha pessoal, como propõe a ideologia de gênero, não é caminho para combater a discriminação das pessoas por causa de sua orientação sexual.
O pressuposto antropológico de uma visão integral do ser humano, fundamentada nos valores humanos e éticos, identidade histórica do povo brasileiro, é que deve nortear os Planos de Educação. A ideologia de gênero vai no caminho oposto e desconstrói o conceito de família, que tem seu fundamento na união estável entre homem e mulher.
A introdução dessa ideologia na prática pedagógica das escolas trará consequências desastrosas para a vida das crianças e das famílias. O mais grave é que esta proposta está sendo introduzida nos Planos Municipais de Educação de forma silenciosa, sem que os maiores interessados, que são os pais e educadores, tenham sido chamados para discuti-la. A ausência da sociedade civil na discussão sobre o modelo de educação a ser adotado fere o direito das famílias de definir as bases e as diretrizes da educação que desejam para seus filhos.
A CNBB reafirma o compromisso da Igreja em se somar aos que combatem todo tipo de discriminação a fim de que tenhamos uma sociedade sempre mais fraterna e solidária. Confia que a sociedade e o Estado cumpram seu direito e dever de oferecer a toda pessoa os meios necessários para uma educação livre e autêntica (cf. CNBB - Doc. 47, n. 73). Reafirma também o papel insubstituível dos pais na educação de seus filhos e primeiros responsáveis por introduzi-los na vida em sociedade.
 Agradecemos a tantos que têm se empenhado na defesa de uma educação de qualidade no Brasil, opondo-se aos excessos do Estado que, muitas vezes, se sobrepõe ao papel dos pais. A estes exortamos a que, juntamente com educadores e associações de famílias, assumam sua tarefa de protagonistas na educação dos filhos.
Que Deus inspire os legisladores na responsabilidade que têm nesse momento; anime os educadores na nobre e sublime tarefa de colaborar com os pais em sua missão de educar.
Brasília, 18 de junho de 2015.

Dom Sergio da Rocha Arcebispo de Brasília - DF
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger Arcebispo de São Salvador da Bahia- BA
Vice-presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner Bispo Auxiliar de Brasília-DF
Secretário da CNBB

DOM JOÃO SANTOS CARDOSO É NOMEADO BISPO DA DIOCESE DE BOM JESUS DA LAPA

      Hoje, dia 24 de Junho de 2015, o santo Padre Francisco nomeou bispo da diocese de BOM JESUS DA LAPA o Revmo. Dom João Santos Cardoso.
      Dom João, do clero da Arquidiocese de Vitória da Conquista, desde 2011 bispo de diocese de São Raimundo Nonato (Piauí), volta para a Bahia de onde saiu.
      A Dom João desejamos, com amizade e carinho, as boas vindas em nossa Província Eclesiástica e Região NE 3, garantindo-lhe a nossa oração para um profícuo trabalho pastoral. 

Encontro Regional para Pregadores da RCC

Aconteceu em Porto Seguro/BA, no último final de semana (12 a 14/06) o encontro Regional para Pregadores da Renovação Carismática Católica, e teve como tema "Se vivemos pelo Espírito, andemos também de acordo com o Espírito." (Gal 5, 25).
Este encontro envolveu as Dioceses de Bom Jesus da Lapa, Caetité, Eunápolis, Ilhéus, Itabuna, Jequié, Livramento de Nossa Senhora, Teixeira de Freitas e Vitoria da Conquista.
De nossa diocese estiveram presente membros da RCC pertencentes a grupos de oração existentes nas paróquias de Bom Jesus de Barra da Estiva, Senhor do Bonfim de Boninal, São João Batista de Contendas do Sincorá, São Bento de Ibicoara, Santa Luzia de Ibipitanga, Nossa Senhora do Alívio de Ituaçu, Nossa Senhora do Livramento da Catedral, Senhor Bom Jesus de Piatã, Senhor do Bonfim de Rio do Pires, Nossa Senhora do Perpetuo Socorro de Tanhaçu, Senhor Bom Jesus de Taquari.

Foram pregadores: Lazaro Praxedes - Núcleo Nacional do Ministério de Pregação; Terezinha Araujo, Presidente do Conselho Estadual da RCCBAHIA e Cloves Guanais, coordenador estadual do Ministério de Pregação.





Informações:
Adielson Alves de Souza
Presidente do Conselho Diocesano da RCC

DOM RICARDO, de CAETITÉ (Bahia) para JANAÚBA (Minas Gerais)

Hoje, dia 27 de maio de 2015, a Nunciatura Apostólica no Brasil comunica que o Santo Padre Francisco dignou-se nomear Bispo da vacante diocese de JANAÚBA (Minas Gerais) Excelentíssimo Dom Ricardo Guerrino Brusati, tranferindo-o da sede episcopal de Caetité (BA).
Com sentimentos de amizade, desejamos um fecundo apostolado na nova Diocese, enquanto agradecemos pela sua presença entre nós, sempre disponível, discreta e amiga.

Continuamos unidos na oração e na fraterna comunhão.

2º Encontro Regional das CEBs em Caetité

Entre os dias 21 a 24 de maio, na cidade de Caetité, se reuniram representantes das 25 dioceses que formam o Regional Nordeste três (NE3) da CNBB, Bahia e Sergipe, para encontro das Comunidades Eclesiais de Bases (CEB’s). O tema: “As CEBs e a força do Testemunho” e o lema: “O jeito de ser Igreja em todos os cantos”, foi desenvolvido em diversas atividades, destacando-se as Oficinas temáticas, orientadas por padres e lideranças leigas ligadas a CEB’s.
Também esteve presente no encontro Dom frei Luís Cappio da Diocese de Barra, que, em sua fala destacou “ainda sonhamos com uma Igreja atenta à inspiração do Divino Espírito Santo a exemplo das primeiras comunidades cristãs e fiéis ao projeto de Jesus Cristo”
Representaram a nossa Diocese de Livramento: o Pe. Renato Aguiar, Patrícia, Alcides Rosa, Maeles, Nilda, Salvadora, Adelaide, Carmo e Eleandro.

Informações de Patrícia Souza Novais
(Do grupo de representantes
de nossa diocese)

Encontro da PASCOM do Regional Nordeste três


A coordenação Regional (Cnbb – NE3) da Pastoral da Comunicação esteve reunida, entre os dias 15 e 17, no Instituto Frei Ludovico, na capital do estado. Sob orientação da Coordenadora à nível regional, Patrícia Luz, da arquidiocese de São Salvador, o encontro aprofundou o estudo do Documento 99 da CNBB, - Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil – sobretudo, sua aplicação em nossas realidades pastorais.
Como proposta ficou a reflexão e elaboração do Plano Regional de Comunicação, para o qual está coordenação se encontrará, por meios virtuais, e, adiante em nova reunião ponderará as reflexões e trará à Luz o plano.

O encontro contou com participação de representantes de dez dioceses. Livramento foi representada pelo Seminarista Kleber Chaves, que, já no encontro da PASCOM do Vicariato Nossa Senhora do Rosário, próximo dia 30 em Abaíra, empreende a multiplicação dos conteúdos.

Reunião dos Bispos da Província


No dia 12 de Maio de 2015, no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora das Vitórias, estiveram reunidos os bispos da Província Eclesiástica, formada por: Vitória da Conquista, Livramento de Nossa Senhora, Jequié, Caetité e Bom Jesus da Lapa, respectivamente, Dom Luís Pepeu, Dom Armando Bucciol, Dom José Ruy, Dom Ricardo Brusati e Dom Josafa Menezes (administrador apostólico).

Os bispos  se encontraram no intento de partilhar as experiências da Evangelização na Província, e conforme calendário, tem novo encontro previsto para vinte de outubro.

49º Dia Mundial das Comunicações Sociais

Tema: “Comunicar a família: ambiente privilegiado do encontro na gratuidade do amor”

A Igreja, em todo mundo, celebra neste Domingo da Assunção do Senhor, pelo 49º ano seguido, o Dia Mundial das Comunicações Sociais. É costume que sua Santidade escreva uma mensagem que oriente as reflexões desta comemoração. Em 2015 o Papa Francisco elegeu como tema: “Comunicar a família: ambiente privilegiado do encontro na gratuidade do amor”.
O Pontífice afirma: “A família é o primeiro lugar onde aprendemos a [nos] comunicar”. Ele nos alerta, com a escolha deste tema, que as nossas famílias, nesta cultura tecnológica de rompimento das fronteiras geográficas, tem perdido o hábito de viver uma comunicação fecunda, que transmite valores, mas antes, o cuidado de uns com os outros.
“O vínculo está na base da palavra, e esta por sua fez revigora o vínculo”, o próprio Cristo Senhor, nosso modelo de comunicador, faz-nos compreender, concretamente, o que isso significa, pois a vida de Jesus, podemos dizer, é a comunicação mais perfeita do amor de Deus que se personifica e torna-se testemunho à toda humanidade. O agir do Mestre nos convida a viver de “forma fundamental a comunicação, que é a oração”, e esta vivenciada de maneira mais intensa no seio da família, para que ela seja um canteiro onde possa germinar frutos que sejam capazes de sanar as necessidades oriundas pela falta de comunicação na sociedade. Sendo assim, a família tem um papel crucial na propagação da Boa Nova, sendo, pois, “um ambiente onde se aprende a comunicar”.
Nesta perspectiva a PASCOM diocesana, unida a Igreja no mundo inteiro, se rejubila nessa ocasião festiva, centrada na Comunicação, sobretudo da Fé em Cristo Ressuscitado e Assunto aos Céus, sugere às comunidades da Diocese de Livramento de Nossa Senhora, como sinal desta alegria, um formulário de Preces, passível de ser utilizado nas Celebrações do próximo Domingo.
Que a esperança na promessa da descida do Espírito de Deus, nos anime a Comunicar as maravilhas do Senhor.




- Equipe da PASCOM diocesana -

VATICANO DIVULGA CALENDÁRIO E LOGOTIPO DO JUBILEU DA MISERICORDIA

A programação e o logotipo do Jubileu Extraordinário da Misericórdia foram apresentados nesta terça-feira (5) aos jornalistas, em coletiva na sala de imprensa da Santa Sé. Os detalhes foram expostos pelo presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, dom Rino Fisichella, responsável pela organização do evento.
De acordo com o arcebispo, a ideia do Jubileu nasceu em 29 de agosto do ano, quando Francisco lhe manifestou o desejo de convocá-lo. “Conseguimos manter um segredo pontifício”, declarou satisfeito, pois o anúncio “da surpresa” foi feito somente no dia 14 de março deste ano.
      Dom Fisichella recordou que o Jubileu da Misericórdia “não é e não deseja ser o Grande Jubileu do Ano 2000. Qualquer comparação, portanto, não tem sentido, porque cada Ano Santo tem as suas peculiaridades e as próprias finalidades”.

      O arcebispo explicou que o papa deseja que este Jubileu não seja vivido somente em Roma, mas também nas Igrejas locais. Pela primeira vez na história dos jubileus, é oferecida a possibilidade de abrir a Porta Santa – Porta da Misericórdia – nas próprias dioceses, particularmente na Catedral ou numa igreja especialmente significativa ou num Santuário nomeadamente importante para os peregrinos.

Logotipo
Dom Fisichella apresentou também o logotipo do Jubileu, que representa uma “suma teológica” da misericórdia e do lema que o acompanha. No lema, tirado de Lc 6,36, Misericordiosos como o Pai, propõe-se viver a misericórdia seguindo o exemplo do Pai, que pede para não julgar e não condenar, mas perdoar e dar amor e perdão sem medida (cf. Lc 6,37-38). O logotipo é obra do padre jesuíta M. I. Rupnik. A imagem mostra o Filho que carrega aos seus ombros o homem perdido.

“O desenho é feito de tal forma que realça o Bom Pastor que toca profundamente a carne do homem e o faz com tal amor capaz de lhe mudar a vida. Além disso, um detalhe não é esquecido: o Bom Pastor com extrema misericórdia carrega sobre si a humanidade, mas os seus olhos confundem-se com os do homem.”

Calendário
     Dom Fisichella apresentou ainda o calendário das celebrações, que têm início oficialmente em 8 de dezembro deste ano. “Quisemos que o primeiro evento fosse dedicado a todos aqueles que trabalham na peregrinação, de 19 a 21 de janeiro de 2016. 
No dia 3 de abril haverá uma celebração destinada a todas as pessoas que se revêm na espiritualidade da misericórdia (movimentos, associações, institutos religiosos). Todas as pessoas do voluntariado caritativo, por sua vez, serão convocadas no dia 4 de setembro. A esfera da espiritualidade mariana terá o seu dia em 9 de outubro, para celebrar a Mãe da Misericórdia.
      Não faltam eventos dedicados especificamente aos adolescentes crismados: 24 de abril. E os jovens do mundo inteiro são convocados em Cracóvia para a Jornada Mundial da Juventude de 26 a 31 julho.
      Outro evento será destinado aos diáconos que por vocação e ministério são chamados a presidir à caridade na vida da comunidade cristã. Para eles haverá o Jubileu a 29 de maio.
No 160º aniversário da Festa do Sagrado Coração de Jesus, a 3 de junho, celebrar-se-á o Jubileu dos Sacerdotes. 
Em 25 de setembro será o Jubileu dos catequistas e das catequistas. Em 12 de junho, haverá o encontro dirigido a todos os doentes, às pessoas com deficiência e àqueles que com amor e dedicação cuidam deles.
      Em 6 de novembro será celebrado o Jubileu dos presos – um evento inédito. Espera-se que não seja realizado somente nas prisões, mas está sendo estudada a possibilidade para que alguns prisioneiros possam ter a oportunidade de celebrar com o Papa Francisco, em São Pedro, o seu próprio Ano Santo.

Site
O website oficial do Jubileu já foi publicado: www.iubilaeummisericordiae.va, acessível em www.im.va. O website está disponível em sete línguas: italiano, inglês, espanhol, português, francês, alemão e polonês.
Com informações Rádio Vaticano 

Fonte: http://www.pom.org.br/

Diocese de Jequié ordena novos padres e diácono

Na noite de 25 de Abril de 2015, a nossa Igreja-irmã de Jequié, acolheu em si, depois do devido tempo de preparação, dois novos padres e um diácono. Trata-se de Pe. Leonardo Vieira, do Pe. Antônio Neto e do Diácono Tiago Teixeira, ordenados, na Igreja Catedral de Santo Antônio, por imposição das mãos de sua excelência reverendíssima Dom José Ruy, bispo local, e orações de todos os fiéis.
A nossa diocese foi representada, naquela ocasião festiva, pelo Pe. Gonaçlo Aranha, que auxiliou na cerimônia, pelo Pe. Gilberto Santana e por Pe. Jucimar Pereira, além do seminarista Weverson e de alguns seminaristas da etapa filosófica.
Toda cerimônia transcorreu em clima de serenidade, a que no fim a Igreja toda, sob a Liturgia do domingo do Bom Pastor – I vésperas do 4º da Páscoa -, pôde se alegrar com o aumento no número daqueles que o Senhor chama a conduzir suas ovelhas.

NOTA DA CNBB SOBRE O MOMENTO NACIONAL

“Entre vós não deve ser assim” (Mc 10,43).
      A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunida em sua 53ª Assembleia Geral, em Aparecida-SP, no período de 15 a 24 de abril de 2015, avaliou, com apreensão, a realidade brasileira, marcada pela profunda e prolongada crise que ameaça as conquistas, a partir da Constituição Cidadã de 1988, e coloca em risco a ordem democrática do País. Desta avaliação nasce nossa palavra de pastores convictos de que “ninguém pode exigir de nós que releguemos a religião para a intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos” (EG, 183).
      O momento não é de acirrar ânimos, nem de assumir posições revanchistas ou de ódio que desconsiderem a política como defesa e promoção do bem comum. Os três poderes da República, com a autonomia que lhes é própria, têm o dever irrenunciável do diálogo aberto, franco, verdadeiro, na busca de uma solução que devolva aos brasileiros a certeza de superação da crise.
      A retomada de crescimento do País, uma das condições para vencer a crise, precisa ser feita sem trazer prejuízo à população, aos trabalhadores e, principalmente, aos mais pobres. Projetos, como os que são implantados na Amazônia, afrontam sua população, por não ouvi-la e por favorecer o desmatamento e a degradação do meio ambiente.
      A lei que permite a terceirização do trabalho, em tramitação no Congresso Nacional, não pode, em hipótese alguma, restringir os direitos dos trabalhadores. É inadmissível que a preservação dos direitos sociais venha a ser sacrificada para justificar a superação da crise.
      A corrupção, praga da sociedade e pecado grave que brada aos céus (cf. Papa Francisco – O Rosto da Misericórdia, n. 19), está presente tanto em órgãos públicos quanto em instituições da sociedade. Combatê-la, de modo eficaz, com a consequente punição de corrompidos e corruptores, é dever do Estado. É imperativo recuperar uma cultura que prima pelos valores da honestidade e da retidão.  Só assim se restaurará a justiça e se plantará, novamente, no coração do povo, a esperança de novos tempos, calcados na ética.
      A credibilidade política, perdida por causa da corrupção e da prática interesseira com que grande parte dos políticos exerce seu mandato, não pode ser recuperada ao preço da aprovação de leis que retiram direitos dos mais vulneráveis. Lamentamos que no Congresso se formem bancadas que reforçem o corporativismo para defender interesses de segmentos que se opõem aos direitos e conquistas sociais já adquiridos pelos mais pobres.
      A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215/2000, por exemplo, é uma afronta à luta histórica dos povos indígenas que até hoje não receberam reparação das injustiças que sofreram desde a colonização do Brasil. Se o prazo estabelecido pela Constituição de 1988 tivesse sido cumprido pelo Governo Federal, todas as terras indígenas já teriam sido reconhecidas, demarcadas e homologadas. E, assim, não estaríamos assistindo aos constantes conflitos e mortes de indígenas.
      A PEC 171/1993, que propõe a redução da maioridade penal para 16 anos, já aprovada pela Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça da Câmara, também é um equívoco que precisa ser desfeito. A redução da maioridade penal não é solução para a violência que grassa no Brasil e reforça a política de encarceramento num país que já tem a quarta população carcerária do mundo. Investir em educação de qualidade e em políticas públicas para a juventude e para a família é meio eficaz para preservar os adolescentes da delinquência e da violência.
    O Estatuto da Criança e do Adolescente, em vigor há 25 anos, responsabiliza o adolescente, a partir dos 12 anos, por qualquer ato contra a lei, aplicando-lhe as medidas socioeducativas. Não procede, portanto, a alegada impunidade para adolescentes infratores. Onde essas medidas são corretamente aplicadas, o índice de reincidência do adolescente infrator é muito baixo. Ao invés de aprovarem a redução da maioridade penal, os parlamentares deveriam criar mecanismos que responsabilizem os gestores por não aparelharem seu governo para a correta aplicação das medidas socioeducativas. 
      O Projeto de Lei 3722/2012, que altera o Estatuto do Desarmamento, é outra matéria que vai na contramão da segurança e do combate à violência. A arma dá a falsa sensação de segurança e de proteção. Não podemos cair na ilusão de que, facilitando o acesso da população à posse de armas, combateremos a violência. A indústria das armas está a serviço de um vigoroso poder econômico que não pode ser alimentado à custa da vida das pessoas. Dizer não a esse poder econômico é dever ético dos responsáveis pela preservação do Estatuto do Desarmamento.
      Muitas destas e de outras matérias que incidem diretamente na vida do povo têm, entre seus caminhos de solução, uma Reforma Política que atinja as entranhas do sistema político brasileiro. Apartidária, a proposta da Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, da qual a CNBB é signatária, se coloca nessa direção.
     Urge, além disso, resgatar a ética pública que diz respeito “à responsabilização do cidadão, dos grupos ou instituições da sociedade pelo bem comum” (CNBB – Doc. 50, n. 129). Para  tanto, “como pastores, reafirmamos ‘Cristo, medida de nossa conduta moral’ e sentido pleno de nossa vida” (Doc. 50 da CNBB, Anexo – p. 30).
      Que o povo brasileiro, neste Ano da Paz e sob a proteção de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, supere esse momento difícil e persevere no caminho da justiça e da paz.

Aparecida, 21 de abril de 2015.

Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB
Dom José Belisário da Silva, OFM
Arcebispo de São Luís do Maranhão
Vice Presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

 Fonte: www.cnbb.org.br