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ENCONTRO DOS SEMINARISTAS E SUAS FAMÍLIAS


Aconteceu nesse final de semana – 19-20/12/15 – no Centro Diocesano de Livramento de Nossa Senhora, o encontro dos familiares dos seminaristas. Na ocasião, reuniram-se alguns familiares com os seminaristas, o bispo diocesano e alguns padres do conselho de formação. Num clima de intensa alegria, vivenciamos momentos de fraternidade, oração e partilha, criando novos laços de amizade e trocando experiências da vida em família. Um dos momentos marcantes do encontro foi a apresentação das histórias de cada família e a fala dos pais e irmãos dos seminaristas relatando os sentimentos que marcaram o dia da saída de casa para o ingresso no seminário. A emoção expressada nas lágrimas de muitos familiares demonstrava, ao mesmo tempo, a distância e a alegria por doar um filho à Igreja, para servi-la por meio do ministério presbiteral. Além disso, o encontro teve a colaboração de um casal da Pastoral Familiar (Dulce e Léo) que falou sobre “Família: lugar onde nasce as vocações”. Nessa fala, destacou-se o papel da família no processo de discernimento vocacional dos seminaristas, evidenciando o apoio necessário dos pais, irmãos, irmãs e demais familiares na resposta à nossa vocação sacerdotal. Resgatando um costume diocesano de mostrar para os familiares que eles são importantes e fundamentais na formação presbiteral dos seminaristas, o encontro foi também uma oportunidade para se confirmar o valor da família, ajudando na vivência vocacional dentro do seminário não esquecendo das raízes, das origens. Por fim, recordando as palavras de nosso bispo diocesano na homilia da Missa durante o encontro, “quando Deus chama, Ele gera em nós uma mudança, uma transformação”, assim, a vocação sacerdotal deve ser amadurecida com a certeza de nos preparar para colaborar na missão de Jesus, certos de que a distância do convívio com a nossa Família não significa abandono das nossas origens, mas sinal de que ao nos escolher, Deus jamais irá desamparar aqueles que nos possibilitaram o dom da vida e da fé.

Sem. Marcos Bento,

2º Teologia

Missão Pastoral dos Seminaristas em Iramaia, Ba


Entre os dias 05 e 13 de dezembro, na paróquia Santo Antônio de Iramaia, os seminaristas estiveram reunidos em Pastoral de Férias, conhecendo e animando a vida eclesial das comunidades. A pastoral iniciou-se na Comunidade Nossa Senhora das Graças de Olhos D’água do Cruzeiro. Após a abertura, o grupo se dividiu marcando presença em várias comunidades no decorrer da semana. Nos dias finais, todos se reuniram na sede do município de Iramaia, onde foram realizadas visitas missionárias e momentos de oração. A pastoral encerrou-se com a celebração eucarística no salão paroquial às 19h30min reunindo grande número de fiéis. Participaram desse momento os seminaristas de nossa Diocese da Etapa Filosófica e Teológica. Na ocasião, também participou o vocacionado José Adriano, da paróquia Bom Jesus do Taquari, que ingressará no seminário propedêutico no próximo ano. Confira fotos.

Somos felizes quando escolhemos a vida e não a morte

Deus quando cria o ser humano, concede a cada pessoa um projeto. Deus não criou o homem e a mulher para o nada, para viverem ao acaso, mas como diz Calos Trancredi: Deus cria o ser humano para ser feliz!
Portanto, eu sou chamado a ser feliz. E para mim o que é a felicidade?
Para nós cristãos, o caminho para ser feliz é muito diferente daquilo que o mundo considera como felicidade.
Para o mundo, felicidade é bem estar, aparência, prazer, poder...etc.
Para nós a felicidade nasce do amor, do sentir-se amado por Deus e da capacidade de amar aos irmãos, de se doar para que o outro tenha vida em abundância (Jo 10,10). Somos felizes quando descobrimos a nossa vocação, ou seja, para que eu exista.
Somos felizes quando escolhemos a vida e não a morte!

Mariano Coelho

Propedêutico

AULA INAUGURAL DO INSTITUTO DE FILOSOFIA REUNE BISPOS DA PROVÍNCIA

A nossa Província Eclesiástica, sediada em Vitória da Conquista, no último dia 19, viveu um momento singular de sua caminhada, pois, estiveram reunidos no Instituto de Filosofia Nossa Senhora das Vitórias Dom Luís Pepeu, arcebispo metropolitano, Dom Armando Bucciol, nosso bispo, Dom José Ruy, bispo de Jequié e Dom Josafa, bispo de Barreiras e Administrador Apostólico de Bom Jesus da Lapa; na ocasião da Aula Inaugural do Ano Letivo 2015 do referido Instituto, que abriga em si os seminaristas de Conquista, Livramento, Jequié e Lapa.
Dom Luís Pepeu abriu os trabalhos apresentando os componentes da Mesa, que além dos bispos, tinha o Diretor, Pe. Zenilton, e o Reitor do Seminário, Pe. José Edmilson.
Coube a Dom José Ruy, filósofo e especialista em Teologia Moral, conferir a aula sob o tema: “A consciência em busca da Verdade”, tendo por base a Carta Encíclica de São João Paulo II, Fides et Ratio. O bispo, em uma inspiradora locução, afirmou serem “a Fé e a Razão como as duas asas de quem busca a verdade”, e passando pela análise da realidade fez compreender-se  e ao tema, ao qual, depois tomaram parte Dom Armando, e alguns professores do Instituto, no que,  depois de agradecer aos presentes, concluiu sua explanação, o bispo de Jequié.
Encerrou-se os trabalhos com a oração do Angelus, e com a benção dos bispos.

"CHAMADO A TESTEMUNHAR O REINO DE DEUS"


Os Seminaristas de nossa Diocese de Livramento de Nossa Senhora que residem em Vitória da Conquista, na Etapa filosófica da Formação, a saber: Pablo Wilson e Max Sabrino, 3º ano e Élcio Neves, Pablo Barbosa, Gean Santiago e Kleber Chaves, 2º ano;  participaram dos exercícios espirituais promovidos no Seminário Arquidiocesano, sob condução de Dom Tiago, Monge beneditino.
O próprio pregador dirigiu-nos algumas palavras sobre “O Chamado”, tema central das reflexões desse período:

"Chamado a ser apóstolo" (Rm 1,1)

O Apóstolo São Paulo louva Deus ao reconhecer a grande graça que lhe fez, chamando-o ao serviço do Evangelho na qualidade de apóstolo. O apostolado traz consigo a certeza de que ao ser chamado por Deus, ao mesmo tempo se é capacitado. O apóstolo é alguém enviado com a consciência de que está revestido de autoridade para a missão. Ele não se candidata a nenhum trabalho, simplesmente é escolhido e capacitado para aquilo que Deus espera dele.
Dias de muita Oração, trabalho e Reflexão da palavra de Deus no seminário de Vitória da Conquista.
Obrigado a todos os semináristas, Reitor Pe. Edmilson José dos Santos e Vice Reitor Pe. Nilson Laurentino pelo acolhimento.

                Dom Tiago
Monge do Mosteiro de São Bento
de São Salvador da Bahia



1º Encontro dos Jovens Estudantes da Diocese de Livramento em Vitória da Conquista

A nossa Igreja particular, no ano de abertura do Jubileu de Ouro e dos 10 anos de Pastoreio de Dom Armando, realizou o “1º Encontro de Jovens Estudantes da Diocese de Livramento em Vitória da Conquista”. O intuito era reunir os jovens de nossas cidades que vão para Conquista em busca de formação acadêmica em um mesmo lugar para saber como eles vivem a “fé na experiência do estudo e nas relações interpessoais” neste novo contexto em que se inseriram. O Pe. Gilberto Santa Anjos, formador diocesano, com os seminaristas do período filosófico, organizaram este momento com o apoio de nosso bispo, que, não podendo estar pessoalmente gravou uma vídeo-mensagem em que motiva, anima e incita os jovens a não esquecerem os valores essências da Fé crista. De igual modo marcou presença virtual o Pe. Marcelo Pires, referencial do Setor Juventude. O Encontro foi realizado na Igreja Nossa Senhora das Graças, bairro Recreio, espaço cedido fraternalmente pelo Pe. Gerson Bitencourt, pároco local.



A cobertura completa deste encontro, que é um marco de avanço na caminhada pastoral diocesana, estará disponível em nossa nova página: “JOVENS CONECTADOS”, que será inaugurada em breve.

Retiro dos Seminaristas da Filosofia


Entre os dias 1º e 04 de março de 2014, no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora das Vitórias, Vitória da Conquista – BA, realizou-se um Retiro com os seminaristas, inclusive os nove de nossa Diocese que se encontram na etapa filosófica. Este momento de grande importância na vida de todo cristão, o tempo de retirar-se para escutar com profundidade e total atenção a Voz do Senhor, no seminário, foi conduzido pelas irmãs Joice (que é indiana), Danila e a Postulante Mariana, da Congregação das Irmãs Franciscanas de Todos os Santos, recém-chegadas a Arquidiocese. A proposta das irmãs foi de uma “Caminhada com José do Egito” a partir da narrativa bíblica deste personagem, contida entre os capítulos 37-50 do Gênesis.  Foi uma experiência marcante na caminha vocacional de nossos seminaristas, conforme relatos abaixo:

- “Em nossas fraquezas humanas somos convidados a reavivar nossas forças não em nós mesmos, mas na Graça divina.” Júlio César (3º ano Filosofia)

- “Momentos intensos de aprofundamento e encontro com a Palavra de Deus.” Max Vieira (2º ano Filosofia)

- “ ‘Nunca perca de vista o ponto de  partida' (Santa Clara). Momentos fortes de reflexão sobre a espiritualidade e a vocação: ‘Nunca permitir que a letra apague o espírito’.” Élcio Neves (1º ano Filosofia)

Seminaristas de nossa Diocese em estudo da CF 2014

Os seminaristas da etapa filosófica de nossa Diocese, que vivem e estudam no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora das Vitórias, Vitória da Conquista-Ba, participaram no último dia 08 de fevereiro de um estudo sobre a CF 2014: Fraternidade e Tráfico Humano, com lema: É para Liberdade que Cristo nos libertou (cf. Gl 5,1). O Encontro contou com a explanação da Srª Jaqueline Leite, bacharel em Relações internacionais e especializada em Sociologia, que a mais de vinte anos trabalha com mulheres vítimas do Tráfico. Jaqueline morou por dez anos na Europa (Suíça e Áustria) onde desenvolveu junto a ONG’s um belo, árduo e, até mesmo, perigoso trabalho na luta contra o Tráfico de Pessoas. Contudo, segundo o próprio relato: “percebi que era necessário realizar um trabalho no Brasil, de onde saíam grande parte dessas vítimas”. Mudou-se então pra Salvador, onde, com a CHAME (Centro Humanitário de Apoio à Mulher) pode desenvolver este serviço em prol do resgate da Dignidade das pessoas. Jaqueline trabalhou, inclusive, como assessora da escritora Glória Perez, e com atores de uma novela, veiculada em rede nacional, com a temática voltada para a exploração de mulheres, para fins sexuais. Exploração esta que, segundo a socióloga, não deve ser tratado como única forma de Tráfico: “O Brasil só percebe o tráfico na questão da prostituição. Isso é muito grave, pois as outras formas ficam ‘invisíveis’, sem cuidado”. Na conclusão de sua fala a palestrante parabenizou as dioceses baianas pelas “intensas mobilizações em prol da CF, que é a maior iniciativa contra o Tráfico Humano já visto”. A tarde, as ‘Irmãs Franciscanas de todos os Santos’, conduziram o “julgar” do Tema central, a parir de uma iluminação bíblico-teológica, onde citou exemplos desde o Antigo ao Novo Testamento que explicitação a questão dizendo que: “O mal se apresenta como bem, desde a serpente que apresentou o fruto proibido como algo bom, passando pelo beijo que Judas usou para trair Jesus, até o Tráfico nos nossos dias, que se apresenta como algo bom, mas é mal, é engano”. O Encontro foi encerrado com agradecimento do Coordenador Diocesano de Pastoral, Diácono Luciano e benção do pároco local. Confira algumas fotos.

Experiência Missionária na Amazônia

No período que compreende as férias, tive a oportunidade de participar da II Experiência Missionária da Arquidiocese de Porto Velho que reuniu cerca de 90 missionárias, na sua grande maioria jovens seminaristas cheios do animo missionário que deve conduzir todo o processo formativo. 
Um mês de intensas atividades, onde cada momento foi vivenciado de maneira única e repleto da graça de Deus que conduz o seu povo, seja nos grandes centros ou nos lugares mais afastados.  Animados e motivados pelo tema “Disse Jesus: Hoje eu devo ficar em tua casa” (Lc 19,5) que tem por objetivo promover a cultura do encontro e um serviço de evangelização nas comunidades.
A Experiência Missionária dividiu-se em três momentos, em primeiro momento foi nos oferecido um momento de formação acerca da realidade da missão em solo amazônico, além de contemplar alguns pontos da teologia da missão presente nos documentos da Igreja. Depois,  por cerca de vinte ocorreu o período da missão propriamente dito, na escuta atenta e na visita ás famílias, celebrações, formações e eventos juntos da comunidade cristã.  Por fim, nos reunimos novamente para avaliar e partilhar as experiências vividas.
Metodologicamente bem estruturada, este período de missão visa o crescimento dos que participam no processo formativo, seja no âmbito Pastoral-Missionário, Comunitário, Humano afetivo, Espiritual e intelectual.  Agradeço a Diocese de Livramento de Nossa Senhora e ao nosso bispo Dom Armando pela confiança e envio para este período de missão.

Volto renovado e cheio de esperança de que as sementes do verbo e que a ação do Espírito Santo hão de frutificar em todos os lugares, não pelo nosso humilde trabalho evangelizador, mas pela graça do Senhor que é abundante.  Imbuído deste espírito e alimentado por esta espiritualidade missionária pretendo continuar firme no chamado e no envio que Cristo nos faz.

Sem. Alisson Caires
3º Filosofia

IGREJA: COMUNIDADE DE COMUNIDADES

Devemos "Ser Discípulo e Missionário de Jesus Cristo, para que nele nossos povos tenham vida". Este pensamento nos leva a uma "conversão pastoral", abandonando um caminho e escolhendo outro, quando somos impulsionados a "ultrapassar uma pastoral de mera conservação ou manutenção para assumir uma pastoral decididamente missionária" (DGAE, n. 26).  Nossas paróquias precisam se renovar. É o chamado constante do Papa Francisco para irmos às periferias existenciais do mundo, a começar por nossa paróquia, que é o quintal de nossa casa, para proclamar Jesus Cristo como Senhor.
Jesus, em sua pregação, nos chama de amigos, de irmãos e irmãs, havendo igualdade entre homem e mulher, partilha dos bens, superando toda a mentalidade de superioridade de um em função de outro, sendo que na Igreja todo poder é exercido como serviço, como nos apresenta 1Cor 12,4 “ há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo”, podemos citar os serviços e pastorais presentes em nossa Igreja, “catequista, MECEs, leitores, cantores, tocadores e todo o Povo de Deus que não medem esforços para ajudar na construção do Reino. já pensou se todos resolvessem fazer a mesma coisa? Por isso, a colaboração de cada um é essencial, para que juntos, possamos unir as forças no labor da messe, é dever do cristão colocar os seus dons a serviço da Igreja e do próximo, pois Deus não nos deu nenhum talento para guardarmos somente para nós, é um presente que deve ser partilhado, é na partilha que os dons se frutificam. Nossas comunidades são convidadas a testemunhar a misericórdia de Deus, pregação que nos fascina no testemunho do Santo Padre Francisco, quando a Igreja é chamada a testemunhar o perdão e a reconciliação, deixando que o amor prevaleça, porque quem não ama não conhece Deus, porque Deus é amor. A oração comunitária, dos reconciliados, é a oração eclesial de quem serve com alegria. Nossas Paróquias devem passar por uma mudança de mentalidade, empregando quatro fontes primordiais em todo trabalho pastoral e evangelizador: 1) hospitalidade (saber acolher a todos); 2) partilha (não é dar esmola ou o que nos sobra, é saber quando o irmão precisa de nossa ajuda, é saber que a maior causa de fome não é a falta do pão e sim a falta da Palavra); 3) comunhão de mesa (é participar do sacrifício eucarístico principalmente aos domingos, dia do Senhor, é valorizar a mesa da Palavra e a mesa da Eucaristia); e 4) acolhida dos Excluídos (ir ao encontro daqueles que vivem às margens da sociedade, trazendo para o meio de todos, não como pobres e miseráveis, mas como filhos de Deus). Estas quatro metas sustentam a vida comunitária, a exemplo de Jesus, o Bom Pastor, que nos ensina a recuperar a dimensão "caseira da fé", a dimensão da família que testemunha a sua fé primeiramente em casa, a educação de berço, o respeito pelos mais velhos, a educação dos bons costumes, tão necessária nos dias atuais. Por isso, somos chamados a valorizar a dimensão da missa dominical, valorizando também a Celebração da Palavra onde Jesus se faz presente na Palavra e na Eucaristia. O cuidado com os doentes e o anúncio do Reino de Deus para todos e não somente para os santos, como Ele mesmo nos disse “os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes, eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento” (Mc 2,17). Ele não se fecha dentro da sua própria cultura, mas sabe reconhecer as coisas boas que existem em todas as pessoas. Jesus mesmo foi um peregrino. Ele "começou a andar por todos os povoados da Galileia anunciando o Reino ao povo de Deus" (Mc 1,14-15). Isso é o que nós devemos fazer hoje, sem medo de ir ao encontro daqueles que estão afastados de nossas estruturas paroquiais. Acolher e ir. Acolher os que estão retornando e ir ao encontro daqueles que querem ser aquecidos, mas não conseguem saber onde.
Sem vida em comunidade, não seremos capazes de cultivar uma cultura de paz, onde o amor ao próximo seja frequente e um bem sublime, pois vivemos diante de tantas comunidades virtuais, que nos afastam do convívio humano e fraterno, tornando a vida cada vez mais artificial e o contato pessoal cada vez mais distante (a exemplo dos aparelhos celulares e computadores), a nossa vida está perdendo o seu valor primordial, devido à cultura moderna, precisamos viver alicerçados na Palavra de Deus, celebrando e vivendo os sacramentos, sendo solidários com os mais pobres a exemplo de Nossa Mãe Maria Santíssima em que suplicamos: Humilde serva, vem nos ensinar, por onde ir e como caminhar, servindo a Deus e também ao nosso irmão, como resposta à nossa vocação.

Como afirma o Documento de Aparecida, as paróquias são “células vivas da Igreja e lugar privilegiado no qual a maioria dos fiéis tem uma experiência concreta de Cristo e a comunhão eclesial”, “Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles".
Sem. Élcio Bonfim
Propedêutico

A Partir de Jesus Cristo

Nas últimas Assembléias Nacionais da CNBB foram aprovadas as novas Diretrizes Gerais, para a Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, pra o período de 2011 a 2015. São nessas diretrizes que as dioceses, paróquias e comunidades, pastorais, movimentos e organismos eclesiais devem encontrar a inspiração para desenvolver seu planejamento e sua ação pastoral. Bem mais que nas diretrizes anteriores, nestas últimas aparece, de forma clara, o que foi decidido no Documento de Aparecida, isto é, que nossa ação pastoral deve passar da manutenção para a criatividade, deve deixar de ser uma pastoral da conservação e tornar-se uma pastoral decididamente missionária.
Para isso, as novas diretrizes sugerem que o ponto de partida seja a partir de Jesus Cristo. É preciso voltarmos sempre de novo a Jesus de Nazaré, à sua pessoa e prática, para sermos seus discípulos e missionários e, com ele, anunciarmos o Reino de Deus nos dias de hoje. Devemos fazer com que todos os batizados sejam apaixonados por Jesus Cristo, pelo Reino de Deus e pelo anúncio do Evangelho. A Igreja deve estar a serviço da vida plena para todos, em favor das pessoas e grupos necessitados e da própria natureza. Isso exige capacidade para os gritos proféticos diante dos ataques que a vida sofre da parte da lógica do mercado. Deve-se defender a vida que, em todos os seus tempos, se vê ameaçada: no seu início, pelas leis pró-aborto; no seu fim natural, pelas leis pró-eutanásia; no seu percurso, pelas carências de subsistência e segurança, condições de saúde e educação. Torna-se necessário retomar a opção pelos pobres que, como disse o papa Bento XVI em Aparecida, «está implícita na fé cristológica naquele Deus que se fez pobre por nós para nos enriquecer com sua pobreza». Essa opção faz que os batizados se tornem os samaritanos de hoje e vão a socorro dos últimos, dos indefesos, marginalizados e excluídos. A Nossa convivência deve ser pautada a partir da família de Nazaré, Jesus, Maria e José, exemplo de família, de Cristãos, mas hoje nossas famílias já não conseguem transmitir a fé como em outros tempos. Então, a comunidade eclesial deve insistir mais na iniciação cristã. Há muitas pessoas-crianças, jovens e adultos - que recebem os sacramentos da iniciação cristã, mas que não são devidamente evangelizadas a partir do evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo No mundo plural em que vivemos, urge atuar na formação cristã dos batizados, a fim de que sejam verdadeiramente iniciados nos mistérios de Deus, no caminho da santidade, na leitura e na prática da Palavra, no conhecimento das verdades da fé. Irmãos é preciso levar a Bíblia para as mãos do povo, nos grupos bíblicos em família, nas comunidades, nos encontros de catequese, nas pastorais e movimentos, em todo espaço e tempo, fazendo com que todos sejam evangelizados a partir de Jesus Cristo, pastor do rebanho que nos conduz pelas estradas da vida.

Não há como planejar a ação pastoral, sem antes pararmos e nos colocarmos diante de Jesus Cristo, pois toda ação eclesial se volta para ele e para o Reino do Pai. Nosso olhar, nosso ser e agir cristão precisam ser reflexos do seguimento de Jesus. É ele quem nos chamou e vinculou ao Reino de Deus, por ele instaurado e comunicado. Através de nós, Jesus Cristo precisa ir a outros locais para anunciar e estabelecer o reino, a graça, a justiça e a reconciliação entre todos. Ele se preocupa com as ovelhas que não fazem parte do rebanho. Entretanto, seu desejo de salvação não é simplesmente aguardar os que o buscam. É contínuo convite aos discípulos missionários e, por meio deles, a toda a humanidade para segui-lo. A missão, antes de ser um dever, é um dom. À semelhança de Jesus, é sair de si, é ir ao encontro dos outros, sem esperar nada em troca. É gratuidade, pois a vida só se ganha na entrega, na doação, superando toda atitude mercantilista. Consequentemente, a missão não tem destinatários, mas interlocutores. Só é autêntica em uma relação de alteridade, na acolhida das diferenças, no respeito mútuo, no encontro, no diálogo, na partilha, no intercâmbio de vida e na solidariedade. O seguimento de Jesus e a missão só se dão no seio de uma comunidade de fé, na Igreja, novo Povo de Deus. Ali, o discípulo missionário é continuamente conclamado a reunir-se na fraternidade, a acolher a Palavra, a celebrar os sacramentos e sair em missão. No mistério do Deus-comunhão, o discípulo missionário é sempre um irmão entre irmãos. Não há verdadeiro cristão sem Igreja, pois é a Igreja que é missionária e quem envia missionários. Enfim queridos irmãos e irmãs, é preciso considerar que só nos tornaremos verdadeiros discípulos e missionários se anunciarmos a mensagem cristã não em primeiro lugar aos outros, mas a nós mesmos, cumprindo as exigências de Jesus e fazendo dele nosso ponto de partida.    
                  Sem. Gean de Jesus Santiago 
Propedêutico 

Por que não somos Missionários?

Esta frase pode soar estranha aos nossos ouvidos, uma interrogação que se compreende como uma assertiva. Pode parecer contraditória, principalmente neste mês que tanto ouvimos falar nas missões, rezamos, estudamos, discutimos e nos empolgamos, no entanto, salvo engano, muitas vezes permanecemos por ai.
Os nossos grupos, movimentos, comunidades e pastorais nos oferecem tudo o que precisamos, gera-se uma zona de conforto, temos dificuldade de ir ao encontro do outro, missão antes de qualquer coisa é relacionamento, é diálogo, pecamos neste sentido.  Afinal, não é fácil estarmos presentes nos eventos organizados por nossos irmãos, são cansativos, tediosos, eles possuem um jeito “estranho” de celebrar a fé, mal pensamos em missão em nossas próprias comunidades e pastorais, nosso coração já anseia pela “ad gentes”, no entanto, é só um anseio.
Neste sentido, precisamos de uma paroquia missionária, de uma Igreja em estado permanente de Missão.  Aqui nos referimos a uma atividade que seja frequente, diária, dias de missão nas comunidades são mais que válidos, são necessários! No entanto, precisamos ir sempre além.  Devemos estar atentos aos exemplos de Pedro e Paulo, que não mediram esforços para a missão, apesar da diferença nítida entre os dois, o “ardor missionário” os unia.
Precisamos estar em estado permanente de missão, o que pede de nós, compromisso e dedicação, amor ao próximo, disponibilidade para servir. Missão se faz no dia-a-dia, na família, na escola, no trabalho, não somos missionários, pois não visitamos nossos irmãos que sofrem! Doentes e idosos quase sempre recebem a visita das mesmas pessoas, mas só visitamos aqueles que são da comunidade, não visitamos os mais pobres, aqueles que se mudaram há pouco tempo, é preciso deixar nossas estruturas para ir ao encontro daqueles que mais necessitam.

Que este mês missionário nos motive, nos anime e nos de forças para vivermos plenamente o chamado que Cristo nos faz, que o exemplo e proteção da bem aventurada sempre Virgem Maria, faça de nossas paróquias uma verdadeira escola missionária, uma paróquia que se encontre em estado permanente de Missão, que seja de fato “ Comunidade de Comunidades”.  

Sem. Alisson Caires
2º Filosofia

SENHOR, ENSINA-NOS A REZAR? (Lc 11,1)

A oração é o combustível da fé que ajuda a alimentar nossa relação de intimidade com o Senhor, desde os primeiros passos de Jesus, ela O acompanhou em sua missão, também não foi diferente com os primeiros cristãos e desde as primeiras comunidades cristãs até nossos dias ela continua revigorando nossa crença no Salvador da humanidade. Quando rezamos, dialogamos com Deus como que em uma partilha entre grandes amigos, cujo valor da conversa não se traduz pela beleza das palavras, mas pela profundidade delas e a inexaurível confiança n’Aquele a quem recorremos como bom companheiro que podemos contar com sua amizade em qualquer hora, pois no seu coração sempre  há espaço para nos acolher. A oração é também a chave do perdão que abre para nós as portas da misericórdia e do amor divino, por isso, como seguidores de Jesus devemos viver em constante oração, não rezando somente através de palavras, mas com atitudes concretas de serviço aos irmãos na perspectiva de evidenciar que o serviço aos outros também expressa nossa relação com o próprio Deus. Nesse sentido, devemos tomar consciência da nossa vocação cristã e nos esforçar para fazer da oração a marca da nossa fé “n’Aquele que tem palavras de vida eterna” (Jo 6, 68). Entretanto, influenciados pela correria quotidiana, nem sempre buscamos regar nossa fé com a oração, às vezes até chegamos a pensar que é possível viver sem ela. Com efeito, esta seria uma grande tragédia para nossa espiritualidade uma vez que, se não houvesse a necessidade de dialogar com Deus, para que serviria a dimensão espiritual de nossa existência? Portanto, caro leitor e amigo do blog da Diocese de Livramento de Nossa Senhora é preciso “reavivar o dom de Deus que está em você” (II Tm 1,6), experimentando o amor de Deus e a sua ternura, para que, mediante a oração, realizada por meio da Palavra de Deus, da Eucaristia, das devoções pessoais e das atitudes cristãs nas experiências de vida, Deus possa falar através do seu testemunho de fé para outras pessoas e elas sejam transformadas pela força da oração. Assim, que a nossa vida seja, propriamente, uma oração, fazendo-nos colocar à disposição do Senhor para deixar que Ele realize em nós seus projetos conforme sua vontade. Além disso, referindo-se à oração, não podemos nos esquecer de que além das missões, o mês de Outubro é também dedicado ao Rosário de Nossa Senhora, por isso, busquemos nesta oração tão simples e conhecida, a intercessão da Mãe de Nosso Senhor para vivermos fielmente nossa vida cristã, sendo sinal de Deus num mundo marcado pela violência, pelas guerras, pela falta de fé, pelo egoísmo e por tantos outros sinais de morte. Por fim, procurar manter-se em sintonia com Cristo pela oração para que Ele oriente nossa vida, nos conduzindo pelas trilhas da fé, elas facilitam nosso encontro com Deus.
Marcos Bento

2° Filosofia

Comunidade de amor

Para melhor entendermos o sentido de comunidade, vamos refletir a respeito de três características indispensáveis em nós, para sermos verdadeiramente pessoas de comunhão: a disponibilidade, o serviço e o amor.
Disponibilidade: nosso sim, como o de Maria Santíssima, deve ser incondicional e sincero, devemos nos colocar a inteira disposição, para que o Espirito de Deus suscite em nós esta resposta de amor ao seu chamado, este sim a nossa vocação, deve ser desinteressado e autentico, devemos viver radicalmente nosso batismo indo àqueles que verdadeiramente necessitam de nossa ajuda.
Serviço: “o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida como resgate por muitos” (Mt 20, 28). Neste sentido, devemos estar a serviço dos nossos irmãos, fazendo como nosso Senhor fez. Devemos ser comunidade de oração e serviço como nos ensina São Bento em sua regra, “ora et labora”, Dois pontos cruciais para a caminhada da comunidade. Como nos ensina também Santa Paulina, “nunca, jamais desanimeis, embora venham ventos contrários...” nunca devemos esmorecer diante das dificuldades encontradas, pelo contrario, devemos buscar forças na fonte  da vida, Jesus Cristo.
E por ultimo, mas não menos importante, amor: como diz o poeta, “o amor é o calor que aquece a alma...” devemos deixar que a frieza dos nossos corações se inunde com o calor desse amor que emana do Sagrado coração de Jesus, para que nós, aquecidos com este amor, possamos aconchegar os corações dos nossos irmãos e irmãs.

Como nos diz o Evangelho, devemos ser como crianças, Deus não quer discípulos como que “moribundos”, tristes, abatidos, ele nos quer com o vigor e o entusiasmo de uma criança, para que assim, possamos irradiar alegria onde quer que passamos e transformemos a comunidade em uma comunidade disposta a servir e amar.

Sem. Pablo Prado
- Propedêutico - 

A PALAVRA DE DEUS NA VIDA DA IGREJA

Setembro é o mês da bíblia! Certamente já ouvimos essa afirmação muitas vezes desde o início desse mês nas celebrações, encontros ou reuniões da comunidade. De fato, em nosso país o mês de setembro torna-se uma oportunidade salutar para redespertar nos fiéis e nas comunidades a importância da Palavra de Deus para a vida e a para a missão da Igreja.
Porém, é necessário que desejemos dar passos mais audaciosos. Não podemos mais ficar com o mês da palavra, precisamos fazer da palavra presença viva e constante na dinâmica pastoral das nossas paróquias e comunidades.
Vemos despontar na caminhada pastoral da Igreja um convite a uma maior atenção à Palavra de Deus na vida eclesial. A Igreja vem afirmando nos últimos anos a necessidade de redescobrir a força que a Palavra de Deus tem e fazer dela fonte de animação da vida missionária das comunidades. As diretrizes gerais da ação evangelizadora da Igreja no Brasil (documento 94 da CNBB), por exemplo, nos apresentam que tornar a Igreja lugar de animação bíblica da vida e da pastoral é uma urgência para a Igreja no Brasil.
Por isso, em nossa caminhada eclesial, faz-se necessário buscar meios que possibilitem uma presença constante e verdadeira da Palavra de Deus na vida da comunidade, em suas diversas dimensões, fazendo com que a experiência comunitária e paroquial se aproxime, cada vez mais, das propostas anunciadas pela Igreja em seus vários documentos.
Porém, compreendemos que antes de criar novos espaços, é preciso dar vigor àqueles que já possuímos pois, muitas vezes,  a leitura e reflexão da palavra de Deus, nas comunidades, tornam-se mero ritual, e quase nada, ou muito pouco, produzem.
Nesse sentido, podemos levantar algumas perguntas a fim de nos despertar para a realidade da animação bíblica de nossa pastoral: que espaço ocupa a palavra de Deus nas nossas liturgias? Que espaço tem a Bíblia em nossas catequeses e reuniões? Que iniciativas promovemos para o estudo e oração das Sagradas Escrituras, seja pessoalmente, seja na comunidade?
Que nesse mês de setembro, possamos redespertar em nós e em nossas comunidades o encanto pela Palavra de Deus. Ela, verdadeiramente, nos revela a face misericordiosa de Deus que vem ao nosso encontro e nos ensina o caminho de vida e de salvação. Possamos, todos nós, dizer sinceramente que a palavra de Deus é “festa e alegria para o meu coração” (Jr 15, 16), como fez o profeta Jeremias.

E vivendo esse clima bíblico do mês de setembro, trabalhemos para que ele se estenda com largueza em nossas comunidades a fim de fazermos cotidianamente a experiência de uma animação bíblica da vida pastoral.
Jandir Silva
1° ano teologia

Chamados para Servir e Amar

Todos nós fazemos a experiência do chamado, desde a nossa infância até a nossa velhice. O chamado é algo constante na vida de qualquer individuo.  O que não podemos ignorar e, que muitas vezes não é tão notável, é o fato de primeiramente sermos chamados por Deus.  Somos chamados ao dom da vida, não para uma existência vazia e sem sentido, mas para uma vida feliz, uma vida iluminada por seu amor. Ele chama pelo nome, pois, desde sempre nos conhece, o que demostra o quanto somos amados por nosso criador.
Todo chamado é direcionado á alguém, não se chama ao acaso, ao realizar um chamado, temos sempre em mente o objetivo, o motivo pelo qual realizamos o chamado. Com deus, autor da Vida, não é diferente, ele nos chama para servir e amar.
Ao contrário, do que muitos pensam o chamado de Deus é abrangente e único ao mesmo tempo, não há uma só pessoa na face da terra que não seja chamada por Deus. O chamado pressupõe uma resposta, que tanto pode ser positiva quanto negativa, pois, antes de tudo, somos livres. Liberdade que nos é dada por Deus, para que possamos trilhar nosso caminho, porém, ele nunca se cansa de chamar.
Percebemos que este chamado não é estático, mas perdura durante toda a nossa vida, caracteriza-se como chamamento, ou seja, um contínuo desejo de Deus de nós ter ao seu lado. Talvez esteja se perguntando, se Deus me chama a todo momento, porque é tão difícil ouvir seu chamado?
Acontece que estamos preocupados com tantas outras coisas, com aparências, rodeados de tanto barulho, que não conseguimos ouvir a Deus. São tantos chamados que nos confundem e não sabemos qual caminho escolher, uma atitude é imprescindível a quem deseja escutar o chamado: Escutar. Não estamos falando do simples ouvir, mas de escutar com o coração, no silêncio profundo, com este proposito. 
O Deus que chama, alimenta este chamado, por mais que nos pareça difícil escutar e seguir sua voz, responder sim ao seu chamado, não devemos nos esquecer  que Ele sempre estará ao nosso lado, alimentando esta chama, impulsionando e nos iluminando.

Deus nos chama a amar e servir, todas as vocações no fundo remetem a esta vocação, ao serviço do próximo, à Santidade. Que a Virgem Maria, vocacionado do pai, nos ensine a dizer Sim, ao projeto de amor do nosso Deus. 

Sem. Alisson Caires

Oração oficial da Igreja: conhecer e praticar

Em sua existência, o ser humano é chamado a estabelecer relação com um ser superior que lhe dá sentido à vida. A essa relação chamamos espiritualidade. Nós Cristãos temos como grande referencial de vida espiritual, o Cristo, “Caminho, Verdade e Vida,” (Jo 14, 6). Ao contemplarmos a figura de Jesus, o Verbo divino que assume a condição humana, percebemos que ele não rompe os laços de comunhão com o Criador e o Espírito, mas é guiado por esse mesmo Espírito fortificador ao deserto, onde, sobretudo, através da Oração, vence as tentações.
A Oração, portanto é o grande diálogo que Cristo convida, por seu exemplo, a estabelecermos com Deus, a quem Ele nos agraciou em chamarmos de Pai, através Dele mesmo, nosso Salvador, por meio do Espírito, que nos enche de vida. A Santa Igreja, fundada na rocha firme dos Apóstolos, num processo de constante discernimento, amadurecimento e assunção, iluminada pelo Santificador, desenvolveu uma grande Oração, uma grande “prosa” ritual que podemos estabelecer com nosso Deus e a Ele, elevarmos os nossos Louvores e Súplicas, consagrando-lhe assim o dia, a vida.
O fato de “O Divino Mestre apresentar-nos a oração como sendo a alma do seu ministério messiânico e do termo pascal da sua vida”¹ nos “inculca a necessidade da oração, humilde, vigilante, perseverante”². A Igreja atenta a essa centralidade da vida de oração convida todo o seu povo a estabelecer comunhão, inclusive, através da  Liturgia das Horas.
O, também chamado, Ofício Divino, tem como núcleo a Salmodia, que compreende a recitação dos Salmos. Estes, num primeiro momento, são o grande hinário do povo Hebreu, e método catequético voltado aos jovens da época, que perpassam toda a história no Antigo Testamento em vista da grande Libertação do Povo, a vinda do Messias; Todavia, os salmos não são restritos ao livro que carrega esse nome, mas existem outros deles em várias partes da Escritura Sagrada, no breviário intitulados Cânticos. (ex. Dn 3, 57-88,56; Tb 13, 2-8). Tratando-se de escrita inspirada por Deus, auxiliados pelo Magistério da Igreja, podemos, seguramente, nos alimentar dessa fonte na oração.
            Ajunto aos Salmos estão outros importantes elementos que compõem o corpo do Ofício: Hino, que nos introduz no mistério celebrado; Leitura breve, que torna mais fervorosa e frutífera a oração; Responsório, que eleva nosso propósito de abertura à Palavra anunciada; Preces, como momento de elevarmos nosso louvor (Laudes) pela aurora e sua possibilidade de continuar a vida, e Súplicas (Vésperas) de entrega a Deus dos trabalhos realizados e acompanhamento nas trevas da noite; Cântico Evangélico, como grande louvor a Deus pela graça da Redenção.
Ocorre que, infelizmente, criou-se uma ideia errônea de que a Oração Oficial da Igreja está reservada unicamente aos Clérigos e Religiosos (as), mas a verdade é que ela está aberta a todo o Corpo de Cristo, formado pela comunidade dos batizados³.
Portanto, possamos buscar na e da nossa Igreja o necessário para exercermos esse nosso ministério comum de orar sem cessar (1Ts, 5,17) em todo tempo, no Espírito (Ef 6, 18), erguendo em todo lugar mãos santas (1tm, 2,8)4.
Kleber Chaves
- Propedêutico - 

Fontes:
1. Instrução Geral da Liturgia das Horas, n. 4, quarto parágrafo;
2. IGLH, n. 5, primeiro parágrafo;
3. IGLH, n. 7, segundo parágrafo, adaptado;
4. Relatos de um Peregrino Russo, coleção “a Oração dos Pobres”, edições paulinas, 1985. 

Propedêutico, uma experiência de amor.

“Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi” (Jo 15, 16).

Descobrindo o chamado de Jesus, nosso desafio é aceitar o seu convite e ajudar outras pessoas a verem esta verdade estampada em nós, visto que o mundo se mostra competitivo e de várias formas tenta desviar os jovens do caminho da fé. Assim, fica para os jovens a questão: Se Deus te escolheu e te chama, porque não dizer sim?
Depois de muitos esforços e trabalhos de nosso bispo Dom Armando Bucciol, juntamente com o Conselho de Formação, foi reaberto o Seminário Propedêutico (que antes estava instalado na cidade de Caetité), em nossa diocese com o nome do nosso saudoso Dom Hélio: Casa de Formação Dom Hélio Paschoal, na Paróquia de Nossa Senhora da Saúde em Abaíra, aos cuidados do Pe. Gonçalo Aranha dos Santos, também administrador paroquial. Neste ano residem quatro seminaristas: Pablo Prado, Gean Santiago, Kleber Chaves e Élcio Bonfim, que desde o dia 04 de fevereiro estão nesta caminhada, amadurecendo a vocação.
O Seminário Propedêutico é o momento em que o vocacionado é iniciado na vivência das quatro áreas básicas da vida comunitária (Oração, Convivência Fraterna, Estudo e Serviço Pastoral). A oração, que é a força para a perseverança nos caminhos da fé, e que se dá no relacionamento que vem do falar com Deus, adorá-lo, louvá-lo, glorifica-lo, bendizê-lo e exaltá-lo. Ao mesmo tempo, consiste em ouvir a Deus, com o silêncio do coração. É com este espírito orante que somos convidados a viver no seminário, com a Leitura da Sagrada Escritura (Lectio Divina) em dois momentos do dia, e também a oração da Liturgia das Horas: Laudes, pela manhã (às 7:00 h), a Hora Média (às 12:00 h), as Vésperas (às 18:45) e finalizando as atividades do dia, as Completas (às 21:30 h), em profunda sintonia com o que diz a Introdução da Liturgia das Horas “a oração pública e comunitária do povo de Deus é com razão considerada uma das principais funções da Igreja”. E o livro dos Atos dos Apóstolos ainda diz: “Eles mostravam-se assíduos aos ensinamentos dos apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações” (At 2, 42). Ainda nesta dinâmica, na primeira quinta-feira do mês é o dia de espiritualidade, onde cada um é convidado a viver momentos de oração pessoal e reflexão interior. É nesse espírito fraterno que convivemos como irmãos/ seminaristas, colocando em prática as virtudes teologais: FÉ, ESPREANÇA E CARIDADE, alimentando a nossa vida espiritual para nos guiar rumo a Deus e desenvolvermos laços de amor ao próximo, formando a grande família de Deus.
Assim, a vocação é uma experiência de amor, “aquele que não ama não conheceu a Deus, porque Deus é amor” (1Jo 4,8). A cada dia buscando conhecer a Deus, nos tornamos mais cheios do seu amor, é com esse amor que devemos anunciar Jesus Cristo a todos os povos.
Sem. Élcio Bonfim
Propedêutico


OVM


Surgiu em 2004 por iniciativa de nosso bispo, Dom Armando Bucciol, para que o povo de Deus participasse diretamente do processo vocacional diocesano. Para isso, Padre Ademario, então reitor do seminário, com os seus formandos, visitaram todas as paroquias da diocese, fazendo encontros e palestras para fundar este movimento. Atualmente, quase todas as paroquias possuem o movimento da OVM, contudo ainda se precisa da divulgação para que mais pessoas se solidarizem com esta causa.

Conheça os objetivos do movimento Obras das Vocações e Ministérios:

1ª – Motivar as vocações dentro das comunidades eclesiais, criando um espírito vocacional de modo que atraiam as pessoas para assumirem concretamente a sua vocação, seja ela laical, religiosa ou presbiteral. Isso deve ser desenvolvido direcionando um olhar especial para o jovem, que inquieto quer descobrir o sentido de sua vida. Sendo nossa Igreja responsável por revelar a vontade de Deus para conosco, devemos abrir o coração para esta proposta.
2ª – Rezar pelas vocações. “ Enviai Senhor operários para a vossa messe pois, a messe é grande e os operários são poucos.” (Lc. 10,2), esta é uma prece incessante da Igreja. Mas o que temos feito? Rezamos para que em nosso meio haja um despertar para o serviço específico da Igreja? Rezamos pela perseverança daqueles que já assumiram a vocação?
A oração, o dialogo com Deus, os fortalece na caminhada. É importante que todos, em especial os membros da OVM, contribuam com a oração
3ª – Colaborar financeiramente com a formação dos vocacionados. É responsabilidade nossa, enquanto Igreja, assumi-la, afinal estes estão se preparando para estar a serviço de Deus e do povo. A OVM pede a colaboração mensal de R$ 2,00 para ajudar no processo vocacional diocesano. A sua ajuda dada de coração somada as dos tantos outros se torna muito significativa diante das necessidades. 
v  Ao realizar estes objetivos, você esta contribuindo para que o Evangelho continue a ser anunciado com a vida dos jovens que se dispõe ao serviço de Deus e da Igreja.
A seguir veja os nomes dos seminaristas de nossa diocese aos quais vocês podem ajudar:

Weverson Santos
3º ano de Teologia
Antônio Carlos Bonfim
2º ano de Teologia
Jandir Silva
1º ano de Teologia
Adriano Pereira
3º ano de Filosofia
Júlio César Cambuy
2º ano de Filosofia
Marcos Bento
Alisson Caires
Max Sabrino Vieira
1º ano de Filosofia
Pablo Wilson Dourado
Geislânio Luz
Elcio Neves
Propedêutico
Pablo Prado
Gean Santiago
Kleber Chaves


A todos os membros da OVM, um eterno e sincero agradecimento pelas contribuições espirituais e materiais. Pedimos que sejam perseverantes e sejam multiplicadores desta corrente da partilha e do bem. 

Sem. Geislânio Luz
1º Filosofia 

A Páscoa da nossa salvação



A Ressurreição de Cristo é, por excelência, o penhor da nossa salvação. Jesus carregou sobre si todos os nossos pecados, “humilhando-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fl 2, 8), provou que a vida tem primazia e seu poder sobre a morte é invencível. Apesar de ter descido à mansão dos mortos, trouxe-nos a vida plena, pois “Ele não está aqui (no sepulcro). Ressuscitou!” (Lc 24, 6). Assim, somos convidados pela espiritualidade do Tempo Pascal a mergulhar na profundidade do mistério da passagem de Cristo da morte para a vida, contemplando com alegria a sua vitória, que é também o nosso triunfo. Olhando para o Ressuscitado, alegremo-nos com aqueles que foram ao sepulcro procurar Jesus, mas surpreenderam-se quando depararam com a pedra removida. Exultemos com a Igreja que na noite da Vigília Pascal aclamou com júbilo: Ó noite em que Jesus rompeu o inferno, ao ressurgir da morte vencedor: de que nos valeria ter nascido, se não nos resgatasse em seu amor? Por esse motivo, rompeu-se o silêncio para que o aleluia despontasse como o mais excelso louvor da humanidade Àquele que presenteou-nos com a vida eterna. Da escuridão e da frieza do túmulo eclodiu a esperança da plenitude de nossa existência, fazendo-nos experimentar os frutos da ressurreição do Senhor. Com efeito, encontramos muitos desafios para experienciar a libertação do pecado e a graça da vida nova. Trata-se daqueles sinais de morte presentes no cotidiano de nossa realidade: drogas, violência etc. e mortes, não somente no sentido biológico, mas espiritual. Deparamos com uma realidade líquida, na qual algumas pessoas demonstram pouco interesse pelos assuntos a respeito de Deus e da vida eterna. Às vezes, rejeitamos até as quedas, as feridas e a própria cruz de cada dia, presumindo que a nossa vida consista apenas nos prazeres momentâneos, sem dificuldades. Dessa forma, não permitiremos, jamais, a entrada do Ressuscitado em nossas vidas para que aconteça uma restauração plena da nossa humanidade. Portanto, é preciso assumir nossa condição humana para experimentar a santidade. Além disso, é necessário removermos as pedras que ofuscam nossas vidas, impedindo-nos de contemplar a beleza da vida nova oferecida por Jesus. Esta, consequentemente só acontece, quando deixamos resplandecer em nós a luz do Ressuscitado uma vez que a sua vitória sobre a morte é o fundamento de nossa fé. Não obstante, temos um sentimento que deve nos acompanhar, especialmente neste Tempo, trata-se da alegria, o dom e, ao mesmo tempo, um critério significante para o reconhecimento e a acolhida do Senhor ressuscitado em nosso meio. Destarte, não podemos sufocar em nosso interior a notícia da ressurreição, mas testemunhá-la para todos. Visto que, “todo aquele que crê em Jesus recebe, em seu nome, o perdão dos pecados” (At 10, 43). Portanto, com muita alegria, anunciemos a vitória de Cristo a todos, na tentativa de vencer os sinais de morte e construir um mundo voltado para a vida que Deus quer. Uma vida que “aspira às coisas celestes e não às coisas terrestres” (Cl 3,2). Então, alegremo-nos no Senhor ressuscitado porque morremos para o pecado, mas nascemos para Deus. Feliz e abençoada Páscoa do Senhor para todos!
Marcos Bento 
2º Filosofia